28 de October de 2026
Falta de água - seca - povoado de Formiga, no distrito de Maria Quitéria
Foto: Ed Santos/ Acorda Cidade

Moradores do povoado de Formiga, no distrito de Maria Quitéria, em Feira de Santana, estão há cerca de um mês sem abastecimento de água. Em outras localidades, a falta de fornecimento chega a seis meses. A estiagem agrava a situação e preocupa a comunidade.

Em entrevista ao Acorda Cidade, o morador Jorge Goiás afirmou que o recibo chega normalmente, apesar de estar há mais de um mês sem água. Segundo ele, os animais são os que mais sofrem com a situação. Mesmo denunciando o caso na Prefeitura de Feira de Santana e na Embasa, não houve resolução até o momento. 

Jorge Goiás
Jorge Goiás | Foto: Ed Santos/ Acorda Cidade

“Tem mais de mês com falta de água. Chega o recibo e não chega a água. E é aquela sofrência, e o pessoal sofrendo, os animais sofrendo, o pessoal se vira, mas os animais são os que mais sofrem. Aí fica aquela questão, a gente vai na prefeitura, denuncia e a Embasa nada. Já fui na Embasa, falei com a Embasa e nada, e o povo sofrendo. A comunidade aqui é grande, tem muita gente.”

Jorge contou que, para sobreviver, os moradores têm contado com o apoio de vizinhos com reservatórios e cisternas.  

“A gente pega água de um colega que tem um reservatório maior, pega de uma cisterna de um vizinho, e vai vivendo. Vive de favor. Tem mais de 30 dias com essa sofrência de falta de água. E não é só a Formiga não, é o distrito todo, Maria Quitéria, Tiquaruçu, tudo.”

“A população sofre”

Para ajudar a comunidade, o morador Jairo Lima tem usado o próprio carro para transportar bombas de água até a localidade. “Eu estou pegando meu carro, colocando bombas de água e trazendo para a população, porque a população sofre.”

Ele também afirmou ao Acorda Cidade que tentou entrar em contato com a Embasa, mas recebeu a informação de que a empresa está realizando manutenções na rede. De acordo com Jairo, alguns moradores estão há um mês sem água, enquanto outros enfrentam períodos de dois, três e até seis meses sem abastecimento.

Jairo Lima
Jairo Lima | Foto: Ed Santos/ Acorda Cidade

“Tem localidades que estão há seis meses sem água. Seis meses sem água, e tem recibo que está chegando a R$ 900 sem a água cair. Eu acho um absurdo, porque, se não está caindo água, por que essa conta está chegando?”

O morador contou ainda que a conta de água varia entre R$ 80 e R$ 200, mesmo sem o fornecimento. Já quem tem reservatório precisa recorrer a carros-pipa, que cobram até R$ 400 por 10 mil litros. 

“A gente liga para a Embasa, e a empresa informa que está fazendo manutenção na rede, que está tendo alguns reparos e que, depois disso, a água vai chegar. Mas, até agora, nunca chegou. Eles pedem o número do recibo, o número do protocolo, a gente manda, mas a água não chega, nem água, nem carro-pipa. Quem tem reservatório consegue água pagando pelo carro-pipa.”

Além da falta de abastecimento, a comunidade enfrenta os prejuízos causados pela estiagem prolongada. “Uma seca aqui, está castigando bacana, muito mesmo. Está tudo seco. Quem plantou, não colheu nada.”

Com informações do repórter Ed Santos, do Acorda Cidade.

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