4 de October de 2026
Urna Eletrônica
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A exposição que marca os 30 anos das urnas eletrônicas em Feira de Santana apresenta modelos antigos e atuais dos equipamentos, além de totens que contam a evolução do voto eletrônico. Feira de Santana e Salvador foram os únicos municípios da Bahia a utilizarem a urna eletrônica em 1996.

Em entrevista ao Acorda Cidade, o secretário de Tecnologia da Informação (TI) do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), André Cavalcante, disse que a preparação das urnas para a próxima eleição ocorrerá entre os dias 21 de setembro e 1º de outubro. 

Durante o processo, são inseridas informações como a lista de candidatos e eleitores, fotos dos candidatos e os sistemas operacional e de votação. Depois, os equipamentos são lacrados, ficando prontos para a eleição.

Segurança contra fraudes

André explicou que a urna eletrônica funciona de forma independente e não possui conexão com internet, Wi-Fi ou Bluetooth, impedindo que as pessoas acessem o equipamento de forma remota. 

“A primeira camada é que a urna é totalmente standalone. O que isso quer dizer? Que ela não tem placa de rede, ela não tem conexão com rede, nem com Wi-Fi, nem com Bluetooth”, afirmou.

André Cavalcante
André Cavalcante | Foto: Ney Silva/ Acorda Cidade

Além disso, segundo o secretário, o equipamento conta com recursos como assinatura digital, criptografia de dados e outras 50 camadas de proteção.

Como os votos são transmitidos?

Após o encerramento da votação, o presidente da mesa insere um código na urna. Esse código faz a gravação do resultado em uma mídia especial, chamada “memória de resultado”. Ela é retirada da urna e levada para pontos de transmissão remota ou para o cartório eleitoral, de onde os dados são enviados para a totalização. “Não há transmissão online a partir da urna”, destacou André.

Sigilo do voto

O secretário também explicou que os dados sobre os eleitores que votaram e os votos registrados ficam armazenados de forma separada no sistema.

“Esses votos são misturados, então não tem como saber nem quem votou em quem e não tem como saber a sequência dos votos que foram dados”, explicou.

Auditoria e Teste Público de Segurança

Durante a preparação das urnas, partidos políticos e entidades fiscalizadoras podem acompanhar os procedimentos e escolher equipamentos para realizar testes de votação.

Já o Teste Público de Segurança é realizado pelo TSE a cada dois anos, nos anos ímpares, com a participação de pesquisadores e pessoas da comunidade científica que buscam identificar possíveis fraudes no sistema.

E se a urna apresentar defeito?

Caso uma urna apresente problemas durante a votação, são realizados procedimentos de contingência. Se o equipamento não voltar a funcionar, ele é substituído por uma urna reserva.

“Então, as mídias que estão na urna de seção são passadas para essa urna reserva, nenhum voto é perdido, e essa urna reserva assume o lugar da que deu defeito”, afirmou André.

Combate à desinformação

Sobre as dúvidas e críticas relacionadas às urnas eletrônicas, André citou o projeto “Fato ou Boato”, criado pela Justiça Eleitoral para esclarecer informações sobre o sistema de votação.

Segundo ele, entre os questionamentos está a possibilidade de um hacker acessar a urna remotamente. “Ele não consegue acessar a urna eletrônica, como eu falei, ela está desconectada da internet”, explicou.

Com informações do repórter Ney Silva, do Acorda Cidade.

Siga o Acorda Cidade no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Participe também dos nossos canais no WhatsApp e YouTube e do grupo no Telegram.