18 de October de 2026
6ª Corrida de Prevenção ao Acidente Vascular Cerebral - AVC
Foto: Ney Silva/ Acorda Cidade

A 6ª Corrida de Prevenção ao Acidente Vascular Cerebral (AVC) aconteceu na manhã deste domingo (18), no Centro de Convenções de Feira de Santana. Promovido pelo Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), o evento transformou o esporte em ferramenta de conscientização e combate a uma das doenças mais graves do país.

Com percursos de 5 km e 3 km abertos a corredores, caminhantes e atletas com deficiência, a prova chegou à sexta edição consolidada como um marco da promoção à saúde na cidade.

Em entrevista ao Acorda Cidade, a diretora do HGCA, Cristiana França, destacou que, no hospital, são registradas cerca de 1.400 internações por AVC a cada ano. Segundo ela, a doença é uma das que mais mata no Brasil e no mundo. Com isso, Cristiana chama atenção para a importância do exercício físico, que é importante para a prevenção do AVC. 

“Há seis anos que nós estamos juntos trabalhando em cima da divulgação da prevenção para essa grave doença que não só mata no Brasil, mas no mundo. Então, estamos todos juntos para divulgar uma das práticas mais importantes para a prevenção do AVC, que é o exercício físico.”

Cristiana França
Cristiana França | Foto: Ney Silva/ Acorda Cidade

HGCA atendeu quase 800 pacientes com AVC em 2026

A médica Renata Nunes, coordenadora do setor de neurologia do Clériston Andrade reforçou a importância da caminhada, principalmente na mobilização das pessoas quanto à prática regular de atividade física. 

De acordo com ela, neste ano, até o momento, quase 800 pacientes com AVC foram atendidos no HGCA. 

“A gente fala que depois do AVC, a gente trata, reabilita, faz um monte de coisa, mas quando a gente fala de AVC, o mais importante mesmo é prevenir, é fazer atividade física, ter uma vida saudável e isso muda totalmente o desfecho. Prática regular de atividade física reduz o risco cardiovascular, e esse é o recado que a gente quer trazer.”

Renata Nunes
Renata Nunes | Foto: Ney Silva/ Acorda Cidade

Segundo Renata, a iniciativa foi criada pois o HGCA buscava realizar alguma atividade para além dos muros da unidade, indo além do tratamento tradicional para quem já chega com o problema. O objetivo foi tirar as pessoas de casa, reunindo profissionais de saúde e ex-pacientes reabilitados. 

“O esporte muda totalmente o cenário de vida da pessoa, eu estou falando fisicamente e psicologicamente. Sair de casa traz outra energia. Se eu pratico 30 minutos de atividade física três vezes por semana, o risco de AVC reduz em torno de 20%. Isso é muito importante.”

Questionada sobre os principais fatores de risco do AVC, a médica ressaltou questões como pressão alta, diabetes, colesterol alto, obesidade e tabagismo, bem como histórico familiar. 

“Mas é importante atuar principalmente naquilo que se pode modificar. Uma alimentação rica em frutas, verduras, fibras, evitar embutidos e enlatados, faz muita diferença também.”

A neurologista também detalhou como reconhecer os sinais da doença e reforçou a necessidade de um socorro ágil ao paciente. 

“O mais importante é entender se a pessoa tem um lado fraco de uma hora para outra, boca torta, fala embolada, pode ser um AVC. E alteração de sensibilidade de um lado de uma hora para outra também pode ser um AVC.”

Participantes da corrida

Raimundo Oliveira é técnico de manutenção e costuma participar de diversas corridas e maratonas, tanto em Feira de Santana como em outras cidades. Ao Acorda Cidade, ele também salientou a importância do exercício físico na prevenção do AVC. 

“É muito importante na saúde de todos. Eu acredito que a corrida é um dos esportes melhores para a saúde das pessoas que têm depressão, que estão passando por alguma dificuldade.”

Raimundo Oliveira
Raimundo Oliveira | Foto: Ney Silva/ Acorda Cidade

O técnico também pontuou a oportunidade de conhecer novas pessoas e fazer amizades. “Aqui é o melhor lugar para fazer amizade. Inclusive fiz amizades aqui com pessoas maravilhosas.”

“Tem uma mensagem muito forte”

Daiana Alcântara decidiu participar da corrida por conta da mensagem de prevenção ao AVC. Ela começou a correr há três anos e, desde então, manteve a prática como rotina, ressaltando que as corridas são fundamentais para cuidar da saúde, garantir qualidade de vida e incentivar hábitos saudáveis. 

“É uma corrida que tem uma mensagem muito forte. Prevenção ao AVC é importante, e fora que a própria corrida nos faz isso. Cuidar da saúde, da qualidade de vida. Eu já corro há três anos, estou sempre participando.”

Daiana Alcântara
Daiana Alcântara | Foto: Ney Silva/ Acorda Cidade

O evento contou com premiação para os três primeiros colocados e medalhas para todos os participantes. 

Daiana optou pelo percurso de 5 km. Embora venha evoluindo na performance a cada corrida, ela afirmou que a colocação não é o mais importante, pois o verdadeiro objetivo é se superar a cada etapa. 

“A colocação não é tão importante. O importante é a gente vir e se superar. E outra, a gente tem mais opção nos nossos dias de folga, que não seja dormir pensando nas dívidas.”

“Dá oportunidade a todos participarem”

Participando da corrida do HGCA pela primeira vez, Gleidson Alan destacou que a escolha dos percursos favorece a inclusão de todos os públicos, dando a oportunidade para quem é corredor veterano e também para quem não tem prática. 

Gleidson Alan
Gleidson Alan | Foto: Ney Silva/ Acorda Cidade

“É a primeira vez que eu participo dessa corrida do Clériston. É bom que dá oportunidade a todos participarem.”

Com informações do repórter Ney Silva, do Acorda Cidade.

Leia também: Com cerca de 1.200 internações ao ano, HGCA alerta para os riscos do AVC

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