
Dormir mal prejudica o humor, a concentração e a produtividade no trabalho. Estudos conduzidos por essas duas instituições apontam uma ligação direta entre noites maldormidas e prejuízos tanto ao estado emocional quanto à capacidade cognitiva das pessoas.
Um levantamento da Universidade de São Paulo indica que a maioria da população do país, mais de 65%, tem problemas para conseguir uma boa noite de sono. O Ministério da Saúde aponta que o quadro se agrava entre quem convive com depressão: nesse grupo, a proporção de pessoas que também sofrem com distúrbios do sono chega a 80%.
Noites mal dormidas reduzem a liberação de serotonina no organismo, substância ligada diretamente à percepção de bem-estar. Isso abre caminho para estresse, ansiedade e mudanças bruscas de humor.
Como a rotina moderna rouba o sono

Nas grandes cidades, a intensidade do trabalho e o fluxo contínuo de estímulos dificultam o repouso noturno. Dispositivos eletrônicos ligados até tarde agravam o problema ao manter o cérebro ativo quando deveria entrar em modo de recuperação.
Um grande estudo canadense investiga como essa privação afeta funções cerebrais como cognição, memória e concentração. Os achados tendem a reforçar o que pesquisadores já sabem sobre o tema.
Quem dorme pouco relata maior dificuldade para se concentrar no trabalho, queda na produtividade e mais irritabilidade. O desgaste acumulado vai além do cansaço diário: compromete a capacidade de aprender informações novas, manter a paciência sob pressão e processar decisões complexas.
Um funcionário que dorme mal rende menos, comete mais erros e se esgota mais rápido, o que afeta tanto o desempenho individual quanto a dinâmica com os colegas.
Transformar o quarto em espaço de recuperação
Melhorar a qualidade do sono começa pela reorganização do ambiente onde se dorme. Colchões confortáveis, lençóis de boa qualidade e controle da iluminação criam as condições físicas para a recuperação do corpo.
Evitar telas no período noturno é fundamental, já que a luz azul dos aparelhos engana o cérebro e o mantém acordado quando deveria desacelerar. Essas mudanças têm relação com o chamado slow living, movimento que defende reduzir o ritmo da vida e dar mais atenção ao presente.
Nesse contexto, o quarto se transforma em um espaço de cuidado e reconexão, conforme informou Rafael Salomão, CEO da Hoomy, empresa especializada em produtos para cama, mesa e banho, à CartaCapital. Para ele, escolher bem os itens do quarto ajuda o corpo a descansar de verdade e favorece o equilíbrio das emoções.
Dormir bem é uma necessidade básica para a saúde mental e física, e adotar pequenas mudanças na rotina pode gerar benefícios duradouros, muitas dessas mudanças começam dentro do próprio quarto.
Segundo um estudo publicado em um periodico cientifico em 2026, durante o sono, o cérebro consolida memórias e mantém suas funções enquanto trabalha com o intestino e suas bactérias para proteger o sistema imunológico, mas noites mal dormidas podem prejudicar esse processo e afetar a capacidade de aprender e lembrar. Veja o estudo.