
O Secretário Municipal de Planejamento de Feira de Santana, Carlos Brito, entregou no último dia 30 de setembro, à Câmara de Vereadores, o projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA), cujo orçamento está estimado em R$ 3,72 bilhões para 2027.
Segundo o secretário, apesar da LOA 2027 ter sofrido um acréscimo 3% dos recursos em relação ao ano anterior, Feira de Santana continua com um orçamento de cidade com apenas 300 mil habitantes.
“Então se faz mágica. Feira precisa atrair novos investimentos, que os governos em todos os níveis tragam para Feira empreendimentos para a geração de emprego e renda. Não existe crescimento. Feira cresce porque é ousada, o comércio de Feira é muito forte. Feira precisa, realmente, para que os seus filhos tenham emprego e não saiam daqui para fora, que se busque atrair empresas novas”, apontou Brito.
Conforme o secretário, o orçamento de Feira é muito apertado para atender toda a demanda de serviços da cidade.

“Nós já estamos com quase 700 mil habitantes. A última projeção do IBGE foi de 667 mil. Mas nós temos que ter capacidade de captar mais recursos. A Câmara tem ajudado nas vezes em que foi acionada, porque não se faz grandes investimentos com o orçamento nosso. Nossa capacidade de investimento é muito baixa. Então precisamos alocar, como os outros governos, que buscam tomar empréstimos, e que quem paga é o povo, para financiar suas obras estruturantes.”
O secretário explicou que a saúde e a educação são áreas que consomem a maior parcela do orçamento anual, quase a metade. E em terceiro lugar o desenvolvimento social.
“O desenvolvimento social tem um orçamento bastante significativo. E nós temos que ir convivendo com essa realidade, estabelecendo prioridades como saúde e educação. Temos o nosso ISS (Imposto sobre Serviços), que a receita própria tem crescido. Você tem outras receitas acessórias, e os investimentos de capital só são possíveis com obtenção de recursos externos.”
Déficit nas contas
De acordo com o projeto, o município registra um resultado primário negativo de R$ 414,8 milhões. Porém, segundo Carlos Brito, esse déficit não compromete a Lei de Responsabilidade Fiscal.
“O que acontece é uma circunstância econômica e que nós temos que buscar a nossa capacidade de captar recursos para suprir as nossas necessidades de caixa. Esperamos que até o final do exercício ela esteja aprovada, o que eu não tenho dúvida nenhuma pela eficiência que vem se demonstrando aqui nesta Casa.”
Com informações do repórter Paulo José, do Acorda Cidade.
Siga o Acorda Cidade no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Participe também dos nossos canais no WhatsApp e YouTube e grupo de Telegram.