5 de November de 2026
El Niño divide opinião entre meteorologistas
Foto: NOAA/Unsplash

Edgardo Pierobon, meteorologista do Serviço Meteorológico Nacional (SMN), pediu cautela na interpretação do El Niño e alertou contra as mensagens alarmistas que circulam nas redes sociais. 

Ele questionou a forma como algumas campanhas descrevem o cenário, como recomendações de kits de sobrevivência e documentos em bolsas herméticas, e disse que o tema deve ser tratado com cautela porque as previsões divulgadas estão muito acima do que se pode afirmar.

Segundo o meteorólogo, o El Niño aumenta a disponibilidade de umidade e favorece a formação de tempestades mais intensas, extensas ou recorrentes. Ainda não há previsão concreta sobre qual desses efeitos ocorrerá nem quando.

Em entrevista ao Perfil, Pierobon afirmou que a chegada do El Niño não significa que todos vão se afogar e que as previsões que circulam nas redes estão muito acima do que existe de fato.

O impacto real do fenômeno

Perguntas e respostas
P
O que Edgardo Pierobon alerta sobre a interpretação do El Niño nas redes sociais?
R
Ele pediu cautela e alertou contra mensagens alarmistas que circulam nas redes, afirmando que as previsões divulgadas estão muito acima do que se pode afirmar.
P
Que efeitos o El Niño pode ter sobre a chuva, segundo Pierobon?
R
O El Niño aumenta a disponibilidade de umidade e favorece a formação de tempestades mais intensas, extensas ou recorrentes, mas ainda não há previsão concreta sobre qual desses efeitos ocorrerá nem quando.
P
Quais riscos o meteorologista indica para as zonas serranas de Córdoba e para a região plana?
R
Nas zonas serranas de Córdoba, chuvas intensas podem causar enchentes repentinas nos rios, colocar em risco pessoas próximas aos cursos de água e arrastar veículos. Na região plana, o principal problema está nas áreas sujeitas a alagamentos e acúmulo de água.
P
Que exemplo de volume de chuva Pierobon deu como capaz de causar alagamentos em Córdoba?
R
Ele explicou que 40 a 50 milímetros de chuva em meia hora ou 40 minutos formam um volume difícil de drenar e podem alagar ruas em Córdoba.
P
Que recomendações Pierobon faz para se preparar sem entrar em pânico?
R
Compreender o fenômeno, usar ferramentas oficiais como o sistema de alerta antecipado do SMN (com cores amarela, laranja e vermelha), observar o horário de validade do alerta, usar o aplicativo Rain Alarm como complemento, reorganizar atividades durante tempestades fortes, evitar estacionar em ruas que descem das serras e confiar na proteção da escola, verificando o protocolo de cada colégio.

Segundo o meteorólogo Edgardo Pierobon, os riscos variam conforme o local. Nas zonas serranas de Córdoba, chuvas intensas podem causar enchentes repentinas nos rios, colocar em risco pessoas próximas aos cursos de água e arrastar veículos.

Na região plana, o principal problema está nas áreas sujeitas a alagamentos e acúmulo de água. Pierobon explicou que 40 a 50 milímetros de chuva em meia hora ou 40 minutos formam um volume difícil de drenar e podem alagar ruas em Córdoba.

O meteorologista também disse ao Perfil que as mensagens alarmistas já preocupavam crianças. Uma professora relatou a ele que os alunos da educação infantil estavam assustados com a ideia de que iriam se afogar.

Como se preparar sem entrar em pânico

Estar preparado não significa entrar em pânico, segundo o especialista. A recomendação é compreender o fenômeno e usar ferramentas oficiais, em vez de confiar apenas em publicações nas redes sociais. O SMN tem um sistema de alerta antecipado que indica zonas onde podem ocorrer problemas relacionados ao tempo.

Os alertas do órgão usam as cores amarela, laranja e vermelha para indicar diferentes níveis de intensidade. Pierobon também recomendou observar o horário de validade do alerta — pela manhã, ao meio-dia, à tarde ou à noite. O aplicativo Rain Alarm pode complementar a informação, mas não substitui a oficial.

Para Pierobon, em caso de catástrofe, pessoas em situação de maior vulnerabilidade não têm como buscar kits de sobrevivência e precisarão de ajuda exclusivamente dos meios governamentais, disse ao Perfil.

Ele também afirmou que, durante uma tempestade forte, é preferível reorganizar as atividades, evitar estacionar em ruas que descem das serras e confiar na proteção da escola para as crianças, verificando o protocolo de cada colégio.