6 de November de 2026
Saiba como se formou a cratera em São Paulo
Reprodução/Google Earth

Casas, comércios e o movimento constante da Estrada Iguatemi cercam a Pedreira Lageado, em Guaianases, na Zona Leste de São Paulo. A cratera ultrapassa 150 metros de profundidade e fica a 20 quilômetros do centro da capital. Moradores convivem diariamente com a mineração.

Essa profundidade equivale à altura de um prédio de 45 andares. A proximidade da mineração com as moradias chama a atenção de quem passa pela região pela primeira vez.

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55K likes, 988 comments – lesteonline on March 3, 2026: “Você sabia que na Zona Leste de São Paulo existe um verdadeiro abismo urbano? A Pedreira do Lajeado, em Guaianases, começou a ser explorada em 1957 para fornecer…

Uma cratera que ajudou a erguer a cidade

A extração de pedra bruta transformou a pedreira em fonte de material para a construção civil paulistana. Concreto, asfalto e estruturas de diversos bairros usam material retirado dali, em um processo que já dura cerca de 70 anos.

A operação da pedreira começou em 1957, numa época em que a Zona Leste ainda tinha poucos moradores e pouca infraestrutura urbana. A cidade avançou, e comércios e residências surgiram ao redor da cratera até praticamente cercá-la por completo.

Explosões controladas no meio dos bairros

Para quem mora nas redondezas, barulhos de detonação e pequenas vibrações no chão fazem parte da rotina. A empresa responsável pela mineradora afirma que monitora cada explosão e segue normas de segurança para proteger a população vizinha.

O crescimento acelerado de São Paulo, décadas atrás, exigiu grandes volumes de matéria-prima para sustentar obras e expansão urbana — e foi nesse contexto que o empreendimento ganhou relevância no setor.

Hoje, a Pedreira Lageado segue entre as referências da Região Metropolitana de São Paulo quando o assunto é fornecimento de insumo para construção, ao lado de outras minerações da região.

Pontos-chave
Pontos-chave da matéria sobre a Pedreira Lageado
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Pedreira Lageado está em Guaianases, Zona Leste de São Paulo, cercada por casas, comércios e a Estrada Iguatemi.
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A cratera da pedreira ultrapassa 150 metros de profundidade, equivalente a um prédio de 45 andares, e fica a 20 km do centro.
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A extração de pedra bruta ocorre desde 1957 e transformou a pedreira em fonte de material para a construção civil por cerca de 70 anos.
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Explosões controladas e pequenas vibrações são rotina para moradores, e a empresa afirma monitorar cada detonação seguindo normas de segurança.
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A operação mantém um programa de monitoramento ambiental, ações de recuperação e registra resultados no Relatório de Desempenho Ambiental.
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Coletas de água feitas duas vezes por ano acompanham o córrego Itaquera; a empresa afirma que o córrego permanece preservado e sem lançamento de resíduos.

Monitoramento Ambiental na área da mina

Além de extrair material para avenidas, imóveis e obras de infraestrutura da capital, a operação mantém um programa interno para acompanhar os impactos da mineração. O trabalho inclui ações de recuperação em pontos afetados pela atividade e é registrado periodicamente no Relatório de Desempenho Ambiental (RDA).

O monitoramento também inclui a água: coletas realizadas duas vezes por ano acompanham as condições do córrego Itaquera, curso d’água que corta a região da mina antes de desaguar no Rio Tietê.

Segundo a empresa, o acompanhamento mostra que as características naturais do córrego Itaquera permanecem preservadas e que a atividade da mineradora não contribui para o lançamento de resíduos nem para o assoreamento do leito.

Em meio à malha urbana de uma das maiores metrópoles do país, essa cratera segue ativa e cercada por bairros que cresceram ao seu redor ao longo de quase sete décadas.