29 de September de 2026
Aranhas-do-mar são mais chocantes do que as terrestres
Foto: Elmer Cañas/Unsplash

Pesquisadores da Universidade de Columbia Britânica descreveram duas espécies até então desconhecidas de aranhas-do-mar encontradas em águas canadenses, 

É o primeiro registro formal de espécies inéditas na região em quase 100 anos. Os exemplares foram coletados em expedições entre setembro de 2023 e agosto de 2024 no mar de Salish e arredores de Vancouver.

A revista científica Organisms Diversity & Evolution publicou o estudo em 26 de agosto de 2026, formalizando a identificação de Callipallene pilosuspedes e Tanystylum kiixin. 

Os pesquisadores combinaram análise de características físicas com exame do material genético para confirmar que os animais constituíam espécies distintas de tudo o que havia sido documentado até então.

Foto: Cormac Toler-Scott

Características e diferenças físicas

Apesar do nome, as aranhas-do-mar não são arácnidas. Elas pertencem ao grupo dos artrópodes, formado por animais com esqueleto externo e patas articuladas. 

Respiram pela pele e variam bastante em tamanho: podem medir menos de 1,3 centímetros ou ultrapassar 60 centímetros de comprimento.

A Callipallene pilosuspedes se destaca pelos longos pelos curvados na parte inferior das patas, que lhe conferem aspecto plumoso. Possui olhos vermelhos e uma boca triangular com três lábios, além de estruturas sensoriais que captam sinais do ambiente. Sua probóscide, ou tromba, é curta e equipada com garras para imobilizar o alimento antes de se alimentar.

Um século sem novos registros

Quase 100 anos se passaram sem que novas espécies de aranhas-do-mar fossem descritas nesta região, o que ressalta a importância do achado. 

O estudo reuniu dados genéticos de outras espécies, incluindo algumas que nunca haviam sido analisadas por esse método, e produziu um guia de identificação para o mar de Salish e a costa oeste da ilha de Vancouver. 

A Universidade de Columbia Britânica informou que o trabalho busca reduzir a falta de informação sobre as aranhas-do-mar da região. As novas espécies existem no planeta há centenas de milhões de anos, e o grupo ao qual pertencem remonta a cerca de 500 milhões de anos. Ainda assim, permaneceram despercebidas até agora.

Linha do tempo
Linha do tempo dos eventos citados na matéria
cerca de 500 milhões de anos
o grupo ao qual pertencem as aranhas‑do‑mar remonta a cerca de 500 milhões de anos
há centenas de milhões de anos
as novas espécies existem no planeta há centenas de milhões de anos
quase 100 anos
passaram sem que novas espécies de aranhas‑do‑mar fossem descritas na região
entre setembro de 2023 e agosto de 2024
exemplares foram coletados em expedições no mar de Salish e arredores de Vancouver
26 de agosto de 2026
a revista Organisms Diversity & Evolution publicou o estudo formalizando a identificação de Callipallene pilosuspedes e Tanystylum kiixin

A documentação detalhada permitirá que futuras pesquisas comparem mudanças na biodiversidade da zona ao longo do tempo. As duas espécies já foram incorporadas a uma base de dados mundial.