
Flávio Nantes Bolsonaro, filho primogênito do ex-presidente, Jair Messias Bolsonaro, aposta na mesma sorte do pai em 2018, e concorrerá à presidência em 2026 pelo Partido Liberal (PL), sendo uma das alternativas mais cogitadas para comandar o país pelos próximos quatros anos. Para sua chapa, ele aposta no advogado e deputado federal Alfredo Gaspar, da mesma sigla.
Flávio nasceu em Resende, no estado fluminense. Ele cresceu em um lar ambientado pelo militarismo. Advogado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a princípio, sua vida laboral na advocacia e na área de ciências humanas teve que ser conciliada com o início da trajetória na política.
Seu primeiro cargo como político foi concebido em 2002. Aos 21 anos de idade, foi eleito deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), assim se tornando o deputado estadual mais jovem daquela legislatura. Ele permaneceu como deputado por quatro mandatos consecutivos, calculando dezesseis anos de atuação do legislativo carioca.
Em 2016, licenciou-se para concorrer ao pleito da Prefeitura do Rio de Janeiro. Na candidatura, estava filiado ao Partido Social Cristão (PSC), ocupando o quarto lugar com apenas 14% votos válidos no primeiro turno.
Ações na política
De acordo com analistas profissionais, as atuações de Flávio Bolsonaro como político, se voltaram, principalmente, para posicionamentos ideológicos, debates públicos, alianças partidárias e oposição a governos, apresentando seu próprio plano de governo para pôr em prática aprovação de um número favorável às leis de sua autoria.
Tal como o pai, nenhum dos seus projetos chegou de fato a virar lei. De acordo com uma pesquisa feita em maio de 2026, ao longo de sete anos, o senador apresentou 62 projetos, mas apenas dois foram aprovados, mesmo assim, não seguiram adiante.
Em apuração, o Acorda Cidade não encontrou dados que indicam números de aprovação ou rejeição ao seu trabalho como deputado estadual. O mais próximo de aprovação que o candidato chegou a acumular, foi o desempenho eleitoral, como o aumento de votos que recebeu em sua reeleição como deputado estadual na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).
- 2002: Eleito para o seu primeiro mandato com 31.275 votos.
- 2006: Reeleito com 43.099 votos.
- 2010: Reeleito com 58.332 votos.
- 2014: Eleito para o seu quarto e último mandato na Alerj com 160.359 votos, sendo o terceiro deputado estadual mais votado daquele pleito no Rio de Janeiro.
Plano de governo
O candidato recebe, principalmente, o apoio do setor econômico.
Dentre as propostas apresentadas na candidatura presidencial, as que mais se destacam são:
- Método Fônico e Escolas: Priorizar o método fônico na alfabetização de base e ampliar o modelo de escolas cívico-militares.
- Poder Judiciário: Propostas para restringir decisões monocráticas (individuais) de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), privilegiando julgamentos colegiados, e estabelecer prazos de quarentena para ministros de Estado indicados à Corte.
- Enquadramento de Facções: Proposta de tratar grandes organizações criminosas e milícias como grupos narcoterroristas, ampliando ações de inteligência e bloqueio de patrimônio.
- Reforma Tributária e Impostos: Defesa de ajustes na tributação para diminuir a carga sobre a produção e o consumo, além de buscar desonerar investimentos e exportações.
Balanços feitos pelo último Datafolha do dia 1º de outubro, apresentam que a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República registra 38% das intenções de voto no primeiro turno.
Matéria escrita pelo estagiário de jornalismo Kaio Souza, com supervisão de Andrea Trindade, do Acorda Cidade.
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