
São Paulo proibirá, a partir de 4 de outubro, que restaurantes, lanchonetes e similares ofereçam aos clientes condimentos em bisnagas, as tradicionais embalagens reutilizáveis.
Ketchup, maionese, mostarda e outros molhos só poderão ser servidos em recipientes descartáveis ou de uso único, o que elimina o compartilhamento de frascos sobre mesas e balcões.
Fim das bisnagas de molho: estabelecimentos são proibidos de ofertar condimentos nessas condições
A medida foi aprovada em julho e publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo em 6 de julho, por meio da Portaria CVS número 3/2026.
Segundo a Secretaria da Saúde do Estado, o objetivo é reduzir o risco de contaminação cruzada entre clientes durante a refeição.
O artigo 75 determina que, nos serviços de alimentação, condimentos, molhos e temperos para sanduíches, salgados e similares sejam oferecidos em embalagens individuais de uso único.
A proibição das bisnagas integra um conjunto de medidas aprovadas em julho para reforçar o controle sanitário.
O pacote inclui exigências de água potável de qualidade e de higiene para os profissionais que manipulam alimentos, e as regras buscam proteger quem consome em estabelecimentos paulistas.
A portaria também estabelece que todas as embalagens fornecidas aos clientes tragam identificação clara das informações essenciais: lote, data de fabricação e prazo de validade.
A regra vale em todo o estado e se aplica a restaurantes, lanchonetes, padarias, hamburguerias e demais estabelecimentos de serviço de alimentação.
O caminho oposto na Europa
Enquanto São Paulo proíbe embalagens reutilizáveis, diversos países seguiram o caminho oposto desde agosto de 2026.
A União Europeia, a Espanha, os Estados Unidos, a República Tcheca e o Canadá baniram os sachês individuais de molho e sal.
A preocupação é com o impacto ambiental, e a maior parte das embalagens utilizadas não passa pelo processo de reciclagem, o que aumenta a poluição.
Nesses locais, os estabelecimentos oferecem condimentos apenas mediante solicitação do cliente, que deve informar a quantidade desejada.
A estratégia busca reduzir tanto o desperdício quanto o volume de embalagens descartáveis que alimentam lixões e oceanos.