
Crystal Drinkwalter e Jazmyn Canning trocaram uma piscina comum por um lago natural de natação em sua propriedade de 26 hectares no Canadá. Conhecidas como @vanwives nas redes sociais, as duas passaram mais de dois meses cavando, carregando pedras e montando um sistema de filtragem próprio.
O projeto, com formato de abacate, segundo elas, ficou com cerca de 15 metros por 10 e custou US$ 52.000, valor bem abaixo da cotação de até US$ 200.000 que receberam de uma empresa especializada. A diferença só foi possível porque fizeram praticamente tudo com as próprias mãos.
As duas disseram que o resultado trouxe alegria, relaxamento e diversão, apesar de ter sido a opção mais trabalhosa. Segundo elas, a experiência compensa cada etapa difícil do processo.
Da ideia do lago natural ao projeto no papel
Há tempos, Drinkwalter, de 32 anos, e Canning, de 33, tinham fascínio por lagoas naturais de natação. Por isso, queriam construir uma versão própria: um espaço que parecesse pertencer à paisagem, não um item artificial encaixado no quintal.
As duas explicaram que se apaixonaram pela possibilidade de nadar em uma água capaz de sustentar o próprio ecossistema. Para transformar a ideia em projeto, buscaram o apoio técnico de Derek, da Quiet Nature, profissional com 25 anos de atuação no setor.
Ele desenhou o projeto que elas próprias executariam depois, e na construção, trabalharam com aproximadamente 45 toneladas de rochas, algumas pesando milhares de quilos. A mais pesada tinha cerca de 3,8 toneladas.
As duas disseram que um dos maiores atrativos do lago é nadar em água fresca sem tratamentos químicos agressivos. Elas descrevem a sensação de sair da água revigoradas, sem o cheiro característico de cloro das piscinas tradicionais.
Para a dupla, essa experiência com água doce produz uma sensação de frescor difícil de explicar e que não se repete em ambientes tratados artificialmente.
Esse tipo de projeto costuma depender de um sistema de filtragem natural, que usa plantas e camadas de pedra para manter a água limpa sem produtos químicos.

O trabalho pesado nos bastidores
Apesar da determinação em encarar o desafio sozinhas, as duas reconhecem que montar um lago com aparência natural é mais complicado do que simplesmente abrir um buraco e enchê-lo de água.
Cada pedra precisou ser amarrada individualmente, ajustada manualmente e posicionada com segurança para compor o visual que buscavam, e o trabalho exigiu esforço físico intenso.
O ajuste das pedras tomou boa parte das semanas de trabalho. A dupla também cuidou da instalação do sistema de filtragem, essencial para manter a água límpida e saudável para natação.
Drinkwalter e Canning disseram que teriam feito tudo de novo, apesar do esforço físico e do investimento alto. Pronto em agosto de 2026, o lago virou o espaço que elas sonhavam ter na propriedade canadense desde que começaram a se interessar por águas naturais de natação.
Rãs, pássaros e outros animais já desfrutam do novo habitat. A dupla nomeou três rãs residentes: Sara, Sally e Sandra. No inverno, elas preveem que o lago congelará e poderá servir como local para patinar quando as condições forem seguras.
As duas também sonham em adicionar uma área de praia com acesso fácil para crianças, idosos e seus cachorros.