29 de October de 2026
Miriam Leitão
Miriam Leitão | Foto: Reprodução/ GloboNews

A jornalista e economista Miriam Leitão, de 73 anos, sofreu um mal-estar durante uma participação ao vivo no telejornal Edição das 18h, da GloboNews, na quarta-feira (28).

Durante a realização de análises sobre a fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL) para os Estados Unidos, após derrota nas eleições, a comentarista política precisou interromper seu raciocínio e sua fala, quando sentiu uma tontura.

“Ah, ah! É… Eu estou sentindo um pouco de ‘tonteira’, eu vou ficar por aqui ao seu lado”, disse Miriam Leitão enquanto caminhava pelo cenário em direção à apresentadora Camila Bomfim, que ficou preocupada com a colega: “Você está bem? Vem para cá, fica ao meu lado comigo”, disse a âncora do telejornal.

A comentarista disse que estava bem e se posicionou próximo a Camila. Assim, continuou sua fala por alguns minutos.

Veja o vídeo:

Miriam Leitão

Miriam Leitão trabalha no Grupo Globo desde 1991. No conglomerado de comunicação, atua como colunista, comentarista de economia e política, além de ser âncora de um programa de entrevistas.

Miriam Leitão
Miriam Leitão | Foto: Reprodução/ Redes Sociais

Ela ocupa a cadeira número 7 na Academia Brasileira de Letras (ABL) e já recebeu premiações de prestígio, como o Prêmio Jabuti e o Prêmio Vladimir Herzog.

Natural de Caratinga, em Minas Gerais, Miriam atuou no movimento estudantil e na militância política na década de 70, quando estudava história na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).

Em 1972, aos 19 anos e grávida de um mês do primeiro filho, Vladimir Netto, que hoje é repórter da TV Globo, Miriam Leitão foi presa pelo Exército no 38º Batalhão de Infantaria de Vila Velha durante o período de Ditadura Militar no Brasil, quando sofreu graves torturas.

Ficha de Miriam Leitão (ou Amélia) quando foi presa, em 1972
Ficha de Miriam Leitão (ou Amélia) quando foi presa, em 1972 | Foto: Pedro Ladeira/ Arquivo pessoal

Mesmo com prognósticos médicos pessimistas sobre sua gestação, após os traumas sofridos, a mineira tratou-se intensivamente após ser absorvida pela Justiça Militar e conseguiu ter um bebê saudável.

Hoje, além de jornalista e economista, Miriam se dedica à carreira literária. Com mais de 16 livros publicados, tem obras de destaque como “Tempos Extremos” (2014) e “Amazônia na Encruzilhada” (2023).

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