
Presente em diferentes preparos, o azeite extravirgem ainda é cercado por dúvidas sobre a melhor forma de consumir e avaliar o produto. Pode levar ao fogo? A cor indica qualidade? Amargor e picância são sinais ruins? Glenda Haas, azeitóloga e diretora da Lagar H, marca brasileira de azeites extravirgens produzidos em Cachoeira do Sul (RS), esclarece alguns mitos e verdades sobre o ingrediente:
Azeite extravirgem pode ir ao fogo: VERDADE
O extravirgem pode ser utilizado em refogados, assados, grelhados e até frituras. Segundo o International Olive Council, o azeite apresenta boa estabilidade quando aquecido e seu ponto de fumaça pode chegar a cerca de 210°C. Quando usado na finalização, seus aromas e sabores apenas tendem a ser percebidos com mais intensidade.
Quanto mais verde, melhor o azeite: MITO
A cor não determina a qualidade e pode variar de acordo com fatores como a variedade e o estágio de maturação das azeitonas. Em avaliações profissionais, inclusive, são utilizados copos escuros para evitar que a tonalidade influencie a percepção dos degustadores.
Amargor e picância podem ser características positivas: VERDADE
Essas sensações fazem parte dos atributos considerados na análise sensorial de azeites extravirgens. Isso não significa que quanto mais intenso, melhor. Diferentes variedades de azeitona dão origem a perfis que podem ser mais suaves ou mais marcantes.
Azeites importados são sempre melhores que os brasileiros: MITO
A origem geográfica, sozinha, não determina a qualidade do produto. Matéria-prima, momento da colheita, rapidez na extração e conservação também interferem no resultado. No caso da Lagar H, ter olival e lagar próprios permite que as azeitonas sejam extraídas pouco depois da colheita, contribuindo para que os azeites cheguem ao consumidor frescos.
Frescor faz diferença no azeite: VERDADE
Ao contrário de produtos que podem ganhar características com o envelhecimento, o azeite deve ser consumido enquanto mantém seus aromas e sabores preservados. Com o passar do tempo e a exposição ao oxigênio, à luz e ao calor, essas características podem diminuir.
Com olival e lagar próprios, a Lagar H acompanha a produção do cultivo ao envase e realiza a extração das azeitonas pouco depois da colheita.
Siga o Acorda Cidade no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Participe também dos nossos canais no WhatsApp e YouTube e do grupo no Telegram.