{"id":132946,"date":"2026-05-26T12:01:07","date_gmt":"2026-05-26T15:01:07","guid":{"rendered":"https:\/\/noticiasbahia360.com.br\/?p=132946"},"modified":"2026-05-26T12:01:07","modified_gmt":"2026-05-26T15:01:07","slug":"mais-de-46-mil-mulheres-foram-vitimas-de-homicidio-no-brasil-entre-2014-e-2024","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/noticiasbahia360.com.br\/?p=132946","title":{"rendered":"Mais de 46 mil mulheres foram v\u00edtimas de homic\u00eddio no Brasil entre 2014 e 2024"},"content":{"rendered":"<div>\n<div>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/noticiasbahia360.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Feminicidio-Pare-de-nos-matar-agencia-brasil-Marcelo-CamargoAgencia-Brasil.webp\" alt=\"Sa\u00fade mental, racismo e feminic\u00eddio: o 8 de Mar\u00e7o como den\u00fancia da viol\u00eancia estrutural contra as mulheres\"><figcaption>Foto: Marcelo Camargo\/Ag\u00eancia Brasil <\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>Ag\u00eancia Brasil \u2013 O n\u00famero de homic\u00eddios de mulheres diminuiu 27,7% no Brasil, de 2014 a 2024. Mesmo assim, o registro desse tipo de crime no per\u00edodo foi bastante elevado, ao somar 46.336 casos. Os n\u00edveis mais altos de viol\u00eancia letal contra mulheres se concentraram, sobretudo, nas regi\u00f5es Norte e Nordeste.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1690855&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1690855&amp;o=node\"><\/p>\n<p>A constata\u00e7\u00e3o faz parte do\u00a0Atlas da Viol\u00eancia 2026, divulgado nesta ter\u00e7a-feira (26) pelo\u00a0Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea)\u00a0e o\u00a0F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica (FBSP).<\/p>\n<p>O estudo destaca que a queda na quantidade desses assassinatos decorre da redu\u00e7\u00e3o observada no n\u00famero de homic\u00eddios cometidos fora do ambiente dom\u00e9stico, cuja taxa, que era de 3,47 por 100 mil em 2014, caiu para 2,17 em 2024.<\/p>\n<p>Nos 11 anos analisados, as maiores redu\u00e7\u00f5es na taxa de homic\u00eddios por 100 mil mulheres foram registradas em Sergipe (-67,2%) e Goi\u00e1s (-62,5%). J\u00e1 Roraima e Amazonas apresentaram as maiores taxas: 21,2% e 13,6%, respectivamente.<\/p>\n<p>Em contrapartida, o \u00edndice de mulheres assassinadas no ambiente dom\u00e9stico manteve-se relativamente est\u00e1vel, variando de 1,25 para 1,18 por grupo de 100 mil. Segundo o Ipea e o FBSP, esse \u00e9 um forte indicativo de que n\u00e3o houve redu\u00e7\u00e3o na quantidade de\u00a0feminic\u00eddios.<\/p>\n<p>Em 2024, 3.642 mulheres foram v\u00edtimas desse tipo de crime no pa\u00eds. Com base nos registros policiais, o n\u00famero de feminic\u00eddios alcan\u00e7ou 40,3% do total de homic\u00eddios de mulheres no acumulado de 2014 a 2024.<\/p>\n<p>O coordenador do Atlas da Viol\u00eancia, Daniel Cerqueira, t\u00e9cnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea, observou que a lei contra o feminic\u00eddio come\u00e7ou a vigorar em 2015, e os primeiros anos foram de processo de aprendizado das autoridades policiais.<\/p>\n<p><strong>At\u00e9 ent\u00e3o, os feminic\u00eddios eram qualificados como homic\u00eddios.<\/strong><\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cUma coisa que n\u00e3o muda \u00e9 essa estabilidade inaceit\u00e1vel da viol\u00eancia feminicida no Brasil.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-violencia-nao-letal\">Viol\u00eancia n\u00e3o letal<\/h2>\n<p>Por outro lado, 293.842 mulheres foram v\u00edtimas de viol\u00eancia n\u00e3o letal no Brasil, com a maior parte dos eventos ocorrendo no ambiente dom\u00e9stico (187.958), o que representa 64% do total.<\/p>\n<p>A viol\u00eancia n\u00e3o letal tem alta incid\u00eancia de agress\u00f5es na resid\u00eancia da v\u00edtima (79,9%), al\u00e9m de reincid\u00eancia significativa: 66,2% das mulheres atendidas pela rede de sa\u00fade relataram ter sofrido v\u00e1rios epis\u00f3dios de viol\u00eancia no mesmo ano.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-diferenca-de-idade\">Diferen\u00e7a de idade<\/h2>\n<p>A viol\u00eancia contra as mulheres \u00e9 diferente de acordo com a faixa de idade. Entre 0 e 9 anos (51,9%) e a partir dos 70 anos, a forma predominante de viol\u00eancia \u00e9 a neglig\u00eancia. Para as meninas de 10 a 14 anos, 45,5% de todas as viol\u00eancias reportadas foram casos de viol\u00eancia sexual.<\/p>\n<p>A partir dos 15 anos e at\u00e9 os 69 anos, a viol\u00eancia f\u00edsica \u00e9 a maior manifesta\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia contra as mulheres, associada com frequ\u00eancia a rela\u00e7\u00f5es \u00edntimas e acompanhada por diferentes tipos de agress\u00f5es que costumam acontecer de maneira simult\u00e2nea.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-mulheres-negras\">Mulheres negras<\/h2>\n<p>O levantamento confirma que as mulheres negras s\u00e3o as maiores v\u00edtimas de viol\u00eancia letal, com taxa 66,7% superior \u00e0 taxa verificada de 2,4 por 100 mil mulheres entre mulheres n\u00e3o negras, em 2024, o que reafirma o racismo estruturante existente no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Quatorze estados brasileiros registraram taxas de homic\u00eddio de mulheres negras acima da taxa do pa\u00eds, em 2024.<\/p>\n<p><strong>Estados com maiores taxas:<\/strong><\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Cear\u00e1 (7,2);<\/li>\n<li>Pernambuco (6,7);<\/li>\n<li>Esp\u00edrito Santo (6,5);<\/li>\n<li>Roraima (6,3);<\/li>\n<li>Alagoas (5,9);<\/li>\n<li>Mato Grosso (5,4).<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>No sentido inverso, 13 estados mostraram \u00edndices inferiores \u00e0 taxa nacional:<\/strong><\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>S\u00e3o Paulo (1,4);<\/li>\n<li>Sergipe (2,4);<\/li>\n<li>Distrito Federal (2,5);<\/li>\n<li>Santa Catarina (2,7);<\/li>\n<li>Minas Gerais (2,8).<\/li>\n<\/ul>\n<p>Em 2024, 2.457 mulheres negras foram v\u00edtimas de homic\u00eddio, o que representa 67,5% do total de crimes contra mulheres naquele ano. Significa taxa de quatro mulheres negras mortas por 100 mil mulheres. Esse resultado corresponde \u00e0 queda de 9,1% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, constituindo o menor \u00edndice registrado nos \u00faltimos 11 anos.<\/p>\n<p>Mesmo diante desse cen\u00e1rio, entre 2014 e 2024, a taxa de homic\u00eddios de mulheres negras por 100 mil mulheres caiu de 5,6 para 4, mostrando redu\u00e7\u00e3o de 28,6%. As quedas mais acentuadas no per\u00edodo ocorreram em Sergipe (70,0%), Goi\u00e1s (64,2%) e Distrito Federal (55,4%).<\/p>\n<p>Os estados com aumentos mais significativos foram Cear\u00e1 (56,5%), Piau\u00ed (12,5%) e Roraima (8,6%). Apenas o Maranh\u00e3o apresentou estabilidade na taxa ao longo desses 11 anos.<\/p>\n<p><em>Siga o Acorda Cidade no<\/em><a href=\"https:\/\/news.google.com\/search?q=acorda%20cidade&amp;hl=pt-BR&amp;gl=BR&amp;ceid=BR%3Apt-419\"><strong><em>\u00a0Google Not\u00edcias<\/em><\/strong><\/a><em>\u00a0e receba os principais destaques do dia. 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