31 de October de 2026
Imagem: Agência Brasil

Com o reajuste aplicado no começo deste ano, quem se aposenta pelo INSS não pode mais receber acima de R$ 8.475,55 por mês. Na prática, porém, poucos chegam perto desse teto: entre os 21,9 milhões de pessoas que recebem aposentadoria ou pensão, 62,5% vivem com apenas um salário mínimo. 

Essa realidade tem relação direta com a metodologia de cálculo adotada depois que a Reforma da Previdência entrou em vigor, em 2019.

Pelas regras atuais, o valor pago parte de 60% da média dos salários de contribuição, subindo 2 pontos percentuais a cada ano que ultrapassar o tempo mínimo de contribuição, 20 anos no caso dos homens e 15 anos no caso das mulheres. 

Quem contribuía antes da reforma pode se enquadrar em regras de transição que alteram esse cálculo.

Por que o INSS não cresce além da inflação

Os reajustes anuais acompanham o índice de preços e, por isso, não geram ganho real. Neste ano, beneficiários acima do salário mínimo receberam correção de 3,9%, exatamente a inflação medida pelo INPC. A correção apenas repõe a perda do poder de compra, sem aumentar a renda.

Para grande parte dos trabalhadores, a aposentadoria pública é uma proteção financeira básica e, sozinha, não basta para manter o mesmo padrão de vida da fase ativa.

Para complementar a renda, alguns brasileiros constroem patrimônio a longo prazo, enquanto outros buscam operações rápidas no mercado de opções. 

O Quick Trade System, ferramenta desenvolvida pela Jumba para o mercado financeiro, registrou ganhos acumulados de R$ 14.341,02 em agosto, com R$ 1 mil destinado a cada operação sugerida.

Esse resultado equivale a uma média diária de R$ 683 e a cerca de R$ 3,6 mil por semana, aproximadamente 1,7 vez o teto mensal do INSS, considerando os 21 dias úteis daquele mês. O resultado, porém, refere-se a um período isolado e não representa garantia de ganhos futuros.

Investimentos têm riscos e podem resultar em perdas ao investidor. Operações em opções variam conforme o mercado: algumas atingem o alvo, outras terminam zeradas e outras geram perdas.

Isso é diferente de um benefício mensal fixo da Previdência. Por isso, conhecer bem os riscos antes de operar é o que torna viável tentar obter retornos mais altos com esse tipo de estratégia.

Quando as regras de transição mudam o cálculo

Quem contribuía para o INSS antes de novembro de 2019 pode se aposentar por regras diferentes das novas. 

Há quatro regras de transição que oferecem caminhos alternativos, com requisitos de pontuação (idade + tempo de contribuição) ou idade mínima mais baixa para quem tem longo tempo de contribuição.

Professores têm suas próprias regras de transição, e por isso, para muita gente, a fórmula que soma 60% da média salarial a 2% por ano adicional de contribuição não se aplica. O resultado pode ser melhor ou diferente, dependendo da regra em que a pessoa se enquadra.