3 de November de 2026
Aulões preparatórios para o Enem no Colégio Estadual Governador Luiz Viana Filho
Foto: Ney Silva/ Acorda Cidade

Na reta final de preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o Colégio Estadual Governador Luiz Viana Filho, no bairro Cidade Nova, em Feira de Santana, tem realizado aulões preparatórios para a prova, que será aplicada nos dias 8 e 15 de novembro.

Em entrevista ao Acorda Cidade, o diretor-geral do colégio, professor Eduardo Brito, explicou que as aulas são voltadas aos estudantes do terceiro ano do ensino médio e aos treineiros do segundo ano, com foco nas provas do primeiro dia, que incluem a redação e 90 questões de Linguagens e Códigos e Ciências Humanas.

“O professor tem a liberdade de principalmente apresentar as dicas para esse momento. Então, a professora de redação vai estar dando dicas de como aproveitar o máximo de tempo. Os outros professores vão estar resolvendo questões. Nós pegamos duas salas amplas e dividimos em dois espaços. Em um, de 8h às 9h30, uma aula, aí vem o intervalo, e vem a segunda aula de 10h10 às 11h40. São dois professores pela manhã. Enquanto um está na sala 1, o outro está na sala 2 e depois faz a mudança de sala.”

Eduardo Brito
Eduardo Brito | Foto: Ney Silva/ Acorda Cidade

Segundo ele, os aulões se diferenciam das aulas do dia a dia por reforçarem os conteúdos que já vêm sendo estudados. Além disso, são mais objetivos e voltados especificamente para o Enem, com dicas dos professores sobre gestão do tempo e a primeira leitura das questões, por exemplo.

De acordo com Eduardo, a primeira leitura ajuda o estudante a identificar se a questão é de nível fácil, médio ou alto. Caso consiga encontrar a resposta logo nessa etapa, significa que se trata de uma questão fácil. Por isso, é importante ter atenção para não errar, considerando os critérios da Teoria de Resposta ao Item (TRI).

“Nós temos questões de nível fácil, médio e alto. A questão de nível fácil é importante ser acertada, porque se você errar, a pontuação da média e da baixa cai. Por exemplo, digamos que a questão difícil vale oito pontos e a fácil vale dois pontos. Se você acertar a difícil, você vai ter os oito pontos dela. Mas, se você errar a fácil, a que valeria oito passa a valer seis ou quatro, porque vem aquela linguagem: se o aluno errou uma fácil, como é que vai acertar a difícil? Ele chutou. Então a questão não tem a mesma pontuação.”

Aulões preparatórios para o Enem no Colégio Estadual Governador Luiz Viana Filho
Foto: Ney Silva/ Acorda Cidade

Eduardo, que é professor de matemática e também foi escalado para atuar nos aulões, disse que o ensino da disciplina tem se aproximado cada vez mais de situações do cotidiano, característica presente nas questões do Enem.

Hoje, a prova do Enem não traz apenas questões diretas, mas apresenta situações do dia a dia que exigem raciocínio do estudante. A matemática tem sido trabalhada nesse aspecto, mostrando a presença dela no cotidiano. Exigindo mais raciocínio do estudante.”

Estudante destaca rotina de estudos

A estudante Ingrid Gabriele Araújo, do segundo ano do ensino médio, contou ao Acorda Cidade que mantém uma rotina de estudos desde o início do ano. Na reta final de preparação para o Enem, ela tem dedicado de três a quatro horas por dia aos conteúdos, com atenção especial à redação, que considera uma das etapas mais desafiadoras do exame.

“Os aulões são maravilhosos, acho que ajuda muito, principalmente nessa reta final e eu acho muito necessário.”

Ingrid Gabriele
Ingrid Gabriele | Foto: Ney Silva/ Acorda Cidade

Ingrid acredita que a matéria mais desafiadora é a redação, por envolver muitas informações e exigir bastante raciocínio dos estudantes. 

“Eu estou meio nervosa, mas eu acho que com tudo o que eu venho estudado desde o início do ano, eu acho que eu vou me sair bem. Eu espero ter a certeza mesmo que eu vou conseguir chegar lá e vou fazer uma boa redação.”

A jovem também disse que sua maior dificuldade é lidar com a possibilidade de diferentes temas para a redação, já que não é possível prever qual assunto será cobrado na prova.

“Eu acredito que minha dificuldade seja com o tema, porque pode ter várias possibilidades, vários temas, e eu acho que isso é o que deixa mais os vestibulandos nervosos.”

Com informações do repórter Ney Silva, do Acorda Cidade.

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