{"id":146987,"date":"2026-08-24T13:00:52","date_gmt":"2026-08-24T16:00:52","guid":{"rendered":"https:\/\/noticiasbahia360.com.br\/?p=146987"},"modified":"2026-08-24T13:00:52","modified_gmt":"2026-08-24T16:00:52","slug":"dia-da-infancia-ser-crianca-era-melhor-antigamente-especialistas-opinam","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/noticiasbahia360.com.br\/?p=146987","title":{"rendered":"Dia da Inf\u00e2ncia: ser crian\u00e7a era melhor antigamente? Especialistas opinam"},"content":{"rendered":"<div>\n<div>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/noticiasbahia360.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/criancas.jpg\" alt=\"crian\u00e7as\"><figcaption>Foto: Magnific<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A imagem de crian\u00e7as brincando na rua at\u00e9 o anoitecer, inventando jogos com os amigos da vizinhan\u00e7a e passando horas longe das telas faz parte da mem\u00f3ria das gera\u00e7\u00f5es que viveram a inf\u00e2ncia at\u00e9 por volta da d\u00e9cada de 2000. O que faz muita gente se perguntar: ser crian\u00e7a era melhor antigamente?<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para especialistas em educa\u00e7\u00e3o e desenvolvimento infantil, a resposta n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o simples. Mais do que comparar \u00e9pocas, o foco deve ser garantir uma inf\u00e2ncia equilibrada, com espa\u00e7o para brincar, aprender, conviver e se desenvolver de forma saud\u00e1vel.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se por um lado as crian\u00e7as de hoje convivem com desafios que n\u00e3o existiam h\u00e1 alguns anos, como o uso precoce da tecnologia, agendas repletas de compromissos e maior exposi\u00e7\u00e3o \u00e0s redes sociais; por outro lado crescem com mais acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o, novas formas de aprendizagem e discuss\u00f5es sobre temas importantes que eram menos frequentes no passado, como sa\u00fade emocional, inclus\u00e3o e conviv\u00eancia.<\/p>\n<h2 id=\"h-a-infancia-esta-mudando\" class=\"wp-block-heading\">A inf\u00e2ncia est\u00e1 mudando?<\/h2>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo Renata Alonso, coordenadora pedag\u00f3gica da Escola Bil\u00edngue Aubrick, de S\u00e3o Paulo (SP), \u00e9 natural que os adultos olhem para a pr\u00f3pria inf\u00e2ncia com carinho e tenham a sensa\u00e7\u00e3o de que ela foi melhor do que na atualidade. Afinal, toda gera\u00e7\u00e3o costuma comparar o presente com as lembran\u00e7as da \u00e9poca em que cresceu; e \u00e9 bem prov\u00e1vel que as crian\u00e7as de hoje, quando forem adultas, tamb\u00e9m sintam saudade de aspectos do per\u00edodo que est\u00e3o vivendo agora.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201c\u00c9 verdade que muitas crian\u00e7as t\u00eam hoje menos oportunidades de brincar na rua, explorar espa\u00e7os ao ar livre e conviver espontaneamente com outras crian\u00e7as, experi\u00eancias que s\u00e3o muito importantes para desenvolver criatividade, autonomia e aprender a lidar com desafios do dia a dia. Por outro lado, elas tamb\u00e9m crescem com mais acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o, novas formas de aprender, tecnologias que podem enriquecer o ensino e maior contato com diferentes culturas e realidades\u201d, diz Renata.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para a docente da Aubrick, a pergunta n\u00e3o deve ser se uma gera\u00e7\u00e3o teve uma inf\u00e2ncia melhor do que a outra. \u201cCada \u00e9poca traz oportunidades e desafios diferentes. O mais importante \u00e9 garantir que as crian\u00e7as tenham tempo para brincar, conviver, descobrir o mundo, criar v\u00ednculos e experimentar diferentes viv\u00eancias.\u201d<\/p>\n<h2 id=\"h-uma-rotina-ampliada-pode-ser-saudavel\" class=\"wp-block-heading\">Uma rotina ampliada pode ser saud\u00e1vel?<\/h2>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Muitas crian\u00e7as permanecem na escola durante todo o dia e participam de atividades como idiomas, esportes, m\u00fasica e propostas culturais. Essas experi\u00eancias podem contribuir de forma significativa para o desenvolvimento, desde que sejam adequadas \u00e0 faixa et\u00e1ria e organizadas com equil\u00edbrio e intencionalidade.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Beatriz Martins, coordenadora pedag\u00f3gica do Brazilian International School (BIS), a quest\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 apenas no tempo que a crian\u00e7a passa na escola ou na quantidade de atividades, mas na qualidade das experi\u00eancias oferecidas.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cUma rotina ampliada pode ser muito positiva quando alterna momentos de aprendizagem, brincadeira livre, movimento, descanso, intera\u00e7\u00e3o e escolhas. A crian\u00e7a precisa participar de experi\u00eancias significativas, mas tamb\u00e9m precisa ter tempo para brincar, imaginar e construir suas pr\u00f3prias descobertas\u201d, afirma.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A especialista do BIS explica que n\u00e3o existe uma organiza\u00e7\u00e3o \u00fanica que funcione para todas as crian\u00e7as. \u201c\u00c9 importante observar como cada crian\u00e7a vivencia sua rotina, se demonstra interesse, bem-estar e disponibilidade para participar. Atividades extracurriculares enriquecem a forma\u00e7\u00e3o quando respeitam o ritmo da inf\u00e2ncia e convivem de forma equilibrada com o brincar, o descanso e a conviv\u00eancia familiar.\u201d<\/p>\n<h2 id=\"h-telas-estao-no-centro-do-debate-sobre-a-infancia\" class=\"wp-block-heading\">Telas est\u00e3o no centro do debate sobre a inf\u00e2ncia<\/h2>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Poucos temas t\u00eam mobilizado tanto especialistas em educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e desenvolvimento infantil quanto o uso de telas por crian\u00e7as e adolescentes. Nos \u00faltimos anos, escolas, governos e fam\u00edlias passaram a discutir medidas para reduzir o tempo de exposi\u00e7\u00e3o a celulares e outros dispositivos, especialmente diante do aumento de casos de ansiedade, dificuldade de concentra\u00e7\u00e3o, dist\u00farbios do sono e preju\u00edzos \u00e0s intera\u00e7\u00f5es sociais entre os mais jovens.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Carla Litrenta, psicopedagoga e educadora parental da Escola Internacional de Alphaville \u2013 EIA, de Barueri (SP), embora a tecnologia seja parte da realidade e ofere\u00e7a in\u00fameras oportunidades de aprendizagem, ela n\u00e3o pode ocupar o espa\u00e7o das experi\u00eancias fundamentais da inf\u00e2ncia: o desafio n\u00e3o est\u00e1 em demonizar as telas, mas em estabelecer uma rela\u00e7\u00e3o equilibrada com elas.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cCelulares, tablets e computadores s\u00e3o ferramentas importantes e fazem parte da forma como as crian\u00e7as aprendem e se comunicam. O problema surge quando o tempo de tela passa a substituir momentos essenciais para o desenvolvimento, como brincar livremente, praticar atividades f\u00edsicas, conversar presencialmente, lidar com frustra\u00e7\u00f5es, explorar a criatividade e construir rela\u00e7\u00f5es no mundo real.\u201d<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Carla explica que a inf\u00e2ncia \u00e9 o per\u00edodo em que habilidades socioemocionais s\u00e3o constru\u00eddas por meio da conviv\u00eancia. \u201cEmpatia, autocontrole, comunica\u00e7\u00e3o, capacidade de resolver conflitos e de enfrentar pequenas frustra\u00e7\u00f5es s\u00e3o compet\u00eancias que se desenvolvem principalmente nas intera\u00e7\u00f5es presenciais. Quando boa parte do tempo livre acontece diante de uma tela, essas oportunidades podem se tornar mais escassas.\u201d<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por isso, \u00e9 preciso criar uma rotina em que a tecnologia ocupa um lugar saud\u00e1vel. \u201cEstabelecer hor\u00e1rios para os dispositivos, evitar o uso durante refei\u00e7\u00f5es e antes de dormir, incentivar brincadeiras ao ar livre e garantir momentos de conviv\u00eancia em fam\u00edlia s\u00e3o algumas das estrat\u00e9gias que ajudam a equilibrar o mundo digital e as experi\u00eancias indispens\u00e1veis para uma inf\u00e2ncia saud\u00e1vel\u201d, acrescenta a docente da EIA.<\/p>\n<h2 id=\"h-o-que-uma-infancia-saudavel-deve-ter\" class=\"wp-block-heading\">O que uma inf\u00e2ncia saud\u00e1vel deve ter?<\/h2>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na opini\u00e3o de Michele Diniz, coordenadora da Educa\u00e7\u00e3o Infantil do col\u00e9gio Progresso Bil\u00edngue de Vinhedo (SP), a inf\u00e2ncia n\u00e3o deve ser encarada apenas como uma prepara\u00e7\u00e3o para a vida adulta, mas como uma etapa que tem valor em si mesma e que deixa marcas profundas na forma como cada pessoa ir\u00e1 se relacionar consigo, com os outros e com o mundo.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cAs experi\u00eancias vividas nos primeiros anos influenciam a maneira como lidamos com frustra\u00e7\u00f5es, constru\u00edmos relacionamentos, enfrentamos desafios e cuidamos da nossa sa\u00fade emocional ao longo da vida. Por isso, mais do que formar adultos bem-sucedidos, precisamos garantir que as crian\u00e7as tenham o direito de viver plenamente a inf\u00e2ncia, brincar, experimentar, errar, aprender e crescer em um ambiente onde se sintam amadas, seguras e livres para serem quem s\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A especialista aponta elementos indispens\u00e1veis para que uma crian\u00e7a se desenvolva de forma saud\u00e1vel: brincar, criar v\u00ednculos afetivos, movimentar o corpo, explorar o mundo, nutrir rela\u00e7\u00f5es de qualidade, sentir-se segura e saber que pode contar com adultos de confian\u00e7a.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cUm dos maiores presentes que pais e educadores podem oferecer \u00e0s crian\u00e7as \u00e9 a escuta genu\u00edna. Elas precisam sentir que s\u00e3o respeitadas, acolhidas e levadas a s\u00e9rio. Quando percebem que podem conversar sem medo de julgamentos, fazer perguntas, expressar emo\u00e7\u00f5es, admitir que erraram e pedir ajuda, desenvolvem confian\u00e7a para enfrentar desafios e construir uma autoestima saud\u00e1vel. Essa seguran\u00e7a emocional nasce das rela\u00e7\u00f5es que estabelecem com os adultos que fazem parte da sua vida\u201d, finaliza Michele.<\/p>\n<h2 id=\"h-as-especialistas\" class=\"wp-block-heading\">As especialistas<\/h2>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Beatriz Martins \u00e9 educadora com mais de 30 anos de atua\u00e7\u00e3o na educa\u00e7\u00e3o, dos quais 18 em fun\u00e7\u00f5es de lideran\u00e7a pedag\u00f3gica, formando equipes, projetos e \u2014 principalmente \u2014 pessoas. Possui licenciatura plena pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o pelo Instituto Singularidades. Atualmente atua como coordenadora pedag\u00f3gica no BIS.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Carla Litrenta Todaro \u00e9 pedagoga, educadora parental e p\u00f3s-graduada em \u201cPsicologia Positiva: Ci\u00eancia do Bem-Estar e da Autorrealiza\u00e7\u00e3o\u201d e em \u201cBullying, Viol\u00eancia e Discrimina\u00e7\u00e3o na Escola\u201d. Iniciou sua carreira h\u00e1 quase 30 anos como professora de alfabetiza\u00e7\u00e3o nas s\u00e9ries iniciais, trilhando seu caminho no mundo da educa\u00e7\u00e3o. Estudiosa das rela\u00e7\u00f5es e do desenvolvimento humano, atualmente \u00e9 coordenadora de relacionamentos da Escola Internacional de Alphaville.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Michele Diniz \u00e9 pedagoga, p\u00f3s-graduada em Psican\u00e1lise, com mais de 25 anos de atua\u00e7\u00e3o na \u00e1rea da Educa\u00e7\u00e3o. Sua trajet\u00f3ria \u00e9 marcada pela dedica\u00e7\u00e3o ao processo de alfabetiza\u00e7\u00e3o e ao acompanhamento do desenvolvimento infantil, com ampla experi\u00eancia na Educa\u00e7\u00e3o Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Integra a equipe do Col\u00e9gio Progresso Bil\u00edngue Vinhedo como a coordenadora pedag\u00f3gica e Designated Safeguarding Lead (DSL), promovendo a\u00e7\u00f5es voltadas \u00e0 prote\u00e7\u00e3o, ao bem-estar e \u00e0 seguran\u00e7a de crian\u00e7as e adolescentes.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Renata Alonso \u00e9 formada em Pedagogia e p\u00f3s-graduada em Psicomotricidade, com mais de 15 anos de experi\u00eancia em educa\u00e7\u00e3o bil\u00edngue. Sua grande paix\u00e3o s\u00e3o as crian\u00e7as bem pequenas, e seus estudos s\u00e3o voltados \u00e0 primeira inf\u00e2ncia, crian\u00e7as de 0 a 3 anos. Com um olhar atento ao desenvolvimento integral dos pequenos, Renata acredita que essa fase da vida \u00e9 crucial para a forma\u00e7\u00e3o de indiv\u00edduos seguros, criativos e capazes de se expressar com confian\u00e7a. Seu trabalho visa proporcionar um ambiente acolhedor e estimulante para o aprendizado, sempre com foco no cuidado e no afeto.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Siga o Acorda Cidade no\u00a0<\/em><a href=\"https:\/\/news.google.com\/search?q=acorda%20cidade&amp;hl=pt-BR&amp;gl=BR&amp;ceid=BR%3Apt-419\"><strong><em>Google Not\u00edcias<\/em><\/strong><\/a><em>\u00a0e receba os principais destaques do dia. 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