
Estudar um novo idioma ativa simultaneamente várias áreas do cérebro ligadas à memória, à atenção e à capacidade de resolver problemas.
Alternar entre regras gramaticais, sons e vocabulários distintos também ativa processos cognitivos que se refletem em tarefas cotidianas fora da sala de aula.
O aprendizado de idiomas estimula áreas do lobo frontal e favorece o espessamento do córtex cerebral, região associada ao processamento de informações complexas.
Esse processo continua em adultos e idosos, que conseguem desenvolver novas conexões neurais ao estudar outro idioma. Isso contraria a crença de que apenas jovens aprendem com eficácia.
Aprender outro idioma pode fortalecer o cérebro ao estimular diferentes habilidades cognitivas
Em pessoas bilíngues, os sintomas de Alzheimer tendem a aparecer mais tarde do que em quem fala apenas um idioma.
Esse efeito protetor ocorre porque a alternância constante entre duas línguas mantém o cérebro ativo e fortalece as redes neurais responsáveis pela memória e pela cognição.
Alternar entre duas línguas obriga o cérebro a inibir automaticamente a que não está em uso naquele momento, um mecanismo que fortalece o controle da atenção.
Esse treino contínuo também favorece a memória de trabalho, responsável por guardar e manipular informações durante uma tarefa específica.
Quem aprende um novo idioma desenvolve mais flexibilidade para entender diferentes formas de organizar o pensamento e expressar ideias.
Essa habilidade pode se refletir em áreas como leitura, escrita e desempenho em disciplinas cobradas em processos seletivos e concursos.
Políticas públicas de acesso ao ensino
Contudo, apesar dos benefícios de se aprender um novo idioma, o custo dos cursos ainda é um obstáculo comum para quem deseja investir nesse aprendizado.
Mas vale lembrar que muitas instituições particulares oferecem descontos nas mensalidades nos mais variados casos, desde benefícios oferecidos para clientes ou funcionários de determinadas empresas, até isenções parciais conforme a faixa de renda do interessado.
A redução pode valer tanto para cursos de idiomas quanto para graduações completas, dependendo da instituição e do plano escolhido pelo estudante.
Já o Ministério da Educação (MEC) oferece a plataforma MEC Idiomas, que pode ser utilizada gratuitamente, pelo celular. Veja maiores informações no vídeo:
Iniciativas de bolsas de estudo complementam outras políticas públicas voltadas ao acesso à educação superior no país.
Um exemplo é o Programa Universidade para Todos, criado pela Lei número 11.096, de 13 de janeiro de 2005, que oferece bolsas integrais e parciais em instituições privadas de educação superior.
O Prouni foi formalizado em 2005 com a missão de abrir vagas em cursos de graduação e sequenciais de formação específica para quem ainda não possui diploma superior.
As bolsas parciais cobrem metade do valor da mensalidade, enquanto as integrais isentam o estudante do pagamento total do curso.
A Secretaria de Educação Superior gerencia o programa e articula a oferta de vagas com instituições particulares credenciadas.