1 de October de 2026
Renato Pereira em 2024
Renato Pereira em 2024 | Foto: Paulo José/ Acorda Cidade

Celebrado neste 1º de outubro, o Dia Nacional da Pessoa Idosa ganha um exemplo de vida e saúde em Feira de Santana. Aos 81 anos, o mestre de artes marciais Renato Pereira não sente dores no corpo, esbanja disposição e atribui sua longevidade à prática diária de exercícios, à disciplina e aos cuidados com a alimentação. 

Em entrevista ao Acorda Cidade, o esportista nascido em maio de 1945 relembrou sua trajetória e reforçou o papel do esporte na manutenção da autonomia na terceira idade.

Para mim, a pessoa idosa é importante. Porque muitas vezes, o jovem não se preocupa, pensa que não vai ficar velho um dia. Então, no meu caso, eu tenho 81 anos, sou de 1945. Eu me sinto bem, não sinto nada com essa idade. Já se foram vários jovens atrás de mim. E eu ainda espero viver até 101 anos.”

Segundo ele, a prática de esportes se tornou muito mais comum hoje em dia, o que contribuiu para o aumento da expectativa de vida.

“Se o esporte não fosse tão importante, os médicos não treinariam. Hoje é todo mundo,  político, rico, pobre, médico, engenheiro, todo mundo tem que treinar. Porque a gente já vive agitado no dia a dia. Cheio de problema. A alimentação é zero, cheia de produtos químicos. E se você não treina, é pior. Então você tem que treinar para botar as toxinas para fora. Inclusive, o ser humano até passou a viver mais. Antigamente, quando o ser humano passava de 50 anos, era um assombro. Hoje, com 80 anos, você se considera um menino.”

Com 65 anos na academia de Karatê e Jiu-Jitsu, Renato contou que já treinou com engenheiros, advogados e médicos, como o ex-vereador Getúlio Barbosa. 

Vários médicos passaram por aqui, engenheiro, advogado, pedreiro, carpinteiro. Então eu me orgulho de dizer que eu faço parte dessa cidade. E essa academia aqui passou a ser oficializada em 1948. É a mais velha de Feira e a mais velha da Bahia. Então para mim é importante poder contar a história de Feira de Santana.”

O mestre também falou sobre a pandemia do Covid-19, no qual a academia ficou fechada e, após o retorno, muitos alunos não voltaram aos treinos.

Na Covid-19, a academia ficou fechada, há três anos. E quando voltou, voltei do zero. Ainda continuo do zero, porque eu perdi os alunos de tudo, de Karatê, de Jiu-Jitsu. Estou começando do zero.”

Com informações do repórter Paulo José, do Acorda Cidade.

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