3 de November de 2026
Parque aquático brasileiro entra para a lista dos mais visitados das Américas
Foto: Divulgação/Termas dos Laranjais

O Termas dos Laranjais, em Olímpia, no interior de São Paulo, ficou em primeiro lugar entre os parques aquáticos das Américas e em terceiro entre as atrações aquáticas mais visitadas do mundo. O reconhecimento consta do TEA Global Experience Index, levantamento anual da Themed Entertainment Association divulgado na terça-feira (27), que classifica as principais atrações turísticas do mundo.

A instituição, referência global no setor de entretenimento, confirmou que o fluxo de visitantes cresceu 5,4% em 2025 em relação ao ano anterior. O índice superou os 3% de crescimento médio dos 20 maiores parques aquáticos internacionais no mesmo período. O resultado reforça a posição de Olímpia como destino turístico no Brasil.

Uma história nascida da natureza

Foto: Divulgação/Termas dos Laranjais

A transformação de Olímpia começou em 1987, quando a descoberta de fontes termais no subsolo da cidade permitiu a criação do empreendimento. Desde então, o complexo se tornou o principal motor econômico da região e um dos pilares do turismo familiar brasileiro.

Mais de 40 anos depois da fundação, o parque mantém sua relevância como atração capaz de impulsionar a economia local e estadual. Atualmente, funciona com mais de 60 atrações alimentadas por águas quentes naturais e opera durante os 365 dias do ano.

A oferta contínua de experiências, aliada à manutenção e à renovação das instalações, consolidou a reputação de Olímpia como a “Orlando brasileira”, comparação que ganhou força ao longo das décadas e se fortalece a cada novo investimento do parque.

Sustentabilidade como marca de excelência

O Termas dos Laranjais foi pioneiro ao aderir ao Pacto Global e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. A adesão inclui responsabilidades ambientais e sociais na operação, além dos resultados de visitação.

A administração afirma que o destaque internacional reforça a importância de Olímpia como polo turístico e demonstra a capacidade do destino de renovar experiências e atrair novos públicos. O crescimento ano após ano, segundo o parque, resulta de investimentos contínuos em qualidade, inovação e responsabilidade sustentável, que mantêm Olímpia entre os destinos aquáticos mais procurados das Américas.

Pontos-chave
Pontos-chave: Termas dos Laranjais
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Termas dos Laranjais foi primeiro entre parques aquáticos das Américas e terceiro entre atrações aquáticas mais visitadas do mundo.
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Fluxo de visitantes do parque cresceu 5,4% em 2025, acima dos 3% médios dos 20 maiores parques aquáticos internacionais.
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O parque foi criado após a descoberta de fontes termais em Olímpia em 1987 e funciona há mais de 40 anos com águas quentes naturais.
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Opera com mais de 60 atrações e funciona 365 dias por ano, sendo importante motor econômico local.
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Adesão ao Pacto Global e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU integra práticas ambientais e sociais.
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O parque enfrenta limitação de espaço para novas atrações tradicionais e planeja soluções criativas e investimentos externos, incluindo hotelaria.

Como o crescimento contínuo impulsiona mais visitantes

Foto: Divulgação/Termas dos Laranjais

O crescimento do Termas dos Laranjais segue um ciclo de investimento e renovação. Quando o parque investe em novas atrações, como o complexo Nações, de 33 metros de altura, atrai visitantes interessados em conhecer as novidades. A receita gerada por esse fluxo alimenta novos investimentos e mantém o ciclo.

O plano de expansão de 15 anos, com mais de 300 milhões de reais em investimentos, mantém essa dinâmica. Enquanto parques concorrentes em mercados maduros, como Estados Unidos, Japão e Europa, enfrentam estagnação, o Termas segue crescendo por oferecer novas razões para o visitante retornar ou conhecer o parque pela primeira vez.

Quando o espaço físico é o limite, não o interesse dos visitantes

O Termas dos Laranjais enfrenta um obstáculo que dinheiro não resolve fácil: o parque está próximo do seu limite de espaço dentro da área atual para construir novas atrações tradicionais. Isso significa que mesmo com demanda de visitantes e capacidade financeira para investir, há um ponto onde não é possível simplesmente adicionar mais um toboágua ou piscina.

Por isso o parque precisa buscar soluções criativas, como brinquedos maiores que ocupam menos espaço ou investimentos em hotelaria e infraestrutura fora da área de piscinas. Essa limitação não afeta o crescimento hoje, mas é o tipo de desafio que parques maduros precisam resolver para continuar expandindo nos próximos anos.