
Um petição online circula nas redes sociais exigindo que a Rede Globo estabeleça um sistema de checagem de fatos em tempo real no debate entre os candidatos à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), que será transmitido ao vivo nesta sexta-feira (23).
Até por volta das 08h30 desta quarta-feira (21), o abaixo-assinado já conta com mais de 700 mil assinaturas de eleitores, que se mostraram insatisfeitos com a condução do último debate realizado pela TV Bandeirantes.
A petição foi criada por Rafael Brito e está disponível na plataforma Change.org. O documento online é endereçado não só à Rede Globo, responsável pelo debate, mas também ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
“Durante os debates presidenciais, onde candidatos expõem suas ideias e propostas, é fundamental que a informação circule de forma precisa e verdadeira. Todos nós, eleitores, merecemos saber se o que está sendo dito tem fundamento ou não. No último debate do segundo turno, na Rede Bandeirantes, presenciamos momentos de desinformação e propagação de fake news, mesmo na presença de jornalistas experientes. Isso não apenas afeta o resultado das eleições, mas também enfraquece a confiança das pessoas em nosso sistema democrático”, diz o texto que embasa a petição.
Dessa forma, segundo o criador do abaixo-assinado, com a implementação do sistema de fast-checking (checagem em tempo real), termo que tem circulado amplamente nas redes sociais, os eleitores poderão ser informados caso algum dos candidatos apresente dados falsos ou deturpados, bem como informações falsas (fake News).
O movimento ganhou força após o debate da Band no último domingo (18), que foi marcado por uma série de ataque pessoais entre os candidatos, desrespeito às regras do debate, além de informações falsas feitas pelos presidenciáveis, que só foram esclarecidas e divulgadas depois por agências de checagem.
O encontro de domingo entre Lula e Flávio foi marcado por ataques pessoais e acusações sobre corrupção, economia e segurança pública. O debate foi acompanhado, por iniciativa própria, por agências de checagem, que posteriormente divulgaram em suas próprias páginas as principais informações incorretas dos candidatos.
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