
O deputado estadual reeleito Robinson Almeida (PT) avaliou o desempenho do colega de partido Zé Neto nas eleições de 2026. O petista, considerado uma das principais lideranças da oposição em Feira de Santana, não conseguiu se eleger para o cargo de deputado federal e abriu margem para dúvidas se ele deve ser o nome do partido para as eleições municipais em 2028.
Robinson classificou a não eleição de Zé Neto como uma perda muito grande para Feira de Santana. Durante a entrevista que concedeu ao programa Acorda Cidade, na manhã desta quinta-feira (8), o deputado lamentou a configuração que a Câmara Federal terá na legislatura que começa em 2027.

“É não só uma perda para Feira de Santana, mas também para o Brasil e para a Bahia. Feira de Santana não terá uma representação no Congresso Nacional. O tamanho que tem essa cidade, a força econômica e as necessidades que ela tem, isso é importante. Então, para mim é uma perda grande”, afirmou.
De acordo com Robinson, a federação da qual o PT faz parte elegeu dez deputados federais, deixando Zé Neto na primeira suplência. O deputado disse acreditar que o petista poderá assumir um mandato durante a próxima legislatura.
“Na história aqui dos nossos cinco governos, sempre ocorreu uma movimentação onde os suplentes, especialmente aqueles que estão nas primeiras colocações, assumem um mandato para organizar o nosso projeto, isso serve para incluir mais gente”, disse o deputado estadual.
O petista também citou a situação de Vitória da Conquista, onde o deputado federal Valdenor Pereira (PT) não conseguiu a reeleição. Para ele, as duas ausências representam uma redução da representação de importantes municípios baianos no Congresso Nacional.

Robinson ainda destacou a atuação de Zé Neto junto a diferentes setores econômicos, profissionais e afirmou que o petista poderá continuar contribuindo politicamente mesmo na condição de suplente.
“Eu acredito muito que Zé Neto tem um potencial muito grande de apoio ao presidente Lula, ao governador Jerônimo. É um deputado articulado nacionalmente, representa diversos segmentos, como agente comunitário de saúde, despachantes, documentalista, é seguramente o principal interlocutor do segmento empresarial de Feira de Santana e eu poderia dizer da Bahia”, disse.
E a corrida para a prefeitura?
Ao comentar as eleições municipais de 2028, Robinson Almeida defendeu que o PT tenha candidatura própria à Prefeitura de Feira de Santana. Segundo ele, o partido demonstrou competitividade nas duas últimas eleições municipais.
“Feira de Santana é uma cidade onde o PT nas últimas duas eleições praticamente dividiu a cidade ao meio. Em 2020, teve dois turnos, o PT foi para o segundo turno com o Zé Neto e, em 2024, da mesma forma, o segundo turno não ocorreu por uma diferença de 11 mil votos”.
Questionado sobre se Zé Neto ainda é um “bom nome” para disputar a Prefeitura de Feira de Santana, Robinson pregou cautela, disse que o partido deve apresentar um candidato não apenas em Feira de Santana, mas também em Salvador.

“Sobre os nomes, vamos aguardar um pouco porque é óbvio, o nome de Zé Neto, sempre sugere com uma naturalidade, porque é um nome muito forte e consolidado na cidade, mas há também correntes que defendem renovação, que defendem outros nomes e fazem parte do processo democrático do PT”, disse.
Provocado pelo âncora do programa Acorda Cidade, Dilton Coutinho, se seria favorável à substituição de Zé Neto por outro candidato, Robinson afirmou que o assunto precisa ser discutido internamente.
“Creio que Zé Neto é disparadamente o nome mais consolidado, mais fortalecido, com mais legitimidade eleitoral. Eu não tenho dúvida disso, está no páreo. Então, as outras alternativas que se apresentarem, a gente tem que conversar, tem que avaliar e ver se podem representar”, finalizou o deputado estadual.
Leia também:
Zé Neto reage à derrota, critica “toma lá dá cá” e mantém futuro político em aberto
Siga o Acorda Cidade no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Participe também dos nossos canais no WhatsApp e YouTube e grupo de Telegram.