31 de August de 2025
Mata de São João se despede de jovem vítima de feminicídio em Salvador; abalados, familiares e amigos pediram justiça
Foto: Redes Sociais/Mais Região
Após o crime, o companheiro tirou a própria vida. Sepultamento foi marcado por dor, homenagens e pedidos de justiça.
Mata de São João se despede de jovem vítima de feminicídio em Salvador; abalados, familiares e amigos pediram justiça
Foto: Redes Sociais/Mais Região

Foi sob forte comoção que familiares, amigos e moradores de Mata de São João se despediram de Tatiane Rodrigues, vítima de feminicídio na madrugada do último sábado (30). A jovem foi assassinada pelo companheiro, o advogado Eudes Santos Assis, em Salvador. O velório aconteceu no bairro Diamante e o sepultamento foi realizado na manhã deste domingo (31), no Cemitério Municipal da cidade.

Segundo informações do site Mais Região, Eudes matou Tatiane dentro da residência do casal, no bairro Monte Serrat, e logo depois tirou a própria vida. O filho dele, que estava na casa no momento do crime, teria ouvido o pai afirmar que havia assassinado a madrasta, que seria criado pelo avô e que também atentaria contra a própria vida.

Durante o velório, amigos e familiares relataram que Tatiane sofria agressões físicas e psicológicas, mas escondia os sinais por medo e vergonha.

“A gente sabia que Tatiane não estava bem. Ela chegava a aparecer com manchas no corpo, mas sempre dizia que tinha se machucado em casa. Ela tinha medo de falar, medo de se expor por conta do trabalho dele. Infelizmente, isso chegou ao ponto que chegou”, disse uma parente ao site.

No fim de semana anterior ao crime, Tatiane visitou os pais em Mata de São João. Segundo familiares, ela e o marido deixaram a casa sem se despedir, após uma discussão.

Durante o sepultamento, visivelmente abalado, o pai da vítima fez um apelo emocionado: “Eu peço a vocês: não dá mais, vai embora, para não acontecer isso que aconteceu com Tatiane.”

A tragédia gerou indignação nas redes sociais, com mensagens como “Morre mais uma mulher” e “Para de matar nós, mulheres” sendo amplamente compartilhadas. O caso reacende o debate sobre os altos índices de feminicídio na Bahia e no Brasil no mês da campanha de combate a violência contra à mulher, agosto lilás.

Colegas de trabalho de Tatiane também descreveram o relacionamento como conturbado e afirmaram que ela demonstrava sofrimento, mas evitava falar sobre o que vivia.

A família espera que a morte de Tatiane não seja esquecida como apenas mais um número e que sirva de alerta para proteger outras mulheres.

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