29 de September de 2026
Calor intenso deve perder força em um estado nos próximos dias enquanto outras áreas ainda enfrentam temperaturas elevadas – Imagem: Agência Brasil

Capitais como São Paulo, Campo Grande, Cuiabá, Brasília, Goiânia e Teresina podem registrar novos recordes de calor até o dia 30, com temperaturas de 40°C ou mais em quase todo o território nacional. 

A exceção fica por conta do Sul do país, onde o ar já começou a esfriar neste fim de semana.

Uma frente fria vai reduzir as temperaturas no Sudeste somente entre quinta (01) e sexta-feira (02), mais tarde do que se esperava inicialmente. 

Enquanto isso, o Norte e o Nordeste seguem com tempo seco e calor forte, com chuva restrita a áreas isoladas do litoral nordestino.

Calor intenso deve perder força em um estado nos próximos dias enquanto outras áreas ainda enfrentam temperaturas elevadas

Na capital paulista, as temperaturas subiram rapidamente nesta segunda-feira (28) e passaram dos 32°C. Na terça-feira (29), podem ultrapassar 33°C.

Áreas de instabilidade chegam à região na quarta-feira (30), mas o calor resiste durante boa parte do dia. 

A chuva só se intensifica em 1º de outubro, quinta-feira, com a chegada de ar mais frio, mas a sensação térmica ainda pode ficar alta.

A cidade de São Paulo já acumula 294,9 mm de chuva neste mês de setembro, o volume mais alto para o nono mês do ano desde o início da série histórica, em 1995. 

O dado reflete a instabilidade atmosférica que tem alternado com o calor extremo ao longo das últimas semanas.

Já no Rio Grande do Sul, pancadas de chuva caem desde sábado (26), e a temperatura começou a cair no último domingo (27). 

Santa Catarina sente o ar mais fresco entre hoje e terça, enquanto o Paraná só percebe a virada na terça-feira.

Ciclones extratropicais podem provocar tempestades e até tornados na região Sul entre terça e quarta. 

O cenário é distinto do Sudeste, onde os efeitos se restringem à chegada da frente fria.

Influência do El Niño no clima

O fenômeno El Niño segue atuando sobre o clima global e deve continuar até os primeiros meses de 2027, favorecendo tanto chuvas mais intensas quanto ondas de calor mais fortes. 

Esse padrão climático ajuda a explicar os extremos registrados simultaneamente em diferentes regiões do país.