
Os quatro juízes eleitorais de Feira de Santana se reuniram no domingo (25), por volta das 18h, para avaliar o segundo turno das eleições e esclarecer a aplicação da decisão que prorrogava a votação até as 19h. Em entrevista ao Acorda Cidade, a juíza Liziane Alves Duarte, titular da 155ª Zona Eleitoral, destacou o trabalho das equipes e explicou que cinco colégios de sua zona permaneceram abertos para receber os votos de eleitores que ainda estavam votando.
“Foi um processo que exigiu da gente muito esforço, muita dedicação. Eu quero aqui salientar o trabalho da Justiça Eleitoral, dos servidores da Justiça Eleitoral, dos requisitados. Então é uma mão de obra que a gente conta especializada, pessoal preparado, né, que sabe de TI, de tecnologia, sabe fazer esse trabalho que a gente precisa com as urnas. O momento da apuração, então a gente tem uma equipe muito ampla e que ajuda a gente a conduzir esse processo da melhor forma”, afirmou.
Segundo Liziane, o segundo turno teve menos problemas com urnas eletrônicas do que o primeiro. Ela explicou que os equipamentos foram preparados com baterias para evitar contratempos e que, quando houve necessidade de substituição, o procedimento foi acompanhado por fiscais dos partidos e registrado em ata.
Decisão chegou perto do encerramento
Sobre a dificuldade de aplicar a determinação da extensão do horário de votação, Liziane explicou que a Justiça Eleitoral precisava receber uma comunicação oficial antes de tomar as providências.

“Assim que a comunicação foi efetivada, aqueles locais de votação que ainda tinha eleitor votando, a determinação foi que assim permanecesse aberto. Nós tivemos cinco colégios da nossa zona eleitoral, da zona 155, que permaneceram abertos, captando os votos para que a gente pudesse realmente dar cumprimento à decisão.”
O juiz Wagner Ribeiro, da 157ª Zona Eleitoral, também explicou que a determinação chegou quando a votação já estava praticamente encerrada.
Ele ressaltou que não era possível reabrir urnas que já haviam encerrado a votação e emitido os boletins de urna. “Então, faltando pouquíssimos minutos para encerrar a votação, o Supremo deu uma decisão, nós estamos aqui para cumprir a decisão do Supremo, obviamente, mas não temos como cumprir algo que de imediato que já foi depois do horário de encerramento da votação. Então, isso não é possível.”

Wagner também esclareceu que os eleitores que já estavam na fila às 17h tinham direito de votar mediante a distribuição de senhas. A decisão de prorrogação, segundo os juízes, foi aplicada aos locais em que ainda havia votação em andamento, respeitando as condições operacionais.
A reunião contou com os juízes Liziane Alves Duarte, Wagner Ribeiro, Armando Júnior e Pedro Izidro. Durante a avaliação, os magistrados também ressaltaram a atuação conjunta de servidores da Justiça Eleitoral e de outros órgãos públicos na organização e realização das eleições.
Entenda por que a votação foi prorrogada
No segundo turno das eleições, nesse domingo (25), o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prorrogação da votação até as 19h em todo o país, após a campanha de Lula denunciar restrições na circulação do transporte público em diversas cidades, o que poderia dificultar o deslocamento dos eleitores.
Inicialmente, a decisão previa a ampliação do horário em duas horas. No entanto, após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informar que as urnas já haviam sido fechadas no horário oficial, Zanin esclareceu que a medida deveria valer apenas para as seções que ainda estavam abertas, sem reabrir urnas que já haviam encerrado a votação.
A determinação chegou perto das 17h, quando a maioria das seções já havia concluído os trabalhos. Por isso, em cidades como Feira de Santana, a aplicação da medida ficou limitada aos locais onde ainda havia votação em andamento.
Com a decisão, o TSE suspendeu temporariamente a totalização dos votos, retomando a contagem às 19h.
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