
O presidente do PL na Bahia, João Roma, afirmou que pretende trabalhar pela união de forças políticas com propostas semelhantes para as eleições municipais de 2028. Segundo o ex-candidato ao Senado, a estratégia é priorizar alianças em vez de candidaturas isoladas.
A declaração de Roma foi dada durante uma entrevista ao programa Acorda Cidade, na manhã desta terça-feira (20), após o político ser questionado pelo radialista Dilton Coutinho sobre os planos do PL para a sucessão municipal, especialmente em Salvador.

“Todos os meus esforços serão para aglutinar interesses, sintonizar propostas e agir em conjunto, fazendo valer o espaço do nosso partido. O PL hoje é o maior partido do Brasil, elegeu 121 deputados federais e tem uma bancada de 29 senadores. Tudo isso gera a compreensão de que o PL naturalmente tem que estar na mesa”, disse Roma.
Na esteira do raciocínio, o também ex-ministro do governo Jair Bolsonaro explicou que, na concepção dele, a divisão de forças com visões semelhantes, todas no campo da atual oposição no estado, acaba favorecendo a permanência do PT no comando da Bahia.
“Além disso, temos quadros relevantes, figuras políticas com serviços prestados. Vamos participar desse processo todo, sobretudo nas principais cidades do estado, como Feira de Santana, onde temos o partido presidido pelo amigo Raimundo Júnior, que fez um excelente trabalho”, declarou.
Maior fatia do bolo
Roma ressaltou que, além da Prefeitura de Feira de Santana, o PL pretende participar das articulações políticas em Salvador e em Vitória da Conquista. Não por acaso, essas cidades formam o pódio dos três maiores colégios eleitorais do estado e vêm se destacando como um contraponto à hegemonia do PT na Bahia.

Outro detalhe importante sobre as cidades citadas por Roma, onde o PL poderá participar da composição, é que as três são governadas por políticos do União Brasil: Bruno Reis, em Salvador; José Ronaldo, em Feira de Santana; e Sheila Lemos, em Vitória da Conquista.
“Mas nós só vamos conversar sobre 2028 depois de concluirmos a eleição de 2026. Estamos no epicentro de um momento fundamental, em que podemos realmente fazer história no próximo domingo, dia 25 de outubro. Toda a nossa energia no momento é para conversar com as pessoas”, declarou Roma.
Prefeito Roma?
Ao ser questionado se seu nome estaria fora do radar para a próxima sucessão municipal, com foco em Salvador, Roma afirmou que não pretende excluir possibilidades e defendeu a formação de novas lideranças dentro do PL.
“Não tem como me excluir, não é? A gente não pode começar uma caminhada política excluindo a política de uma cidade, mas sim agregando as pessoas e fomentando as possibilidades”, disse.
Questionado especificamente sobre Feira de Santana, Roma confirmou que a cidade também está incluída nas articulações e citou a própria relação com o prefeito José Ronaldo de Carvalho como objeto de muita sintonia.

“Todos sabem da minha amizade, do meu carinho e da minha relação com o prefeito Zé Ronaldo. Nós temos sintonia, vejo o avanço da cidade e temos um reconhecimento ao prefeito José Ronaldo. Mas repito: 2028 só começa depois de 2026”, finalizou João Roma.
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