27 de October de 2026
Imagem: Divulgação/WEG

A WEG, uma empresa gigante multinacional brasileira conhecida como “fábrica de bilionários”, anunciou a troca do vice-presidente de Energia após quase quatro décadas de carreira de um de seus principais executivos. 

A mudança foi confirmada em 21 de outubro, no mesmo dia em que a fabricante de equipamentos elétricos divulgou lucro de R$ 1,665 bilhão no terceiro trimestre de 2026.

João Paulo Gualberto da Silva deixará o cargo em 31 de dezembro, encerrando um ciclo de 37 anos na organização. Seu substituto, Paulo Leonardo da Silva Sinoti, assumirá a vice-presidência de Energia em 1º de janeiro de 2027, em uma sucessão interna.

A trajetória do executivo na gigante brasileira e quem assume

João Paulo Gualberto da Silva construiu sua carreira inteira na gigante multinacional catarinense. Formou-se em Engenharia Elétrica pela Universidade do Estado de Santa Catarina e concluiu a pós-graduação em Comércio Exterior pela Universidade da Região de Joinville.

Na WEG, atuou na área comercial e liderou operações de vendas nos Estados Unidos antes de retornar ao Brasil. Também dirigiu a área de Novas Energias, em que participou da expansão nos segmentos eólico e solar, até chegar à vice-presidência que agora deixa.

Paulo Leonardo da Silva Sinoti, escolhido para a sucessão, também tem mais de três décadas de experiência na companhia. Cursou Tecnologia Mecânica com foco em Manufatura pela Sociedade Educacional de Santa Catarina e se especializou em Administração pela Fundação Getulio Vargas.

O novo vice-presidente dirigiu as operações industriais da WEG em Sertãozinho. No interior de São Paulo, e atualmente comanda a diretoria de Soluções em Energia & Serviços, onde desenvolveu negócios internacionais no setor energético. O Conselho de Administração aprovou a decisão em reunião de 20 de outubro.

Lucro Diário superior a R$ 18 milhões

Entre julho e setembro, o resultado trimestral chegou a R$ 1,665 bilhão em lucro líquido, uma média de R$ 18,1 milhões por dia considerando os 92 dias do período. A receita operacional líquida somou R$ 10,86 bilhões, com alta de 5,7% na comparação anual, enquanto o Ebitda atingiu R$ 2,35 bilhões.

Mesmo com esses números positivos, a margem Ebitda recuou de 22,2% para 21,6%, refletindo pressões sobre custos e lucratividade. O mercado internacional respondeu por 62,5% da receita no trimestre, reforçando a importância estratégica das operações externas da companhia para o desempenho geral.