4 de November de 2026
Adoção foi feita em 2003, hoje o rapaz tem 23 anos
Foto: Aditya Romansa/Unsplash

Marcello Antony, de 60 anos, falou sobre a adoção de Francisco, que ocorreu em 2003 — quando o jovem tinha 9 meses —, ao lado de Mônica Torres, sua companheira na época. O menino nasceu de uma mãe soropositiva e corria o risco de também ter o vírus, o que não se confirmou nos meses seguintes.

Na mesma época, o casal adotou Stephanie, e hoje, Antony é casado com Carolina Villar. Os dois têm Lorenzo, 13, e ela também é mãe de Lucas, 24, e Louis, 20.

O ator manteve o episódio em segredo por anos e só decidiu falar abertamente sobre o assunto quando o filho já tinha 18 ou 19 anos.

Como foi a adoção e o diagnóstico

Foto: Reprodução/Instagram

Em entrevista recente à revista Quem, Antony disse que Francisco tinha apenas a possibilidade de carregar o HIV da mãe biológica, não um diagnóstico definitivo. Ainda segundo o ator, o organismo da criança eliminou naturalmente o vírus recebido no nascimento quando ele ainda era bebê.

Antony reforçou que Francisco nunca teve a doença, e segundo ele, havia apenas a possibilidade de o vírus permanecer no corpo da criança, o que não aconteceu.

Por que o silêncio por tantos anos

Questionado sobre o motivo de ter guardado a história por tanto tempo, Antony relacionou a escolha ao peso do preconceito que cercava o tema na época da adoção. Ele considerou mais natural comentar o assunto já com Francisco na fase adulta, sem pressa de expor a situação antes disso.

Casado atualmente com Carolina Villar, com quem tem Lorenzo, o ator soma ao todo cinco filhos, já que a esposa também é mãe de Lucas, 24, e Louis, 20. A decisão de tornar o caso público, segundo ele, teve um propósito que vai além da própria família.

Um incentivo para quem pensa em adotar

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Marcello Antony (@marcelloantony_oficial) • Instagram photo
638K likes, 8,350 comments – marcelloantony_oficial on December 5, 2024: “Francisco Antony Feliz 22 anos Te amo!!!!❤️”.

Antony definiu a revelação como uma forma de estimular pessoas que cogitam adotar, mas hesitam diante de diagnósticos ou condições de saúde da criança. Para o ator, o relato mostra que o vínculo afetivo pode superar barreiras consideradas difíceis no início do processo.

Ele também afirmou que Francisco nunca sofreu discriminação por causa da história. Segundo Antony, o filho nunca foi soropositivo nem precisou lidar com comentários ou constrangimentos ligados ao tema, inclusive em Portugal.

Por que bebês expostos ao HIV podem eliminar o vírus naturalmente

Quando uma criança nasce de mãe com HIV, ela recebe anticorpos e, em alguns casos, o próprio vírus. Isso, porém, não significa que permanecerá infectada. Segundo o relato de Marcello Antony, o corpo do bebê pode eliminar naturalmente o vírus nos primeiros meses de vida, sem que a infecção se estabeleça de forma permanente.

Pontos-chave
Pontos-chave sobre a adoção de Francisco por Marcello Antony
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Marcello Antony adotou Francisco em 2003, quando o menino tinha 9 meses.
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A mãe biológica de Francisco era soropositiva; havia possibilidade de transmissão do HIV ao bebê.
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O organismo de Francisco eliminou naturalmente o vírus nos primeiros meses e ele nunca ficou infectado.
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Antony manteve a história em segredo até o filho ter cerca de 18 ou 19 anos, por causa do preconceito na época.
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A divulgação teve objetivo de incentivar quem pensa em adotar crianças com diagnósticos ou condições de saúde.

Essa possibilidade remota de eliminação natural é diferente de um diagnóstico confirmado de HIV. Francisco tinha essa possibilidade, não um diagnóstico de soropositividade, e o vírus saiu naturalmente do corpo dele, e ele não ficou infectado.

Por que Marcello Antony esperou Francisco ficar adulto para contar a história?

Segundo o ator, a decisão de manter o assunto em sigilo por tantos anos estava ligada ao preconceito que cercava o tema na época da adoção. 

Ele não via motivo para expor a situação quando Francisco era criança, considerando mais natural conversar sobre isso na fase adulta, sem pressa de revelar antes disso. A escolha também refletia a realidade social da época, quando falar publicamente sobre HIV carregava um peso muito maior do que carrega hoje.