
Cerca de 1,5 milhão de brasileiros convivem com fibrilação atrial, uma condição que desorganiza os batimentos cardíacos e faz o coração funcionar de forma irregular.
Esse número deve dobrar até 2060, o que torna a detecção precoce cada vez mais importante para evitar complicações graves, como o acidente vascular cerebral.
Para identificar sinais dessa arritmia, a empresa Omron lançou um medidor de pressão arterial com inteligência artificial. O aparelho detecta padrões anômalos no ritmo cardíaco durante a aferição, com precisão de 97%.
Como funciona a detecção de arritmia
O dispositivo conta com um monitor e uma braçadeira que se ajustam a qualquer posição do braço. Enquanto o sistema afere a pressão arterial e a frequência cardíaca, um algoritmo chamado Intellisense AFib busca irregularidades no padrão dos batimentos.
O resultado aparece na tela em menos de um minuto e indica, pela sigla AFib, se o sistema detectou algo suspeito. Importante lembrar que o aparelho não faz diagnóstico definitivo.
Por que a detecção precoce é tão importante
A fibrilação atrial multiplica por cinco o risco de alguém sofrer um AVC isquêmico. Isso ocorre porque a arritmia pode favorecer a formação de coágulos dentro do coração, que depois viajam pela corrente sanguínea e podem obstruir artérias cerebrais.
Pessoas com mais de 65 anos, hipertensão, diabetes, obesidade, insuficiência cardíaca ou doenças nas válvulas cardíacas têm risco especialmente elevado e devem estar atentas a esse risco.