
O Ministério da Saúde e a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) entregaram, neste sábado (17), 14 novas ambulâncias e uma Unidade Odontológica Móvel na Policlínica Regional de Saúde de Feira de Santana. Do total de veículos, 11 foram destinados ao fortalecimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e três ao transporte de pacientes em tratamento oncológico.
A entrega dos veículos contou com a visita da secretária estadual da Saúde, Roberta Santana, à carreta de cardiologia do programa Agora Tem Especialistas, que chega pela primeira vez à Bahia.
A unidade móvel cardiológica oferece consultas médicas especializadas, avaliação de risco cirúrgico e exames como eletrocardiograma, ecocardiograma, Holter e Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial (MAPA), ampliando a oferta de diagnósticos e acompanhamento de doenças cardiovasculares na região.
Secretária de Saúde da Bahia
Em entrevista ao Acorda Cidade, a secretária Roberta Santana destacou que a entrega dos veículos contempla três ambulâncias e 11 novas unidades do Samu distribuídas para regiões como Ribeira do Pombal, Feira de Santana e Santo Antônio de Jesus.

Ao todo, 14 municípios serão atendidos pelos veículos, o que, segundo a secretária, beneficiará quase 1 milhão de habitantes.
Ela ressaltou que a iniciativa integra as ações de expansão e renovação da frota promovidas em parceria com a gestão federal no estado, além do trabalho preventivo voltado à saúde da mulher por meio de carretas móveis.
“Agora, Feira de Santana está ganhando uma ambulância para o Clériston Andrade, a partir do programa Agora Tem Especialistas, que reforça o transporte de pacientes em tratamento contra o câncer”, pontuou a secretária.

Questionada sobre como as ambulâncias irão reforçar o atendimento de urgência, Roberta falou sobre a assistência promovida pelos veículos, que são estruturadas para serem Unidade de Terapia Intensiva Móvel (UTI Móvel).
“Isso tudo fortalece a assistência. Sem dúvida, para Feira de Santana, grande cidade, e para os municípios menores, nós conseguimos, com essa entrega, atingir 100% de cobertura do Samu na Bahia, um dado que a gente não tinha. A Chapada Diamantina, por exemplo, não contava com a cobertura do Samu e hoje está 100% assistida.”
De acordo com Roberta, o aumento no número de ambulâncias tende a reduzir o tempo de resposta às ocorrências e a qualificar o atendimento prestado à população. Além disso, ela afirmou que os veículos devem passar a operar imediatamente.
“Imediatamente, elas vão ser fornecidas. Algumas são renovação de Samus que precisam ser ‘aposentadas’, como a gente brinca. Já estão precisando ser substituídas. E outras são para expansão: quem não tinha, monta a equipe e começa a funcionar.”
Secretário de Atenção Especializada à Saúde esteve presente na entrega
Mozart Sales, secretário de Atenção Especializada à Saúde, explicou ao Acorda Cidade que a carreta funcionará realizando exames de risco cirúrgico, quando é necessário avaliar o risco do procedimento para o paciente antes da cirurgia. Além disso, a unidade móvel ofertará consultas e exames como ecocardiograma, MAPA e Holter.
“A ideia é que a gente possa avançar bastante e diminuir a fila para exames de Holter, MAPA, ecocardiograma, parecer cardiológico e avaliação do coração.”

Quem tem direito aos atendimentos
O secretário afirmou que têm direito aos atendimentos as pessoas que já estão na fila de espera aguardando pela realização dos exames.
“As pessoas que estão na fila, que já tiveram uma solicitação feita pelo médico no Saúde da Família, no posto de saúde ou no hospital, e que aguardam ser chamadas através da regulação do município.”
Para garantir o atendimento, Mozart orientou que a população procure a secretaria de saúde de seu município para verificar o chamamento.
“Tem que deixar seu telefone de contato e os meios de localização atualizados, porque às vezes a gente quer chamar o paciente, mas o telefone está desatualizado.”

Mais sobre o funcionamento da carreta
Segundo ele, a estimativa é realizar pelo menos 30 atendimentos diários de cada modalidade durante os 30 dias em que a estrutura ficará em Feira de Santana.
“Claro que está no início, vai ter um período de adaptação e de implantação, porque essa carreta de cardiologia é a segunda do Brasil, a primeira foi no Rio de Janeiro, a segunda aqui em Feira de Santana, então ela está no período ainda de construção da rotina e do padrão, mas a meta é chegar a pelo menos 30 atendimentos a cada dia.”
Além disso, o secretário disse que a unidade móvel permanecerá em Feira de Santana por pelo menos 30 dias, antes de seguir para outros municípios baianos.
“E a carreta vai ficar aqui pelo menos 30 dias. Agora vai também para outros municípios, tem previsão de mais. Aqui na Bahia, nós já temos 10 carretas de saúde da mulher, de cardiologia, de odontologia, de imagem e, agora, essa também. A perspectiva é que essas carretas circulem aqui na Bahia em todos os locais.”

Ribeira do Amparo
A prefeita de Ribeira do Amparo, Tetiana Brito, esteve presente na entrega das ambulâncias e destacou a importância dos veículos para o município. Localizada no nordeste baiano, a cidade já conta com uma base do Samu na sede, mas ganhará um reforço estratégico com a nova unidade.

De acordo com ela, a nova ambulância será destinada ao povoado de Raspador, localizado a 27 quilômetros da sede e considerado o mais distante do município.
“Vai ser uma extensão para o povoado de Raspador, o povoado mais longe da sede. São 27 km de extensão e, com certeza, essa ambulância vai trazer os primeiros socorros com mais rapidez, permitindo salvar mais vidas e trazer um atendimento especial para toda a cidade.”
Em Ribeira do Amparo, os veículos circulam pelo município para atender a ocorrências graves, como acidentes acionados pelo 192, sendo os pacientes posteriormente regulados para unidades hospitalares.
A prefeita também destacou o suporte da rede regional quando há necessidade de procedimentos de maior complexidade.
“Nós temos a policlínica em Ribeira do Pombal, que é mais próxima. Todos os nossos cidadãos, quando estão regulados, vão para lá. Quando não têm uma vaga, algo especial, as policlínicas se dão as mãos e as vagas são remanejadas.”
Com informações do repórter Ney Silva, do Acorda Cidade.
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