28 de October de 2026
Imagem: Agência Brasil

Os repasses do Bolsa Família referentes a novembro e dezembro de 2026 serão feitos de forma mais rápida: em vez dos dez dias úteis previstos no calendário tradicional, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social reduziu o prazo para apenas três dias úteis em cada mês. 

A mudança foi confirmada pelo ministro Wellington Dias em 21 de outubro e passou a valer oficialmente por meio da Portaria MDS nº 1.221/2026. A medida busca garantir que as famílias recebam o benefício mais rapidamente diante dos riscos trazidos pelo Super El Niño em várias regiões do país. 

Famílias cujo Número de Identificação Social (NIS) termina em 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 ou 0 recebem o benefício no terceiro e último dia útil reservado a cada mês, que corresponde a 18 de novembro e 14 de dezembro.

Os beneficiários com NIS final 1 e 2 recebem nos dois primeiros dias de cada período, conforme divisão estabelecida pela Caixa Econômica Federal e o MDS.

Novo calendário do Bolsa Família para novembro e dezembro

Em novembro, o crédito para beneficiários com NIS final 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 ou 0 será depositado em 18 de novembro. Os dois dias anteriores, 16 e 17 de novembro, ficam reservados para beneficiários com NIS final 1 e 2, respectivamente.

Em dezembro, a maioria dos beneficiários, aqueles que possuem o NIS final 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 ou 0, receberá o pagamento no dia 14, enquanto os demais grupos, que possuem o NIS final 1 e 2, receberão nos dias 10 e 11.

A concentração dos repasses em apenas três dias reduz o período de espera em relação ao calendário tradicional de dez dias. 

Beneficiários podem consultar a data exata de seus saques nos portais do Ministério do Desenvolvimento. No aplicativo Bolsa Família, no aplicativo Caixa Tem, pelo número 121 (Disque Social do MDS) ou pelo número 111 (Atendimento da Caixa).

Por que o calendário do Bolsa Família foi alterado?

A antecipação funciona como medida preventiva aos impactos climáticos severos provocados pelo Super El Niño em várias regiões brasileiras. A estratégia de emergência climática suspende temporariamente a espera dos últimos dez dias úteis do mês, permitindo que famílias tenham acesso mais rápido aos recursos.

Quem recomendou essa mudança foi o Comitê do Clima, grupo do Governo Federal responsável por avaliar riscos ambientais e propor formas de reduzi-los no país. Uma avaliação definitiva para os pagamentos do benefício no próximo ano ocorrerá em dezembro e pode trazer outras mudanças.

A concentração de pagamentos em prazos menores não é novidade. O governo já havia adotado essa mesma tática em emergências climáticas anteriores, como durante as enchentes do Rio Grande do Sul em maio de 2024.

A diferença agora é que a medida abrange todo o país e três meses seguidos, indicando que os riscos climáticos previstos eram considerados severos e prolongados pelo Comitê do Clima.