2 de October de 2026
Pressão arterial pode mostrar possível arritmia cardíaca
Foto: Gustavo Fring/Pexels

Cerca de 1,5 milhão de brasileiros convivem com fibrilação atrial, uma condição que desorganiza os batimentos cardíacos e faz o coração funcionar de forma irregular. 

Esse número deve dobrar até 2060, o que torna a detecção precoce cada vez mais importante para evitar complicações graves, como o acidente vascular cerebral.

Para identificar sinais dessa arritmia, a empresa Omron lançou um medidor de pressão arterial com inteligência artificial. O aparelho detecta padrões anômalos no ritmo cardíaco durante a aferição, com precisão de 97%.

Como funciona a detecção de arritmia

Pontos-chave
Pontos-chave sobre detecção de fibrilação atrial com medidor de pressão
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Cerca de 1,5 milhão de brasileiros convivem com fibrilação atrial, número que deve dobrar até 2060.
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A fibrilação atrial desorganiza os batimentos cardíacos e aumenta risco de AVC isquêmico em cinco vezes.
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Omron lançou medidor de pressão com inteligência artificial que detecta padrões anômalos no ritmo cardíaco.
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O algoritmo Intellisense AFib indica AFib na tela em menos de um minuto durante a aferição.
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O aparelho sinaliza suspeita, não faz diagnóstico definitivo; recomenda-se eletrocardiograma ou holter para confirmação.
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Quem obtiver resultado AFib deve consultar um cardiologista e, se confirmada, iniciar o tratamento apropriado.

O dispositivo conta com um monitor e uma braçadeira que se ajustam a qualquer posição do braço. Enquanto o sistema afere a pressão arterial e a frequência cardíaca, um algoritmo chamado Intellisense AFib busca irregularidades no padrão dos batimentos. 

O resultado aparece na tela em menos de um minuto e indica, pela sigla AFib, se o sistema detectou algo suspeito. Importante lembrar que o aparelho não faz diagnóstico definitivo.

Por que a detecção precoce é tão importante

A fibrilação atrial multiplica por cinco o risco de alguém sofrer um AVC isquêmico. Isso ocorre porque a arritmia pode favorecer a formação de coágulos dentro do coração, que depois viajam pela corrente sanguínea e podem obstruir artérias cerebrais.

Pessoas com mais de 65 anos, hipertensão, diabetes, obesidade, insuficiência cardíaca ou doenças nas válvulas cardíacas têm risco especialmente elevado e devem estar atentas a esse risco.