26 de September de 2026
Estudantes da rede municipal de Antônio Cardoso concluem oficinas de Inglês e Iorubá
Foto: Divulgação

Aprender inglês e, ao mesmo tempo, conhecer palavras, sons e referências de uma língua ancestral africana. Foi essa experiência que mais de 21 estudantes da Escola Municipal Celina Conceição Santos Bezerra, em Antônio Cardoso, vivenciaram ao longo dos últimos meses. Nesta sexta-feira (25), alunos do 6º ano A e 8º ano A encerraram as oficinas de Inglês e Iorubá com a entrega dos certificados de participação.

Intitulada “Jovens em Umburanas: entre raízes e conexões – Inglês e yorubá”, a formação teve início em 17 de junho e foi realizada durante o período de tempo integral. O curso colocou os estudantes em contato com duas realidades linguísticas diferentes, mas que podem ampliar sua maneira de perceber o mundo: o inglês, presente na comunicação internacional, na ciência, na cultura e no acesso à informação; e o iorubá, ligado à história, à cultura e à ancestralidade de povos africanos e afrodescendentes.

Mais do que memorizar palavras e expressões, os estudantes foram convidados a perceber a língua como instrumento de comunicação, mas também como espaço de memória, identidade e pertencimento.

“Trabalhar inglês e iorubá com os estudantes é também ampliar horizontes. De um lado, temos uma língua de alcance global; do outro, uma língua ancestral que nos conecta com a história, a cultura e a identidade de povos africanos. É importante que nossos jovens tenham acesso às duas dimensões”, destacou a diretora de Articulação de Políticas para a Juventude, Mariele Santos Reis.

Estudantes da rede municipal de Antônio Cardoso concluem oficinas de Inglês e Iorubá
Foto: Divulgação

As oficinas foram ministradas pela Coordenação Técnica da Casa da África e aconteceram às segundas, quartas e sextas-feiras, às 9h, para a turma da manhã, e às 14h55, para a turma da tarde. As atividades foram desenvolvidas de forma prática, combinando aprendizado linguístico e contato com diferentes referências culturais. Para Olatoye Peter Disamu, coordenador da Casa, “nossos jovens merecem se apropriar de conhecimentos que ampliem suas oportunidades no mundo, mas que o aproximem ainda mais da sua ancestralidade”.

A formação foi realizada em parceria entre a Secretaria Municipal de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e de Políticas para os Povos e Comunidades Tradicionais e Quilombolas, a Secretaria Municipal de Educação e a Diretoria Especial de Articulação de Políticas para a Juventude.

O encerramento nesta sexta-feira marcou o fim das oficinas, mas também deixou uma experiência que ultrapassa a sala de aula. Ao aprender uma língua de alcance mundial e entrar em contato com uma língua ancestral, os estudantes ampliaram o repertório para compreender que falar, ouvir e aprender uma língua também pode significar conhecer histórias, culturas e diferentes formas de estar no mundo.

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