
Os principais serviços de streaming reajustaram os preços em 2026, passaram a oferecer planos com publicidade e reorganizaram pacotes. Para manter a qualidade máxima sem anúncios, o custo sobe significativamente, sobretudo para quem combina várias assinaturas.
A Netflix e o Disney+ estão no topo da lista de popularidade, mas os preços variam conforme o plano e a presença de publicidade. Quem assina todas as principais plataformas sem anúncios paga cerca de R$ 306,20 por mês.
O total inclui os planos intermediários da maioria dos serviços e exclui as versões mais baratas com anúncios. A escolha dos planos Premium mais caros elevaria o gasto a R$ 367,20 por mês, ou R$ 4.406,40 por ano.
Preços individuais de cada streaming
A Netflix oferece três modalidades: plano com anúncios, a R$ 25,90; padrão sem publicidade, a R$ 51,90; e Premium, a R$ 71,90 por mês. O reajuste foi anunciado em outubro de 2026 e afetou todas as camadas de usuários.
Após os aumentos de julho de 2026, o Disney+ tornou-se a plataforma mais cara entre as principais. Os planos custam R$ 29,90 com anúncios, R$ 49,90 na versão padrão e R$ 69,90 na Premium, com acesso a conteúdos Disney, Pixar, Marvel, Star Wars e National Geographic.
O HBO Max mantém seu catálogo Warner e DC em três faixas: básico com publicidade por R$ 29,90, Standard sem anúncios a R$ 44,90 e Platinum a R$ 55,90.
O Prime Video se sobressai como a alternativa mais acessível, com um único plano de R$ 19,90 que inclui benefícios como frete grátis na Amazon.
O Globoplay oferece conteúdo nacional em um plano padrão com anúncios, a R$ 22,90, ou no plano Premium, a R$ 39,90.
O Apple TV+ oferece originais premiados a R$ 29,90. O Paramount+, que abriga produções Paramount Pictures, Star Trek e conteúdo infantil, custa R$ 34,90 no plano padrão ou R$ 44,90 no Premium, com aumento anunciado em fevereiro de 2026.
Plataformas especializadas completam o portfólio, como o Mubi, focado em cinema autoral e clássicos, que cobra R$ 34,90 mensais.
Combinações de planos e economia possível
Quem escolhe os planos mais baratos com publicidade reduz o gasto mensal para cerca de R$ 228,20. Essa combinação reúne planos básicos com anúncios em algumas plataformas e planos Premium em outras, conforme a disponibilidade. Já os pacotes mais completos elevam a despesa a R$ 367,20 por mês.
Uma estratégia cada vez mais adotada por usuários é não assinar todas as plataformas ao mesmo tempo. Parte deles prefere escolher um ou dois serviços fixos, como Prime Video e Netflix, e alternar os demais mês a mês.
Outra opção é assinar um serviço quando uma temporada específica ou um filme aguardado estiver disponível, cancelá-lo depois e passar para outra plataforma. Isso reduz a despesa mensal sem impedir o acesso aos principais lançamentos ao longo do ano.
Combos com operadoras de TV e internet também podem oferecer Netflix, HBO Max, Apple TV+ e Globoplay por um valor mais baixo que o das assinaturas individuais.
O aumento contínuo dos preços das plataformas legais ajuda a explicar por que usuários buscam alternativas ilegais, como serviços de IPTV. Esses serviços não autorizados cobram entre R$ 30 e R$ 50 por mês, mas violam direitos autorais e enfrentam operações regulares de órgãos como a Anatel.
Nos últimos meses, a fiscalização se intensificou e provocou bloqueios e interrupções, em diversas regiões do país, de serviços como BTV, HTV, TV Express e My Family Cinema.