1 de October de 2026
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Foto: Divulgação/ Uesb

De 28 a 30 de setembro, a Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) realizou audiências públicas com a comunidade, nos campi de Vitória da Conquista, Jequié e Itapetinga, para discutir a criação do Programa de Ingresso Territorial. A proposta prevê uma nova modalidade de acesso aos cursos de graduação para estudantes da rede pública dos territórios de identidade onde a Universidade está inserida, a partir de vagas que permanecem ociosas após os processos seletivos regulares.

A iniciativa parte de um levantamento sobre as vagas que não são preenchidas pelo Vestibular e pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu). A ideia é que essas vagas possam ser aproveitadas por meio de uma modalidade complementar de ingresso, sem retirar vagas dos processos seletivos já existentes.

Um dos pontos que ainda está em discussão é a forma de classificação dos estudantes. A proposta considera a trajetória escolar durante o Ensino Médio, mas os critérios ainda serão definidos pelas instâncias da Universidade.

Para a professora Sandra Márcia Pereira, pró-reitora de Graduação (Prograd), as audiências foram importantes para construir esse modelo com a participação da comunidade. “Esse momento aqui é importante para o diálogo com a comunidade acadêmica e com a comunidade de uma forma geral, para a gente pensar essas formas de como chegar a esse estudante, divulgando a Uesb, os seus cursos e como pensar nessas formas de acesso”, afirma.

Além do acesso, as audiências discutiram a permanência dos estudantes. A proposta prevê o diálogo com os municípios para a construção de mecanismos de apoio, como transporte, alimentação, material e moradia. Essa articulação já vinha sendo discutida pela Uesb em encontros realizados, em agosto, com representantes da sociedade civil, secretários municipais de Educação e gestores dos municípios dos três territórios.

Os próximos passos

A construção do Programa de Ingresso Territorial também envolve a participação da comunidade acadêmica nas próximas etapas. Após a etapa de escuta, a Universidade deverá consolidar a minuta da proposta e encaminhá-la para discussão nas instâncias acadêmicas competentes e, posteriormente, para apreciação do Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe).

“Nós vamos construir essa política juntos, como a gente já está fazendo. A partir dessas audiências, desta escuta com a comunidade externa, com a comunidade interna também, nós vamos levar para os conselhos para que eles possam também contribuir ainda mais conosco”, pontua a professora Francislene Cerqueira, vice-reitora da Uesb.

Para o reitor da Uesb, professor Robério Rodrigues, o objetivo é transformar vagas que historicamente permanecem sem ocupação em oportunidades de formação para estudantes da rede pública e fortalecer a relação da Universidade com os territórios onde está inserida.

“Espero que essa discussão nos ajude a construir uma política permanente de democratização do acesso, e não apenas mais um processo seletivo. O que estamos propondo dialoga diretamente com o ‘Cuidar para Transformar’: olhar para os dados da Universidade, identificar onde existem barreiras e construir respostas capazes de aproximar a Uesb das pessoas”, conclui o reitor.

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