16 de October de 2026
Prefeitura de Feira
Foto: Ed Santos / Acorda Cidade

A pouco mais de dois anos das eleições municipais de 2028, a disputa pela Prefeitura de Feira de Santana começa a entrar no radar dos grupos políticos. Com o segundo turno das eleições de 2026 se aproximando, as articulações para definir quem fará oposição ao grupo político do atual prefeito José Ronaldo, já começam a ganhar espaço no debate político.

Entre os nomes cotados estão o deputado federal Zé Neto (PT), que já disputou a Prefeitura seis vezes, a secretária estadual da Saúde, Roberta Santana, o deputado estadual Ângelo Almeida e o secretário estadual de Justiça e Direitos Humanos, Felipe Freitas.

Em entrevista ao Acorda Cidade na manhã desta sexta-feira (16), o governador reeleito Jerônimo Rodrigues (PT) afirmou que a escolha do nome que terá o apoio do governo estadual na disputa de 2028 não ficará restrita aos quadros do Partido dos Trabalhadores. Antes de avançar nas articulações para a sucessão municipal, no entanto, o governador destacou que sua prioridade até o dia 25 de outubro é a reeleição do atual presidente do Brasil, o presidente Lula.

Sem puxar a sardinha para o PT

Em entrevista ao radialista do Acorda, Dilton Coutinho, sobre quem poderá receber seu apoio para disputar o comando da Princesa do Sertão, Jerônimo afirmou que pretende avaliar o conjunto de alianças políticas construídas em torno do PT e buscar um nome com capacidade de diálogo com diferentes setores da sociedade.

Sucessão municipal em Feira de Santana: Jerônimo diz que candidato do governo em 2028 pode não ser do PT - Jerônimo Rodrigues
Jerônimo Rodrigues | Foto: Kaio Souza/Acorda Cidade

No meu tabuleiro consta (políticos) de Salvador, Feira de Santana, Vitória da Conquista, Jequié, Teixeira de Freitas, Ilhéus. Feira está no meu pacote. Eu não trabalho só dentro do PT. Sabe aquele negócio de puxar a terra para o pé, não tem aquele negócio? Lá ele. Não puxa assim, não. Eu, eu trabalho como um todo. Temos que sentar, ver a situação. Eu sou petista, mas não sou governador do PT. Eu sou governador da Bahia. Eu tenho que olhar pra todos. O que eu quero é um nome que diga assim, ‘olha, Feira de Santana está bem ancorado, vai dialogar com o partido, vai dialogar com empresários, com o meio cultural.’ Essa é a minha deixa. Eu tenho que sentar e ver que tem potencial”, declarou o governador ao Acorda Cidade.

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