8 de November de 2026
Oceano revelou criatura no fundo do mar
Foto: Ivan Guzman/Pexels

Pesquisadores encontraram, no Oceano Atlântico, um pepino-do-mar com estruturas pontiagudas saindo do corpo. Cientistas batizaram a criatura marinha de “Loki”, que foi localizado a 2.577 metros abaixo da superfície. 

Durante uma expedição que mapeou o fundo do mar perto da Argentina e identificou 57 possíveis novas espécies marinhas e cinco possíveis novos gêneros ainda desconhecidos para a ciência.

A campanha de coleta aconteceu em agosto de 2025, no cânion submarino de Mar del Plata, mas a análise detalhada só foi concluída em outubro de 2026. Cientistas do Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas da Argentina, do Ocean Census e do Schmidt Ocean Institute divulgaram os achados.

A expedição original, Talud Continental IV, durou 21 dias, e suas transmissões ao vivo alcançaram aproximadamente 4 milhões de pessoas e somaram cerca de 22 milhões de visualizações. O robô submarino SuBastian capturou imagens de criaturas que nunca haviam sido vistas ou registradas em vídeo.

A história por trás do apelido Loki

Foto: ROV SuBastian/Schmidt Ocean Institute

O pepino-do-mar do gênero Peniagone recebeu o apelido inspirado em Loki, personagem da mitologia nórdica frequentemente retratado com chifres. A semelhança chamou a atenção dos cientistas quando eles avistaram os apêndices curvos saindo do corpo da criatura nas imagens do robô submarino.

Pertencente ao grupo dos equinodermos — que também inclui estrelas-do-mar e ouriços —, Loki é inofensivo aos humanos apesar de sua aparência peculiar.

Embora os pesquisadores tenham reconhecido o gênero, a identificação definitiva da espécie depende de análises taxonômicas adicionais. Segundo o Ocean Census, Loki é uma entre até dez possíveis novas espécies de pepinos-do-mar encontradas durante o trabalho de laboratório, que durou duas semanas em Buenos Aires.

Variedade no fundo do Oceano

Pontos-chave
Pontos-chave da matéria
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Pesquisadores encontraram um pepino-do-mar apelidado de “Loki” a 2.577 metros de profundidade no Oceano Atlântico.
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A expedição Talud Continental IV mapeou o fundo perto da Argentina e identificou 57 possíveis novas espécies e cinco possíveis novos gêneros.
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A campanha de coleta ocorreu em agosto de 2025; a análise detalhada foi concluída em outubro de 2026.
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O robô SuBastian capturou imagens de criaturas nunca vistas e a expedição teve transmissões ao vivo que alcançaram cerca de 4 milhões de pessoas e quase 22 milhões de visualizações.
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Em julho de 2026, especialistas catalogaram 22 equinodermos, 20 copépodes, 14 cnidários e um molusco escafópode entre as amostras analisadas.
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Uma nova missão, Talud Continental V, está prevista para fevereiro e março de 2027 para explorar outros cânions submarinos e terá 19 cientistas e transmissão ao vivo.

Entre 13 e 24 de julho de 2026, vinte especialistas de países da América Latina e da Europa analisaram as amostras colhidas nas profundezas. A equipe catalogou 22 equinodermos, 20 copépodes (pequenos crustáceos marinhos), 14 cnidários (corais e estruturas similares a penas) e um molusco escafópode que vive nos sedimentos do fundo.

Nos copépodes, os cientistas examinaram apenas 10% das amostras coletadas e identificaram 20 espécies que provavelmente nunca foram descritas. A expedição também encontrou um coral avermelhado do gênero Orstomisis e uma pena-do-mar do gênero Pseudumbellula. 

Preparando o retorno às profundezas

Os achados motivaram os pesquisadores a planejar uma nova missão. Entre fevereiro e março de 2027, o Schmidt Ocean Institute e cientistas argentinos pretendem explorar os cânions submarinos Ameghino e Almirante Brown, próximos à costa de Chubut.

A próxima expedição, intitulada Talud Continental V, contará com 19 cientistas de instituições argentinas e oferecerá transmissão ao vivo pela internet para que o público acompanhe as descobertas em tempo real.

Durante as operações anteriores, o robô submarino alcançou profundidades de até 3.900 metros. Os espécimes coletados serão preservados em acervos como o Museu Argentino de Ciências Naturais.

A transmissão da campanha anterior atingiu quatro milhões de pessoas e acumulou quase 22 milhões de visualizações no total. Números que demonstram o interesse global em conhecer o que habita as regiões mais remotas do planeta.