8 de October de 2026
Imagem: Reprodução/YouTube/The Pillow

Uma mulher chamada Giussepina escolheu rejeitar as comodidades da vida moderna e vive isolada numa pequena casa nas montanhas do norte da Itália, especificamente no vale de Valseriana, na província de Bérgamo. Sua rotina diária ocorre longe da tecnologia e sem qualquer contato social convencional.

Aposentada, prefere conviver com animais, como galinhas, gatos e um cachorro, a estabelecer relacionamentos com pessoas. Em entrevista ao canal YouTube The Pillow, que documenta modos de vida afastados dos grandes centros urbanos, ela afirmou que a gente não é para ela, explicando sua dificuldade em lidar com multidões e contato social frequente.

Casa da mulher não conta com as tecnologias atuais

Giussepina vive completamente desconectada de dispositivos eletrônicos, e não possui telefone, rádio nem televisão, e assegura que nunca sentiu necessidade de incorporá-los à sua rotina. A residência também carece de eletrodomésticos convencionais, a única fonte de calor é uma lareira, e a ausência de geladeira reflete uma escolha deliberada.

Segundo ela, as temperaturas extremas da região justificam essa decisão. Durante os meses mais frios, o interior da casa atinge 13 graus negativos, o que a Mulher aproveita como sistema natural de preservação dos alimentos.

Calendários e relógios pendurados pelas paredes servem como seus únicos marcadores do tempo, já que ela usa bonecos e brinquedos para lidar com a solidão do isolamento.

O frio intenso das montanhas moldou completamente a forma como Giussepina dorme. Para combater as temperaturas glaciais durante a noite, ela se cobre com 16 mantas simultaneamente, uma adaptação que ela considera essencial para manter o calor corporal enquanto repousa.

Apesar dessas condições severas, afirma que sempre dormiu dentro de sua casa e nunca viajou de avião, pois o medo da velocidade a impede.

Sua vida segue um padrão estabelecido há décadas, com tarefas diárias que incluem cortar lenha, recolher esterco e percorrer a montanha em busca de folhas secas e madeira. Como aposentada, ela continua trabalhando com gado, cria um bezerro por ano, que vende posteriormente, complementando a renda com sua pensão.

Uma trajetória marcada pelo isolamento

O isolamento de Giussepina começou na infância, quando vivia nas montanhas junto aos pais e duas irmãs, e com o tempo, seus familiares foram partindo, deixando-a sozinha.

Ela reconhece que se sente fraca diante do contato com multidões, afirmando, em entrevista ao canal The Pillow, que fica tonta ao ver tanta gente e não consegue ser forte, sentindo-se fraca, encontrando conforto apenas na companhia de seus animais e no silêncio das montanhas.