
O Dia Nacional do Idoso, celebrado nesta quarta-feira (1º), chama atenção para os direitos e a proteção da população idosa. Em Feira de Santana, casos de violência doméstica e familiar estão entre as principais demandas recebidas pelo Conselho Municipal de Direitos da Pessoa Idosa, segundo a presidente do órgão, Fátima Casaes.
Em entrevista ao Acorda Cidade, Fátima destacou que muitos dos casos de violência são praticados por familiares, que deveriam ser responsáveis pelo cuidado e proteção das pessoas idosas.
“As demandas que chegam são de violência, principalmente violência doméstica familiar, aquela causada pelos próprios familiares, que não entendem que aquela pessoa idosa que está dentro da sua casa é uma pessoa que deve ser amada, cuidada e não um lixo”, afirmou.

Segundo Fátima, entre os problemas identificados também estão situações relacionadas ao uso do cartão de pessoas de idade avançada por familiares. Ela destacou a necessidade de que filhos, netos e outros parentes tenham respeito e cuidado com as pessoas idosas.
Rede de proteção
Fátima Casaes orientou que casos de violência ou violações de direitos sejam denunciados pelo Disque 100. Ela também citou o Núcleo de Enfrentamento à Violência contra a Pessoa Idosa, que funciona no Centro de Referência da Pessoa Idosa (Zazinha Cerqueira), no bairro Muchila, além da Defensoria Pública, Ministério Público, Delegacia de Polícia e do próprio Conselho do Idoso.
“Você disca, fala. Tem também o Núcleo de Enfrentamento à Violência contra a Pessoa Idosa, que faz parte do conselho, que fica dentro do Zazinha, lá no Muchila. Tem a Defensoria Pública, Ministério Público, Delegacia de Polícia e o próprio conselho”, explicou.
De acordo com a presidente, o Conselho também recebe denúncias por e-mail e busca encaminhar cada caso para os órgãos responsáveis.
Fátima também parabenizou os idosos pelo seu dia e destacou a importância de celebrar a vida. “Quero parabenizar todos os idosos da nossa cidade. Estamos de parabéns por estarmos vivos. O idoso tem muito o que comemorar. Basta estar vivo, dançando, passeando.”
Com informações do repórter Paulo José, do Acorda Cidade.
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