{"id":12249,"date":"2024-02-07T15:32:24","date_gmt":"2024-02-07T18:32:24","guid":{"rendered":"https:\/\/noticiasbahia360.com.br\/?p=12249"},"modified":"2024-02-07T15:32:24","modified_gmt":"2024-02-07T18:32:24","slug":"vivendo-na-cidade-indigena-relembra-descobertas-e-costumes-tradicionais-da-adolescencia-na-aldeia-nao-sabia-que-existia-pizza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/noticiasbahia360.com.br\/?p=12249","title":{"rendered":"Vivendo na cidade, ind\u00edgena relembra descobertas e costumes tradicionais da adolesc\u00eancia na aldeia: \u2018N\u00e3o sabia que existia pizza\u2019"},"content":{"rendered":"<div>\n<div><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/noticiasbahia360.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Bruno-Pereira-dos-Santos-Foto-Reporter-Ed-Santos-Acorda-Cidade-300x225-1.jpg\"><\/div>\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"480\" src=\"http:\/\/noticiasbahia360.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Bruno-Pereira-dos-Santos-Foto-Reporter-Ed-Santos-Acorda-Cidade.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-361663\" style=\"width:840px;height:auto\" srcset=\"http:\/\/noticiasbahia360.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Bruno-Pereira-dos-Santos-Foto-Reporter-Ed-Santos-Acorda-Cidade-300x225-1.jpg 300w, http:\/\/noticiasbahia360.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Bruno-Pereira-dos-Santos-Foto-Reporter-Ed-Santos-Acorda-Cidade.jpg 640w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\"><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Ed Santos\/ Acorda Cidade <\/figcaption><\/figure>\n<p>O dia 7 de fevereiro, marcado como o Dia Nacional de Luta dos Povos Ind\u00edgenas foi institu\u00eddo para trazer \u00e0 tona a valoriza\u00e7\u00e3o dos povos origin\u00e1rios do Brasil. Defender a tradi\u00e7\u00e3o \u00e9 de suma import\u00e2ncia para a preserva\u00e7\u00e3o do valor hist\u00f3rico e social do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Nos dias atuais, os povos ind\u00edgenas t\u00eam conquistado cada vez mais os seus espa\u00e7os na sociedade, estudando, trabalhando, ou ocupando cargos de prest\u00edgio no poder executivo e legislativo. <\/p>\n<p>Por\u00e9m, a luta pelo reconhecimento ainda n\u00e3o acabou. E n\u00e3o h\u00e1 ningu\u00e9m melhor para falar sobre a valoriza\u00e7\u00e3o dos povos origin\u00e1rios, do que quem p\u00f4de vivenciar os costumes e as contribui\u00e7\u00f5es \u00fanicas dessas comunidades.<\/p>\n<p>O Acorda Cidade conversou com o empres\u00e1rio Bruno Pereira dos Santos, de 28 anos, atualmente morador de Feira de Santana e ind\u00edgena nato. Nascido e criado at\u00e9 a adolesc\u00eancia em Camacan, em uma aldeia no distrito de Jacarecide, chamada de C\u00f3rrego do Cedro, localizada no Sul da Bahia, e parte do povo Patax\u00f3 h\u00e3 h\u00e3 h\u00e3e, ele contou detalhes da conviv\u00eancia com a fam\u00edlia, al\u00e9m da valoriza\u00e7\u00e3o das novas gera\u00e7\u00f5es aos povos ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>Inicialmente, Bruno Pereira destacou a sua rotina na aldeia, longe do acesso \u00e0 tecnologia e inteiramente ligada \u00e0 natureza, mantendo os costumes da pesca e da agricultura para a sobreviv\u00eancia.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"470\" src=\"http:\/\/noticiasbahia360.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Aldeia-Corrego-do-Cedro-Foto-Arquivo-Pessoal.jpg\" alt=\"Aldeia C\u00f3rrego do Cedro\" class=\"wp-image-361661\" style=\"width:840px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/imagens.acordacidade.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/06155457\/Aldeia-Corrego-do-Cedro-Foto-Arquivo-Pessoal-300x220.jpg 300w, http:\/\/noticiasbahia360.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Aldeia-Corrego-do-Cedro-Foto-Arquivo-Pessoal.jpg 640w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\"><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Arquivo Pessoal <\/figcaption><\/figure>\n<p>\u201cEra uma conviv\u00eancia basicamente rural, muito tranquila porque tinham muitas coisas que eu n\u00e3o conhecia, n\u00e3o sabia e como meu mundo era aquilo, para mim era uma conviv\u00eancia boa. Eu n\u00e3o sabia que existia internet, pizza, telefone, coisas desse tipo e minha vida era na pr\u00e1tica agr\u00edcola e pecu\u00e1ria, n\u00e3o tinha muitas coisas para me preocupar. \u00c0 noite era o nosso momento de confraterniza\u00e7\u00e3o e descanso. Ent\u00e3o, a partir das 18h n\u00e3o faz\u00edamos mais atividades laborais, passou desse per\u00edodo, costum\u00e1vamos nos reunir na casa de um ou de outro ou em um lugar maior, sempre h\u00e1 uma tenda maior para a gente se reunir. L\u00e1 convers\u00e1vamos e depois dorm\u00edamos cedo j\u00e1 que nosso ciclo se inicia a partir das 5h. A maioria dos ind\u00edgenas ainda trabalha com agricultura e pecu\u00e1ria, ent\u00e3o, se voc\u00ea quer trabalhar nessas \u00e1reas, \u00e9 preciso acordar bem cedo. A ca\u00e7a \u00e9 algo que fazemos apenas de vez em quando, mas como algo esportivo, para manter a cultura, j\u00e1 que criamos animais l\u00e1\u201d, relatou.<\/p>\n<p><strong>Rotina<\/strong><\/p>\n<p>A rotina, segundo Bruno, era tranquila e acompanhada de muitos festejos, al\u00e9m de conversas com a fam\u00edlia e amigos. Por\u00e9m, ainda na adolesc\u00eancia, houve uma mudan\u00e7a na sua realidade, ap\u00f3s a separa\u00e7\u00e3o dos seus pais. Foi da\u00ed, que segundo ele, conheceu o que nem imaginava que existia.<\/p>\n<p>\u201cA minha m\u00e3e se separou do meu pai quando eu ainda era crian\u00e7a e os dois tomaram rumos diferentes. Tanto que hoje, meu pai mora em S\u00e3o Paulo e minha m\u00e3e mora aqui perto. Como eu era muito apegado a minha m\u00e3e, eu sa\u00ed junto com ela, ent\u00e3o, logo comecei a descobrir muitas coisas que eu n\u00e3o fazia ideia que existia e foi um pouco chocante, porque muitas coisas voc\u00ea n\u00e3o sabe que precisa at\u00e9 voc\u00ea ter e descobrir que de fato, voc\u00ea precisa\u201d.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"445\" src=\"http:\/\/noticiasbahia360.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/fundador-da-nossa-aldeia-Corrego-do-Cedro-Foto-Arquivo-Pessoal.jpg\" alt=\"Samado Bispo\" class=\"wp-image-361664\" style=\"width:840px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/imagens.acordacidade.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/06155502\/fundador-da-nossa-aldeia-Corrego-do-Cedro-Foto-Arquivo-Pessoal-300x209.jpg 300w, http:\/\/noticiasbahia360.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/fundador-da-nossa-aldeia-Corrego-do-Cedro-Foto-Arquivo-Pessoal.jpg 640w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\"><figcaption class=\"wp-element-caption\">Fundador da Aldeia  C\u00f3rrego do Cedro, Samado Bispo e bisav\u00f4 de Bruno | Foto: Arquivo Pessoal <\/figcaption><\/figure>\n<p>Mesmo j\u00e1 habituado com a rotina e a vida na zona urbana, alguns costumes ficaram guardados na mem\u00f3ria, a exemplo, das confraterniza\u00e7\u00f5es e da medicina utilizada pelos familiares. Bruno refor\u00e7ou que mesmo na atualidade, utiliza de rem\u00e9dios naturais para situa\u00e7\u00f5es do cotidiano.<\/p>\n<p>\u201cPovos ind\u00edgenas, no modo geral gostam muito de comida e de festa, ent\u00e3o, em v\u00e1rias \u00e9pocas do ano temos festas, tem festas que fazemos entre povos, temos a cultura de manter a mem\u00f3ria dos nossos ancestrais tamb\u00e9m, que \u00e9 uma forma de mant\u00ea-los em n\u00f3s e temos c\u00e2nticos em louvor \u00e0 natureza ou algo que foi dado para a gente por ela, al\u00e9m da medicina feita dentro da aldeia, tanto que atualmente, eu quase n\u00e3o tomo rem\u00e9dios. Dor de barriga, dor de cabe\u00e7a n\u00e3o temos rem\u00e9dios. A minha av\u00f3 me criou basicamente \u00e0 base de rem\u00e9dios naturais. Se eu estava por exemplo com verme, ela me dava mastruz com leite ou com alho. Se eu estivesse com dor de cabe\u00e7a, ela mandava eu beber \u00e1gua, comer alguma coisa e dormir. Se eu estivesse com febre, ela mandava eu tomar banho e tomar um suco feito por ela mesmo, com as folhas que ela tinha, ou os ch\u00e1s, ent\u00e3o, h\u00e1 esse costume ainda de ter uma medicina natural, de ter essa festa, essa celebra\u00e7\u00e3o pelas coisas que a natureza nos d\u00e1\u201d.<\/p>\n<p>Atuando como empres\u00e1rio e fabricante de m\u00f3veis artesanais, Bruno ainda utiliza em seu cotidiano, os costumes que aprendeu na Aldeia C\u00f3rrego do Cedro. Apesar de atualmente vivenciar experi\u00eancias novas, a sua fam\u00edlia ainda permanece com os costumes tradicionais, sem o aux\u00edlio da tecnologia, ou de produtos que n\u00e3o sejam de origem natural.<\/p>\n<p>Ainda em entrevista ao Acorda Cidade, o ind\u00edgena frisou que demorou a se acostumar com os h\u00e1bitos da cidade.<\/p>\n<p>\u201cMuitas coisas, mesmo fora da aldeia, eu tento manter. Tanto que hoje, meu trabalho \u00e9 artesanal, trabalho fabricando m\u00f3veis, tecnicamente sou um artes\u00e3o. A minha fam\u00edlia, da minha gera\u00e7\u00e3o, est\u00e1 basicamente toda fora da aldeia, ou est\u00e3o estudando, ou trabalhando, mas mesmo assim tentamos manter o contato uns com os outros e de tempos em tempos eu retorno l\u00e1 para ver o restante da fam\u00edlia. H\u00e1 a pessoas que continuam l\u00e1, continuam tendo a mesma vida que eu tinha antigamente. No come\u00e7o a transi\u00e7\u00e3o da aldeia para a cidade foi estranha, assustadora porque achava as pessoas de fora da aldeia agressivas, selvagens e l\u00e1 n\u00e3o t\u00ednhamos esse costume. Na aldeia temos o costume de lutar, mas contra ca\u00e7adores de terra, pessoas que identificamos como ruins, mas aqui, voc\u00ea n\u00e3o espera que uma pessoa que more na sua rua venha a fazer algum mal a voc\u00ea ou v\u00e1 brigar com voc\u00ea por algum motivo. Isso foi um pouco chocante, mas eu j\u00e1 me acostumei e evito ao m\u00e1ximo entrar em confus\u00e3o\u201d, destacou. <\/p>\n<p><strong>Conflitos<\/strong><\/p>\n<p>Apesar de manter as tradi\u00e7\u00f5es origin\u00e1rias, nem tudo s\u00e3o \u201cflores\u201d na conviv\u00eancia de aldeias ind\u00edgenas. Recentemente, um conflito envolvendo fazendeiros em uma ocupa\u00e7\u00e3o levou a uma ind\u00edgena morta e outros dois ind\u00edgenas baleados <a href=\"https:\/\/www.acordacidade.com.br\/noticias\/bahia\/fazendeiros-e-indigenas-entram-em-conflito-na-cidade-de-itapetinga\/\">(veja mais aqui)<\/a>. De acordo com Bruno, esta \u00e9 uma realidade que ainda acontece com o seu povo, desde a origem da aldeia, em 1939.<\/p>\n<p>\u201cA maioria das pessoas n\u00e3o t\u00eam acesso \u00e0 essa informa\u00e7\u00e3o, mas recentemente um grupo de ind\u00edgenas do meu povo, porque meu povo se divide em tr\u00eas aldeias diferentes, a minha, a Caramuru Paraguassu que s\u00e3o duas que por serem vizinhas se tornam uma s\u00f3; e recentemente teve um incidente entre esse povo e alguns fazendeiros do Sul da Bahia. \u00c9 uma coisa que permanece desde que a aldeia foi fundada, em 1939\u201d.<\/p>\n<p><strong>Valoriza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"480\" src=\"http:\/\/noticiasbahia360.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Bruno-Pereira-dos-Santos-e-esposa-Foto-Reporter-Ed-Santos-Acorda-Cidade.jpg\" alt=\"Bruno Pereira e esposa\" class=\"wp-image-361662\" style=\"width:841px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/imagens.acordacidade.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/06155459\/Bruno-Pereira-dos-Santos-e-esposa-Foto-Reporter-Ed-Santos-Acorda-Cidade-300x225.jpg 300w, http:\/\/noticiasbahia360.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Bruno-Pereira-dos-Santos-e-esposa-Foto-Reporter-Ed-Santos-Acorda-Cidade.jpg 640w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\"><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Arquivo Pessoal <\/figcaption><\/figure>\n<p>Atualmente casado e pai de dois filhos, Bruno Pereira tenta ensinar \u00e0s novas gera\u00e7\u00f5es a import\u00e2ncia da preserva\u00e7\u00e3o e valoriza\u00e7\u00e3o ind\u00edgena mediante as suas ancestralidades. No entanto, para que essa influ\u00eancia ocorra de maneira natural,  segundo ele, \u00e9 preciso conviver com a cultura para assim descobrir a hist\u00f3ria e os direitos de um povo.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"853\" src=\"http:\/\/noticiasbahia360.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Bruno-Pereira-dos-Santos-e-filhos-Foto-Reporter-Ed-Santos-Acorda-Cidade.jpg\" alt=\"Filhos de Bruno Pereira\" class=\"wp-image-361702\" style=\"width:840px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/imagens.acordacidade.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/06170808\/Bruno-Pereira-dos-Santos-e-filhos-Foto-Reporter-Ed-Santos-Acorda-Cidade-225x300.jpg 225w, http:\/\/noticiasbahia360.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Bruno-Pereira-dos-Santos-e-filhos-Foto-Reporter-Ed-Santos-Acorda-Cidade.jpg 640w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\"><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Arquivo Pessoal <\/figcaption><\/figure>\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"853\" src=\"http:\/\/noticiasbahia360.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Bruno-Pereira-dos-Santos-e-filhos-Foto-Reporter-Ed-Santos-Acorda-Cidade.jpg2_.jpg\" alt=\"Filhos de Bruno Pereira\" class=\"wp-image-361703\" style=\"width:840px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/imagens.acordacidade.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/06170809\/Bruno-Pereira-dos-Santos-e-filhos-Foto-Reporter-Ed-Santos-Acorda-Cidade.jpg2_-225x300.jpg 225w, http:\/\/noticiasbahia360.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Bruno-Pereira-dos-Santos-e-filhos-Foto-Reporter-Ed-Santos-Acorda-Cidade.jpg2_.jpg 640w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\"><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Arquivo Pessoal <\/figcaption><\/figure>\n<p>\u201cTenho um certo problema em colocar na cabe\u00e7a dos meus filhos que eles s\u00e3o ind\u00edgenas, porque para eles, \u00e9 uma realidade distante. Tanto para quem \u00e9 ou n\u00e3o ind\u00edgena, voc\u00ea tenta colocar na cabe\u00e7a uma cultura e uma hist\u00f3ria, para a nova gera\u00e7\u00e3o e parece ser algo muito distante. \u00c9 como voc\u00ea falar para uma crian\u00e7a sobre a preserva\u00e7\u00e3o dos le\u00f5es, das baleias, sendo que elas nunca os viu de perto. \u00c9 algo que precisa ser feito de forma natural, como se fizesse parte da gente, at\u00e9 porque infelizmente, os ind\u00edgenas s\u00e3o tratados como algo distante. Quando pensa ind\u00edgena, pensa em lugares distantes, pessoas peladas e pintadas, mas n\u00e3o \u00e9\u201d.<\/p>\n<p>Bruno Pereira finalizou refor\u00e7ando que \u00e9 dever de toda a popula\u00e7\u00e3o, reconhecer a import\u00e2ncia desta comunidade na defesa da natureza e do senso de pertencimento. <\/p>\n<p>\u201cAcho que \u00e9 importante dar um senso de pertencimento a n\u00f3s ind\u00edgenas. Por mais que a gente se movimente para um lado para o outro, a partir do momento que voc\u00ea procura preservar sua raiz, sua cultura voc\u00ea ter\u00e1 um lugar para voc\u00ea voltar, voc\u00ea sabe que pertence h\u00e1 algum lugar e \u00e9 a hist\u00f3ria do nosso pa\u00eds, n\u00e3o tem como embalar e jogar fora assim como se mant\u00e9m as hist\u00f3rias dos vikings, dos samurais, dos reis da \u00c1frica, dos \u00edndios americanos. Eu acho importante que consiga manter a nossa hist\u00f3ria porque \u00e9 o que a gente \u00e9. Por exemplo, se voc\u00ea buscar atrav\u00e9s da ancestralidade, descobrir\u00e1 que teve um ind\u00edgena na sua fam\u00edlia. Qualquer brasileiro hoje em que a fam\u00edlia n\u00e3o veio diretamente da Europa, tem alguma coisa ind\u00edgena, ent\u00e3o, se voc\u00ea dispensa isso, voc\u00ea dispensa seu sangue\u201d, refletiu.<\/p>\n<p><em>Com informa\u00e7\u00f5es do rep\u00f3rter Ed Santos do Acorda Cidade <\/em><\/p>\n<p><em>Siga o Acorda Cidade no<a href=\"https:\/\/news.google.com\/search?q=acorda%20cidade&amp;hl=pt-BR&amp;gl=BR&amp;ceid=BR%3Apt-419\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\u00a0Google Not\u00edcias<\/a>\u00a0e receba os principais destaques do dia.\u00a0Participe tamb\u00e9m dos nossos grupos no\u00a0<a href=\"https:\/\/chat.whatsapp.com\/GmuB0n1C0zz4wBRYfRDft2\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">WhatsApp<\/a>\u00a0e\u00a0<a href=\"https:\/\/t.me\/+sSz0khrgARA0ZmRh\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Telegram<\/a><\/em><\/p>\n<p>The post <a 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