{"id":143351,"date":"2026-07-29T17:04:24","date_gmt":"2026-07-29T20:04:24","guid":{"rendered":"https:\/\/noticiasbahia360.com.br\/?p=143351"},"modified":"2026-07-29T17:04:24","modified_gmt":"2026-07-29T20:04:24","slug":"medicos-anunciam-dois-novos-casos-de-possivel-cura-do-hiv-total-sobe-para-13","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/noticiasbahia360.com.br\/?p=143351","title":{"rendered":"M\u00e9dicos anunciam dois novos casos de poss\u00edvel cura do HIV; total sobe para 13"},"content":{"rendered":"<div>\n<div>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/noticiasbahia360.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/hiv-reproducao-sesab-1.jpg\" alt=\"Sesab desmente boato de surto de HIV entre jovens na Bahia\"><figcaption>Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o Sesab<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">M\u00e9dicos anunciaram nesta segunda-feira (27)<strong>\u00a0dois novos casos de poss\u00edvel cura do HIV<\/strong>. Os pacientes interromperam o uso de\u00a0<strong>antirretrovirais\u00a0<\/strong>e, desde ent\u00e3o, o v\u00edrus n\u00e3o voltou a ser detectado nos exames.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um deles, conhecido como paciente de\u00a0<strong>Kansas City<\/strong>, cidade mais populosa do estado do Missouri (EUA), est\u00e1 h\u00e1\u00a0<strong>14 meses sem os medicamentos<\/strong>.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O outro, que tamb\u00e9m tinha hist\u00f3rico de hepatite B, completou\u00a0<strong>12 meses sem tratamento<\/strong>\u00a0contra o HIV e sem carga viral detect\u00e1vel.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Entenda:<\/strong>\u00a0Uma carga viral detect\u00e1vel ocorre quando um exame encontra HIV no sangue em quantidade suficiente para ser medida. J\u00e1 a carga viral indetect\u00e1vel significa que o v\u00edrus est\u00e1 em um n\u00edvel t\u00e3o baixo que o teste n\u00e3o consegue medi-lo. Quando esse resultado \u00e9 mantido durante o tratamento, n\u00e3o h\u00e1 transmiss\u00e3o por rela\u00e7\u00f5es sexuais.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com os dois an\u00fancios, obtidos em primeira m\u00e3o pelo\u00a0<strong>g1<\/strong>, sobe ent\u00e3o de\u00a0<strong>11 para 13 o n\u00famero<\/strong>\u00a0de casos de cura ou remiss\u00e3o do HIV contabilizados pela\u00a0<strong>Sociedade Internacional de Aids (IAS)<\/strong>.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os novos casos ser\u00e3o apresentados na\u00a0<strong>26\u00aa Confer\u00eancia Internacional sobre AIDS<\/strong>, evento da entidade que acontece nesta semana no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O paciente de Kansas City \u00e9 um homem de\u00a0<strong>21 anos<\/strong>\u00a0que recebeu o diagn\u00f3stico de HIV e de uma forma agressiva de leucemia em 2018. Antes de come\u00e7ar o tratamento, ele tinha mais de\u00a0<strong>2 milh\u00f5es de c\u00f3pias<\/strong>\u00a0do v\u00edrus por mililitro de sangue e uma quantidade muito baixa de c\u00e9lulas de defesa.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em outubro de 2020, ele recebeu c\u00e9lulas-tronco de uma doadora sem parentesco, mas totalmente compat\u00edvel. A doadora tinha duas c\u00f3pias de uma muta\u00e7\u00e3o rara chamada\u00a0<strong>CCR5-delta32<\/strong>, que impede que as formas mais comuns do HIV usem uma das principais portas de entrada das c\u00e9lulas.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ap\u00f3s o transplante, o paciente teve complica\u00e7\u00f5es e precisou receber um refor\u00e7o de c\u00e9lulas-tronco. Os antirretrovirais foram suspensos em fevereiro de 2025 e,<strong>\u00a014 meses depois<\/strong>, os exames continuavam sem encontrar o v\u00edrus no sangue nem c\u00e9lulas com HIV capazes de reiniciar a infec\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O segundo paciente recebeu c\u00e9lulas-tronco de um doador que tamb\u00e9m tinha duas c\u00f3pias da muta\u00e7\u00e3o CCR5-delta32. O caso era considerado mais complexo porque a pessoa tinha diferentes formas do HIV, capazes de usar mais de uma porta para entrar nas c\u00e9lulas.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os medicamentos foram suspensos pouco mais de quatro anos ap\u00f3s o transplante. Depois de\u00a0<strong>12 meses<\/strong>, o HIV continuava\u00a0<strong>indetect\u00e1vel<\/strong>, e os pesquisadores n\u00e3o encontraram v\u00edrus capaz de se multiplicar nem material gen\u00e9tico completo do HIV em amostras do intestino.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A interrup\u00e7\u00e3o dos rem\u00e9dios, por\u00e9m, fez a hepatite B voltar a se multiplicar em apenas 25 dias, j\u00e1 que parte dos antirretrovirais tamb\u00e9m controlava esse v\u00edrus.<\/p>\n<h2 id=\"h-da-para-dizer-que-uma-pessoa-foi-curada-do-hiv\" class=\"wp-block-heading\">D\u00e1 para dizer que uma pessoa foi curada do HIV?<\/h2>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os dois novos casos ainda s\u00e3o tratados como\u00a0<strong>poss\u00edveis curas<\/strong>\u00a0porque o tempo sem medicamentos \u00e9 relativamente curto. Os pesquisadores precisam acompanhar os pacientes por mais tempo para verificar se o HIV realmente n\u00e3o voltar\u00e1.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O termo mais adequado, segundo Ricardo Diaz, infectologista da Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp), \u00e9 \u201c<strong>remiss\u00e3o sustentada do HIV sem antirretrovirais<\/strong>\u201d.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cIsso quer dizer que voc\u00ea tira o tratamento e o v\u00edrus n\u00e3o volta. Em algumas pessoas, a gente tem evid\u00eancias muito fortes de que realmente o v\u00edrus n\u00e3o existe mais\u201d, explica.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o h\u00e1, por\u00e9m, um \u00fanico exame capaz de verificar todas as partes do corpo e garantir que nenhuma c\u00e9lula infectada permaneceu escondida.\u00a0Por isso, mesmo nos casos mais antigos, os pacientes continuam sendo acompanhados.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Diaz afirma que \u00e9 preciso esperar pelo menos dois anos sem medicamentos para que as evid\u00eancias de remiss\u00e3o fiquem mais fortes. A interrup\u00e7\u00e3o dos antirretrovirais n\u00e3o deve ser tentada fora de estudos, porque, na maioria das pessoas, o HIV volta a se multiplicar rapidamente.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como foram os outros casos de \u201ccura\u201d?<\/h2>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Antes dos dois novos an\u00fancios, a IAS contabilizava<strong>\u00a011 casos<\/strong>\u00a0ap\u00f3s transplantes de c\u00e9lulas-tronco.\u00a0<\/p>\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Paciente de Berlim, 2009:<\/strong>\u00a0esse foi o primeiro caso reconhecido de cura do HIV. Timothy Ray Brown tinha 40 anos quando fez o transplante para tratar uma leucemia e permaneceu sem os rem\u00e9dios e sem o retorno do v\u00edrus.<\/li>\n<li><strong>Paciente de Londres, 2019:<\/strong>\u00a0dez anos depois, Adam Castillejo, de 37 anos, tornou-se o segundo caso confirmado. Ele passou por um transplante para tratar um linfoma e continuou sem o HIV ap\u00f3s suspender o tratamento.<\/li>\n<li><strong>Paciente de D\u00fcsseldorf, 2023:\u00a0<\/strong>Marc Franke, de 53 anos, fez um transplante por causa de uma leucemia. Anos depois, interrompeu os antirretrovirais e o v\u00edrus n\u00e3o voltou a ser detectado.<\/li>\n<li><strong>Paciente de Nova York, 2023:<\/strong>\u00a0uma mulher com leucemia foi a primeira a alcan\u00e7ar remiss\u00e3o do HIV ap\u00f3s um transplante que usou sangue de cord\u00e3o umbilical e c\u00e9lulas de um doador adulto.<\/li>\n<li><strong>Paciente City of Hope, 2023:\u00a0<\/strong>Paul Edmonds tinha 63 anos e vivia com HIV havia mais de tr\u00eas d\u00e9cadas quando fez o transplante. O caso mostrou que a remiss\u00e3o tamb\u00e9m pode ocorrer em pacientes mais velhos.<\/li>\n<li><strong>Paciente de Genebra, 2024:\u00a0<\/strong>um homem de 53 anos que entrou em remiss\u00e3o mesmo ap\u00f3s receber c\u00e9lulas de um doador sem a muta\u00e7\u00e3o que costuma dificultar a infec\u00e7\u00e3o pelo HIV.<\/li>\n<li><strong>Segundo paciente de Berlim, 2024:<\/strong>\u00a0nesse caso, o paciente e o doador tinham apenas uma c\u00f3pia da muta\u00e7\u00e3o de prote\u00e7\u00e3o. Ainda assim, o HIV n\u00e3o voltou ap\u00f3s a suspens\u00e3o dos medicamentos.<\/li>\n<li><strong>Paciente de Marselha, 2024:<\/strong>\u00a0uma mulher na faixa dos 50 anos alcan\u00e7ou remiss\u00e3o depois de um transplante feito para tratar uma leucemia.<\/li>\n<li><strong>Paciente de Oslo, 2025:\u00a0<\/strong>um homem de 58 anos recebeu c\u00e9lulas do pr\u00f3prio irm\u00e3o para tratar uma doen\u00e7a grave do sangue. Depois, suspendeu os antirretrovirais e continuou sem carga viral detect\u00e1vel.<\/li>\n<li><strong>Paciente de Chicago, 2025:\u00a0<\/strong>nesse registro, um homem de 67 anos voltou a apresentar carga viral detect\u00e1vel ap\u00f3s interromper o tratamento pela primeira vez. Os rem\u00e9dios foram retomados e, depois de uma nova suspens\u00e3o, o v\u00edrus n\u00e3o voltou a se multiplicar.<\/li>\n<li><strong>Paciente de Toronto, 2026:\u00a0<\/strong>um homem de 62 anos fez um transplante para tratar uma leucemia. Quando o caso foi apresentado em congresso, ele estava havia dez meses sem antirretrovirais e sem carga viral detect\u00e1vel.<\/li>\n<\/ol>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Todos esses receberam os transplantes para tratar\u00a0<strong>leucemias<\/strong>,\u00a0<strong>linfomas\u00a0<\/strong>ou outras\u00a0<strong>doen\u00e7as graves do sangue<\/strong>. Os procedimentos n\u00e3o foram feitos como tratamento contra o HIV, mas acabaram substituindo grande parte das c\u00e9lulas de defesa dos pacientes por c\u00e9lulas do doador.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na maioria dos casos, os doadores tinham duas c\u00f3pias da muta\u00e7\u00e3o CCR5-delta32, uma caracter\u00edstica que torna as novas c\u00e9lulas resistentes \u00e0s formas mais comuns do HIV e reduz a possibilidade de o v\u00edrus voltar a se espalhar.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A muta\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, n\u00e3o explica tudo. O paciente de Genebra alcan\u00e7ou a remiss\u00e3o mesmo recebendo c\u00e9lulas sem essa prote\u00e7\u00e3o. J\u00e1 no segundo caso de Berlim, o doador tinha apenas uma c\u00f3pia da altera\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo Sharon Lewin, infectologista e ex-presidente da IAS, provavelmente h\u00e1\u00a0<strong>v\u00e1rios mecanismos atuando ao mesmo tempo<\/strong>\u00a0nesses casos.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O tratamento aplicado antes do transplante elimina parte das c\u00e9lulas infectadas, as novas c\u00e9lulas podem atacar as que restaram e, quando carregam a muta\u00e7\u00e3o, ficam mais resistentes ao HIV.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cQuando as c\u00e9lulas do doador n\u00e3o t\u00eam o CCR5, isso funciona como um impulso adicional para aumentar a possibilidade de cura\u201d, afirmou Lewin.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que s\u00e3o os \u201ccontroladores de elite\u201d do HIV e qual a diferen\u00e7a entre os casos de cura?<\/h2>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os controladores de elite s\u00e3o pessoas que conseguem manter o HIV em\u00a0<strong>n\u00edveis muito baixos<\/strong>\u00a0sem tomar antirretrovirais. Nelas, o pr\u00f3prio sistema de defesa controla a multiplica\u00e7\u00e3o do v\u00edrus e evita a perda das c\u00e9lulas respons\u00e1veis pela imunidade.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Isso n\u00e3o significa necessariamente que o HIV foi eliminado. O v\u00edrus pode continuar escondido em algumas c\u00e9lulas, mas\u00a0<strong>n\u00e3o consegue se multiplicar<\/strong>\u00a0em quantidade suficiente para aparecer nos exames comuns ou prejudicar a sa\u00fade.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Nos casos de remiss\u00e3o ap\u00f3s transplantes, o processo \u00e9 diferente.<\/strong>\u00a0Os pacientes passaram por um tratamento intenso que destruiu parte das c\u00e9lulas antigas e reconstruiu o sistema de defesa com c\u00e9lulas de outra pessoa.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As evid\u00eancias indicam que isso reduziu drasticamente os esconderijos do HIV no organismo.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Por que o HIV \u00e9 t\u00e3o dif\u00edcil de curar?<\/h2>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O HIV consegue inserir seu\u00a0<strong>material gen\u00e9tico\u00a0<\/strong>dentro das c\u00e9lulas de defesa. Algumas dessas c\u00e9lulas ficam adormecidas e podem permanecer assim durante anos, sem produzir novas part\u00edculas do v\u00edrus.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os\u00a0<strong>antirretrovirais\u00a0<\/strong>impedem que o HIV se multiplique, mas n\u00e3o conseguem retirar o material viral que j\u00e1 est\u00e1 escondido dentro dessas c\u00e9lulas. Esse conjunto de c\u00e9lulas infectadas \u00e9 chamado de reservat\u00f3rio viral.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando o tratamento \u00e9 interrompido, uma dessas c\u00e9lulas pode voltar a produzir o v\u00edrus e reiniciar a infec\u00e7\u00e3o. Em geral, isso ocorre em poucas semanas.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A dificuldade aumenta porque o\u00a0<strong>HIV\u00a0<\/strong>n\u00e3o fica apenas no sangue. Ele tamb\u00e9m pode permanecer escondido nos\u00a0<strong>g\u00e2nglios<\/strong>, no\u00a0<strong>intestino<\/strong>, no\u00a0<strong>sistema nervoso\u00a0<\/strong>e em outros tecidos, que s\u00e3o mais dif\u00edceis de examinar.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quando teremos uma cura acess\u00edvel para grande parte da popula\u00e7\u00e3o?<\/h2>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os transplantes provam que \u00e9 poss\u00edvel alcan\u00e7ar a\u00a0<strong>remiss\u00e3o<\/strong>, mas n\u00e3o podem ser oferecidos como tratamento comum contra o HIV.\u00a0Eles podem causar infec\u00e7\u00f5es graves, rejei\u00e7\u00e3o das c\u00e9lulas, danos a \u00f3rg\u00e3os e at\u00e9 a morte.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por isso, o procedimento s\u00f3 \u00e9 indicado para pessoas que precisam dele para combater doen\u00e7as graves do sangue. Para quem vive com HIV e responde bem aos antirretrovirais, os\u00a0<strong>riscos seriam muito maiores\u00a0<\/strong>do que qualquer poss\u00edvel benef\u00edcio.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os cientistas tentam agora reproduzir os efeitos positivos dos transplantes de forma mais segura. Entre as estrat\u00e9gias estudadas est\u00e3o anticorpos, medicamentos que refor\u00e7am o sistema de defesa e terapias gen\u00e9ticas capazes de tornar as c\u00e9lulas resistentes ao HIV.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Lewin acredita que uma cura sem transplante ser\u00e1 poss\u00edvel.<\/strong>\u00a0Estudos com anticorpos e medicamentos que estimulam a imunidade j\u00e1 permitiram que alguns participantes mantivessem o v\u00edrus controlado ap\u00f3s suspender os antirretrovirais.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cPrecisamos fazer com que mais pessoas respondam e que esse controle seja melhor e mais duradouro\u201d, afirma.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As terapias gen\u00e9ticas tamb\u00e9m apresentam resultados promissores, mas ainda principalmente em animais.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o existe uma previs\u00e3o segura de quando uma cura simples, de baixo risco e dispon\u00edvel em larga escala chegar\u00e1 \u00e0 popula\u00e7\u00e3o. At\u00e9 l\u00e1, os antirretrovirais continuam sendo a forma comprovada de manter o HIV indetect\u00e1vel e impedir a transmiss\u00e3o sexual.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Fonte: g1<\/em><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Siga o Acorda Cidade no\u00a0<\/em><a href=\"https:\/\/news.google.com\/search?q=acorda%20cidade&amp;hl=pt-BR&amp;gl=BR&amp;ceid=BR%3Apt-419\"><strong><em>Google Not\u00edcias<\/em><\/strong><\/a><em>\u00a0e receba os principais destaques do dia. 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