29 de October de 2026
Imagem: Agência Brasil

Desde outubro, mensagens falsas espalhadas pela internet afirmam que aposentados e pensionistas do INSS ficariam sem receber o benefício a partir de 20 de novembro se não tivessem biometria cadastrada. 

Isso não é verdade: o Instituto Nacional do Seguro Social garante que nenhum benefício já concedido será suspenso por falta de biometria.

A exigência de biometria vale apenas para quem faz pedidos novos a partir de 21 de novembro de 2025, não para beneficiários atuais. Essa mudança simplifica o processo de verificação de identidade para requerimentos futuros, sem afetar quem já está recebendo.

Como funciona o Registro de biometria do INSS e quem está dispensado da nova regra

Não existe atendimento nas agências do INSS voltado a cadastrar biometria. Esse cadastro ocorre em outros órgãos, como quando a pessoa tira a Carteira de Identidade Nacional, renova a Carteira Nacional de Habilitação ou tira o título de eleitor, documentos que exigem impressão digital e foto do rosto para confirmar a identidade.

Quem já tem algum desses documentos com biometria cadastrada em base federal já cumpre a exigência sem nenhuma etapa adicional. 

Mais de 150 milhões de brasileiros já possuem biometria registrada em bases federais, segundo levantamento anterior da administração pública. Isso significa que a maioria dos solicitantes não precisará de nenhum procedimento extra, pois a biometria já existe no sistema.

A lei estabelece uma lista de situações que não exigem biometria em pedidos feitos após 21 de novembro. Pessoas com mais de 80 anos estão liberadas, e migrantes, refugiados e apátridas que atendam às condições previstas também ficam dispensados, assim como quem mora no exterior e apresenta a documentação necessária.

Fica fora da exigência ainda quem, por problema de saúde ou deficiência comprovado por laudo médico, não tem condições de sair de casa por período superior a 30 dias, além dos moradores de localidades de difícil acesso.

Além disso, pedidos de salário-maternidade, benefícios por incapacidade e pensão por morte continuam sem necessidade de registro biométrico.

Prova de vida é procedimento separado: Proteja-se contra fraudes

O Instituto reforça que biometria facial e Prova de Vida não são a mesma coisa. A comprovação de que o beneficiário está vivo acontece automaticamente, por meio do cruzamento de dados entre bases do governo, nenhuma ação do cidadão é necessária na maioria dos casos.

Se alguma providência for necessária, o aviso chega ao cidadão exclusivamente por meio dos canais oficiais do INSS ou de outras páginas do governo. Mensagens soltas na internet pedindo biometria ou presença pessoal não têm qualquer validade e costumam ser tentativas de golpe.

Criminosos exploram justamente esse tipo de boato sobre bloqueio de benefício para roubar dados pessoais de aposentados e pensionistas. O INSS nunca envia funcionários à casa de ninguém para confirmar que a pessoa está viva, nem solicita senha, informação bancária ou transferência de dinheiro.

Links desconhecidos recebidos por mensagem quase sempre levam a páginas falsas criadas apenas para capturar informações pessoais e usá-las em outras fraudes. 

Dúvidas sobre a situação de um benefício devem ser esclarecidas pelo aplicativo Meu INSS ou pela Central Telefônica 135. Para informações adicionais, acesse gov.br/inss ou os perfis oficiais do Instituto nas redes sociais.