
Uma diarista denunciou a própria patroa por ofensas, humilhações e perseguição política no ambiente de trabalho. O caso foi registrado na Delegacia Territorial de Brumado nesta segunda-feira (26), após uma série de ataques verbais que, segundo a trabalhadora, começou por volta das 7h, no início do expediente.
De acordo com informações do site Achei Sudoeste, parceiro do Acorda Cidade, a mulher prestava serviços na residência da empregadora duas vezes por semana. Conforme o boletim de ocorrência, as ofensas teriam começado depois que a patroa descobriu que a funcionária havia votado no presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo os relatos a polícia, a empregadora teria dito provocações como “e agora a gente vai comer picanha?” e afirmado que a trabalhadora “nunca teria nada na vida”.
Além disso, patroa teria feito comentários sobre a criação do filho da trabalhadora, dizendo que ele “não seria ninguém na vida” por ser criado por uma mãe solo que atua no serviço doméstico.
A empregadora também chamado a funcionária de “pessoa baixa”, afirmado que ela “não pertence à sociedade” e alegado que a família da diarista “só tem comida porque pegam marmita disponibilizada pelo governo”.
As ofensas, conforme o relato, também envolveram a vida pessoal da diarista. A patroa teria criticado o fato de ela ter acionado a Justiça para cobrar pensão alimentícia do pai de seus filhos.
Na delegacia, a trabalhadora explicou que a ação busca garantir os direitos das crianças e pediu a apuração do caso. A ocorrência foi registrada e seguirá para as providências cabíveis.
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