30 de September de 2026
INSS pode mudar regras de aposentadoria
(Reprodução/Agência Brasil)

Deputados deram aval a um rito acelerado para o Projeto de Lei Complementar 42/2023, proposta que institui aposentadoria especial para vigilantes e seguranças. 

Com essa aprovação, o projeto pode ir direto para votação em plenário, pulando a análise pelas comissões que ainda faltavam. Em fevereiro deste ano, o Supremo Tribunal Federal já havia negado esse mesmo pleito, em uma votação de 6 a 4.

Para a maioria da Corte, o simples fato de a profissão ser arriscada, inclusive com porte de arma, não é suficiente para enquadrar a vigilância como atividade especial.

Linha do tempo
Linha do tempo dos eventos citados na matéria
fevereiro deste ano
O Supremo Tribunal Federal negou o pleito sobre aposentadoria especial para vigilantes e seguranças em votação de 6 a 4.
2019
Reforma da Previdência impôs piso de idade para quem busca a aposentadoria especial.
35 anos
INSS argumentou que estender o benefício especial a vigilantes e seguranças do Regime Geral de Previdência Social pode custar até R$ 154 bilhões aos cofres públicos em 35 anos.
após a votação pelo plenário da Câmara
O PLP 42/2023 ainda precisará passar pelo Senado Federal e receber a sanção presidencial para se tornar lei.
data da aprovação do regime de urgência na Câmara
Deputados deram aval a um rito acelerado para o PLP 42/2023, permitindo que o projeto vá direto para votação em plenário, pulando a análise pelas comissões que ainda faltavam.

O que o projeto propõe

O PLP 42/2023 lista expressamente ocupações perigosas — entre elas vigilantes e seguranças — como aptas ao benefício diferenciado. A justificativa do texto também cita trabalhadores do transporte de valores como categoria a ser beneficiada.

Uma das mudanças propostas pelo projeto é acabar com o piso de idade que a Reforma da Previdência de 2019 impôs para quem busca a aposentadoria especial.  A aprovação do regime de urgência é apenas um atalho no rito interno da Câmara, ainda não significa que o projeto virou lei.

Os números do impacto financeiro

Perguntas e respostas
P
O que foi aprovado na Câmara em relação ao PLP 42/2023?
R
Deputados deram aval a um rito acelerado (regime de urgência) para o PLP 42/2023, permitindo que o projeto vá direto para votação em plenário, pulando a análise pelas comissões que ainda faltavam.
P
O que o PLP 42/2023 propõe?
R
O PLP 42/2023 lista expressamente ocupações perigosas, entre elas vigilantes e seguranças, como aptas ao benefício de aposentadoria especial, cita também trabalhadores do transporte de valores e propõe acabar com o piso de idade imposto pela Reforma da Previdência de 2019 para a aposentadoria especial.
P
O que disse o STF sobre conceder aposentadoria especial a vigilantes e seguranças?
R
Em fevereiro deste ano o Supremo Tribunal Federal negou o pleito sobre aposentadoria especial para vigilantes e seguranças em uma votação de 6 a 4, considerando que o simples fato de a profissão ser arriscada não é suficiente para enquadrar a vigilância como atividade especial.
P
Qual foi a estimativa de custo apresentada pelo INSS sobre estender o benefício a vigilantes e seguranças?
R
O INSS argumentou que estender o benefício especial a vigilantes e seguranças do Regime Geral de Previdência Social pode custar até R$ 154 bilhões aos cofres públicos em 35 anos.
P
Quais são os próximos passos do PLP 42/2023 após a votação na Câmara?
R
Após a votação pelo plenário da Câmara, o PLP 42/2023 ainda precisará passar pelo Senado Federal e receber a sanção presidencial para se tornar lei.

Durante o julgamento no STF, o INSS argumentou que estender o benefício especial a vigilantes. E seguranças do Regime Geral de Previdência Social pode custar até R$ 154 bilhões aos cofres públicos em 35 anos.

Seis ministros formaram a maioria contrária ao benefício no julgamento virtual: Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Luiz Fux, Dias Toffoli, André Mendonça e Gilmar Mendes. A maioria barrou o pedido no STF, mas o tema continuou em discussão no Congresso.

Os próximos passos na tramitação

Após a votação pelo plenário da Câmara, o PLP 42/2023 ainda precisará passar pelo Senado Federal e receber a sanção presidencial para se tornar lei.