8 de October de 2026
Investigado por estupro de vulnerável e divulgação de cena de estupro é preso em Morpará
Foto: Polícia Civil

Grupos na deep web usados para troca de imagens e vídeos de pornografia infantil estão sendo investigados pela Polícia Civil da Bahia, durante a segunda fase da Operação Face Oculta, em Feira de Santana. A descoberta ocorreu durante a análise dos equipamentos apreendidos com um homem de 34 anos, preso preventivamente na quarta-feira (7).

Delegacia da Mulher Feira de Santana Deam
Foto: Ed Santos / Acorda Cidade

Em entrevista ao Acorda Cidade, a delegada Lorena Almeida, titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), explicou que os investigadores encontraram conversas que apontam para a existência de grupos utilizados para compartilhar esse tipo de conteúdo por meio de aplicativos de mensagens.

De acordo com a delegada, os participantes desses grupos seriam obrigados a enviar novos “conteúdos de pornografia infantil” para permanecer nos espaços.

“Existem pessoas que formam grupos para trocar esse tipo de conteúdo. Então todas as pessoas que estão no grupo são obrigadas a, de alguma forma, contribuir com conteúdo pornográfico infantil para se manter naquele grupo. E essa situação também está sendo apurada”, explicou.

Delegada Lorena Almeida
Delegada Lorena Almeida | Foto: Ed Santos/ Acorda Cidade

Mais de 55 registros envolvendo crianças

Durante a perícia nos aparelhos eletrônicos apreendidos na primeira fase da operação, a Polícia Civil encontrou mais de 55 registros de imagens e vídeos envolvendo pornografia infantil.

Conforme Lorena Almeida, o material reúne crianças de diferentes idades, inclusive, crianças pequenas. Em alguns casos, os investigadores não conseguiram identificar as vítimas porque os rostos não aparecem nas imagens ou não há informações suficientes sobre elas. “São crianças pequenas, não são adolescentes, não são meninas que se aproximam dos 18 anos. São crianças”, afirmou.

Investigação apura possível abuso

A análise dos equipamentos também revelou conversas nas quais o investigado compartilhava imagens de crianças e mantinha contato com mulheres que tinham filhas menores. Segundo a delegada, há indícios de que o suspeito tenha mantido relação sexual com a filha de uma mulher com quem se relacionava.

Conhecimento da genitora

A delegada explicou que, em alguns casos, a polícia percebeu que havia ciência das próprias genitoras, não da relação em si, mas do envio de fotos.

“Nunca a gente pode normalizar que um homem adulto esteja pedindo fotos de crianças ou que esteja excessivamente elogiando ou falando de crianças. A gente tem um indício, infelizmente, nessa situação, de que ele tenha mantido relação com a criança com até mesmo com a ciência ou participação da mãe, isso está sendo apurado.”

Gravidade do caso

Lorena também destacou a gravidade da situação, afirmando que as cenas são fortes e as imagens, assustadoras. 

“Esse foi um caso que me abalou muito vendo o relatório de extração desses equipamentos, desses eletrônicos dele. Via cenas muito chocantes dessas crianças. Então, nós demos cumprimento a esse mandado de prisão preventiva por esse fato.”

Supervisão

A delegada também alertou pais e responsáveis sobre a necessidade de supervisionar o acesso de crianças à internet e evitar que elas permaneçam sozinhas com adultos.

“Em momento algum deixar crianças acessarem a internet sem supervisão. E até mesmo não deixar crianças sozinhas com adultos”, orientou.

Com informações do repórter Ed santos, do Acorda Cidade.

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