21 de October de 2026
Expo Gastão 2026
Foto: Ney Silva/Acorda Cidade

Teve início nesta quarta-feira (21) e vai até esta sexta-feira (23) a 1ª Expo Gastão, promovida pelo Centro Integrado de Educação de Tempo Integral Gastão Guimarães. O evento, aberto à comunidade escolar e a pessoas da comunidade, reúne atividades que valorizam a troca de conhecimentos entre os estudantes, por meio do desenvolvimento de projetos pedagógicos interdisciplinares.

A professora Dejane Martins, coordenadora pedagógica do Instituto, afirmou que o projeto pedagógico teve seu início no segundo semestre, em julho, com produções nas salas junto aos professores, baseados no tema: Ciência, Educação e Justiça Social.

Professora Dejane Martins
Foto: Ney Silva/Acorda Cidade

“O Gastão sempre se preocupou com questões sociais, problemas do nosso entorno, e a educação. Nós acreditamos que é o caminho para a transformação social.”

Protagonismo Juvenil

O diretor-geral do Gastão Guimarães, professor Leandro Marciel Souza, falou sobre a importância da 1ª edição do evento e o protagonismo juvenil dos estudantes envolvidos.

“Eles montaram, eles conceberam junto com os professores de cada área do conhecimento, porque aqui é uma feira integrada, na qual trazemos ações também de justiça social, universidades, Sine Bahia, com a questão de intermediação de mão de obra, e vai ter muita programação interessante aqui para os alunos e para as suas famílias.”

Professor Leandro Maciel
Foto: Ney Silva/Acorda Cidade

Ele ressaltou que a organização convidou estudantes do ensino fundamental 1 e 2 e de outras escolas, uma vez que o evento traz grandes contribuições para a comunidade escolar.

“Estamos aqui agora colocando em prática tudo aquilo que nós aprendemos dentro dos estandes, dentro das atividades. Então, é isso que é importante para a educação, que eles deem um sentido prático para a vida deles dentro de cada conhecimento que eles adquirem aqui dentro.”

Veja abaixo fotos da participação dos estudantes no evento:

Participação feminina na Ciência

Integrante do Clube de Ciências do Gastão, a estudante Maria Eduarda Silva opinou que a ciência ainda é um lugar muito machista, então o clube surgiu justamente para incluir mais meninas na ciência.

Estudante Maria Eduarda
Foto: Ney Silva/Acorda Cidade

“A gente faz projetos de pesquisa, oficinas, a gente está sempre na universidade para realmente se introduzir no ambiente da pesquisa e da ciência mesmo, para acabar com todas essas desigualdades. A gente tem professoras de biologia, professoras de história, duas professoras de matemática, mas a gente está em todas as áreas. Já fiz dois projetos de pesquisa no clube, esse é o meu segundo projeto de pesquisa, e tenho aprendido demais com o clube.”

A professora de Biologia Vanessa Reis, que faz parte do Clube de Ciências, junto com as estudantes, destacou os bons resultados da aprendizagem dos participantes.

Professora Vanessa Reis
Foto: Ney Silva/Acorda Cidade

“Nosso clube tem três anos. Atualmente, temos 25 meninas, que têm como objetivo trazer essa história das mulheres que sempre foram silenciadas na ciência até hoje. Então, é trazer esse protagonismo feminino para a ciência. A gente promove saídas, tem parceria com alguns projetos na Uefs de extensão. A gente sempre leva as meninas para além da escola. A gente aqui no clube também desenvolve projetos de iniciação científica. E hoje essas meninas já têm o currículo Lattes delas, e elas saem daqui do ensino médio com trabalhos publicados e apresentados.”

Segundo a professora, no ano de 2025, 11 meninas que faziam parte do Clube de Ciências da escola já foram aprovadas na universidade, o que reforça o papel da atividade extracurricular para alavancar o potencial das jovens.

“Que elas entendam que elas podem ocupar o espaço na ciência e em outro lugar que elas desejam também. O clube é um espaço não formal, é fora das disciplinas. Então, a gente tem encontros aqui na escola quinzenais, depois que elas terminam as aulas”, explicou.

Para outra articuladora da Expogastão, a professora Patrícia Peixoto, a participação dos estudantes foi intensa, desde a organização dos estandes aos temas das apresentações.

Professora Patrícia Martins
Foto: Ney Silva/Acorda Cidade

“O envolvimento dos estudantes é bem expressivo. A gente percebe que o estudante, na atualidade, ele busca esse espaço onde ele possa exercer o seu protagonismo, onde ele possa colocar em prática a sua criatividade, onde ele possa dialogar com os seus pares. E entre eles, eles buscam caminhos para apresentar na linguagem jovem, na maneira como que o jovem vê o mundo, que o jovem vê as questões que estão relacionadas tanto à política, quanto à economia, quanto à questão social e cultural do país e do mundo.”

Trabalho em equipes

O estudante do terceiro ano do ensino médio, Atlas Souza, relatou que o projeto dele foi focado sobre as drogas lícitas e o alcoolismo.

Estudante Atlas Souza
Foto: Ney Silva/Acorda Cidade

“A minha equipe, que eu tenho um carinho muito grande, tem umas 30 pessoas. E a gente precisa estar trabalhando sempre em equipe, quebrando a cabeça para estar criando novas formas de se expressar, e é uma forma mais prática de se aprender. Também mostra que não é somente em sala de aula que pode haver aprendizado. A gente aprende muito entre si, sendo uma equipe.”

Lançamento de livros

Durante a Expogastão, também houve lançamentos de livros, entre os quais estava o do escritor Augusto Espinola. Ele lançou o livro Cangaçeiros Revoltosos, que trata sobre a passagem do bando de Lampião em alguns desses povoados do sertão nordestino.

Escritor Augusto Espínola
Foto: Ney Silva/Acorda Cidade

“Foi muito estudo para constatar se foi o bando de Lampião ou se foi a Coluna Prestes. São memórias guardadas, preservadas, que eu estou trazendo agora para o livro Cangaçeiros Revoltosos. Já tem 100 anos, a passagem da Coluna Prestes aqui pelo Nordeste e um possível contato com o bando de Lampião, talvez intermediado por padre Cícero, lá no Ceará. Mas a gente tem aqui na Bahia a passagem do bando, a passagem da coluna, então houve uma certa confusão em alguns lugares, quem passa é a coluna e as pessoas pensam que é o bando e vice-versa. Eu estou tratando um pouco sobre isso no meu livro”, contou.

Ele disse que fez uma tiragem de 400 exemplares neste primeiro momento e ainda irá lançar o material nas livrarias da cidade.  “É um paradidático que pode ser usado na sala de aula para fazer trabalhos. E o contato comigo seria através do meu Instagram Augusto Espinola 77 e a gente providencia.”

Com informações do repórter Ney Silva, do Acorda Cidade.

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