
A greve dos Correios chegou ao 11º dia nesta terça-feira (22) sem avanço nas negociações com a empresa. Em Feira de Santana, trabalhadores seguem mobilizados na unidade da Avenida Presidente Dutra, tendo como principal reivindicação a manutenção do plano de saúde. O dissídio, que estava previsto para esta segunda-feira (21), foi adiado para a próxima quinta (24).
🔍 O que é o dissídio? Dissídio é toda e qualquer disputa ou desacordo que vai parar na Justiça do Trabalho quando empregados e empregadores não conseguem chegar a um consenso por conta própria.
Em entrevista ao Acorda Cidade, o diretor do Sincotelba (Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos da Bahia), Henrique Castro de Jesus Alves, afirmou que a empresa permanece irredutível em relação à manutenção do benefício e destacou a importância do plano para os trabalhadores.
“Eles não querem continuar como mantenedora do plano de saúde. Então, os trabalhadores ciente de que a única coisa mais importante que hoje temos nos Correios, já que o governo passado foi tirado 75 claúsulas, conseguimos recuperar uma no último dissídio, o plano de saúde é essencial; cortando o plano de saúde, ou seja, a gente vai pagar para trabalhar. Infelizmente, temos colegas aqui que tem problema de câncer de pele, colegas que precisam realmente do atendimento, o internamento, tudo isso aí, e é impossível realmente a gente continuar dessa forma.”

Segundo Henrique, a mobilização tem adesão nacional e conta com a manutenção dos 30% dos trabalhadores em atividade. Ele também afirmou que os grevistas estão permitindo a entrada e saída das unidades, mas não as entregas que eram realizadas normalmente. Como o Acorda Cidade já mostrou, as reivindicações paralisaram a distribuição de encomendas na unidade de Feira.
De acordo com o diretor, sem avanços, o dissídio acabou sendo adiado para quinta-feira. Henrique relatou ainda uma manifestação feita por um dos juízes durante o processo, relacionada às condições enfrentadas pelos trabalhadores durante a paralisação.
“A adesão hoje é o país inteiro, é nacional, e temos uma adesão muito boa, e os 30% estão lá trabalhando. A greve continua por tempo indeterminado até quinta-feira. Inclusive, um dos próprios juízes falou o seguinte, que não é justo que os trabalhadores estejam no sol quente, tomando sol, chuva, direto aqui, resultado sem recurso nenhum de trabalho, enquanto eles estão lá no ar condicionado, então eles deveriam realmente se colocar no lugar dos trabalhadores e que a empresa, ela realmente vai ter que arcar com um ônus e bônus, não tem a dúvida”, disse o diretor ao Acorda Cidade.
Com informações do repórter Paulo José, do Acorda Cidade.
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