
O prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo de Carvalho, rebateu neste domingo (25) as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que citou o município entre as cidades onde, segundo ele, prefeitos teriam dificultado o acesso de eleitores às urnas por meio de problemas no transporte público.
Durante entrevista ao Acorda Cidade na Rádio Sociedade News FM, José Ronaldo afirmou que a eleição transcorreu normalmente em Feira de Santana e classificou como “inverídicas” as informações que, segundo ele, chegaram ao presidente da República.
Lula declarou, durante entrevista em São Paulo, que pretendia buscar na Justiça a responsabilização dos prefeitos de cidades onde eleitores teriam sido prejudicados pela falta de transporte. Ao citar Feira de Santana, Salvador e São Paulo, o presidente afirmou que pretendia pedir a prorrogação do horário de votação e defendeu a prisão dos gestores municipais.
“Não podemos permitir que essa pessoa que quer ir votar não vá por falta de transporte público”, afirmou Lula. O presidente disse ainda que pretendia acionar a Justiça para garantir que eleitores prejudicados tivessem a oportunidade de votar.
José Ronaldo diz que eleição transcorreu com normalidade
Em resposta ao candidato, José Ronaldo afirmou que ele votou por volta das 11h, no Colégio Luís Eduardo Magalhães, e foi acompanhado por profissionais de imprensa, incluindo a equipe do Acorda Cidade, e que não houve reclamações.
“Em nenhum momento o assunto de transporte foi abordado nesta entrevista por volta de 11 horas da manhã, 10h30, porque era tudo normal na cidade”, afirmou.
José Ronaldo também disse que representantes da Justiça Eleitoral, do Ministério Público e da Polícia Militar estiveram nas garagens das empresas de ônibus durante a manhã e informaram que os veículos estavam circulando normalmente.Se
undo o prefeito, dados repassados pelo secretário municipal de Mobilidade Urbana, Josivaldo Santana, indicavam que o número de ônibus em circulação durante o segundo turno teria sido superior ao registrado no primeiro turno.
“Há dados oficiais das empresas de ônibus. O secretário Josivaldo informou que o número de ônibus que rodou na cidade hoje é maior do que o número de ônibus que rodou no primeiro turno”, declarou José Ronaldo.
Prefeito questiona informação repassada a Lula
José Ronaldo afirmou não saber quem teria repassado ao presidente Lula informações sobre supostos problemas no transporte de Feira de Santana.
“Como é que um presidente da República cita o nome de uma cidade da importância de Feira de Santana desta maneira?”, questionou.
O prefeito afirmou ainda acreditar que informações consideradas por ele como incorretas podem ter sido repassadas ao presidente de maneira irresponsável.
“Acredito eu que pessoas, de forma irresponsável, não sei com que objetivo, não sei se com o objetivo de agradar o presidente, não sei qual o objetivo, passam uma informação inverídica”, disse.
Justiça Eleitoral teria fiscalizado transporte
José Ronaldo também destacou que o transporte disponibilizado para a zona rural foi acompanhado pela Justiça Eleitoral.
Segundo ele, como ocorre em todas as eleições, a Prefeitura disponibilizou o transporte escolar para atender eleitores da zona rural, sob coordenação e fiscalização da Justiça Eleitoral.
“O sistema de transporte foi colocado à disposição da Justiça Eleitoral, que coordenou, fiscalizou, acompanhou o transporte na zona rural de Feira de Santana”, afirmou.
O prefeito concluiu que, na avaliação da administração municipal, o direito ao voto foi garantido.
“Tanto que todo mundo votou! Todo mundo compareceu e votou! Todo mundo exerceu o direito da democracia que é sagrado através do voto”, declarou.
Prefeitura encaminhou informações ao TSE
José Ronaldo afirmou que a Prefeitura já havia encaminhado ao Tribunal Superior Eleitoral informações sobre o funcionamento do transporte público no município.Segundo o prefeito, a documentação foi enviada dentro do prazo estabelecido pelo ministro do TSE Cássio Nunes.
“Foi encaminhado dentro do prazo legal”, afirmou José Ronaldo. O prefeito também disse que não comentaria a situação de Salvador, por entender que a responsabilidade pela manifestação caberia ao prefeito da capital baiana, Bruno Reis.
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