{"id":19094,"date":"2024-03-30T12:17:20","date_gmt":"2024-03-30T15:17:20","guid":{"rendered":"https:\/\/noticiasbahia360.com.br\/?p=19094"},"modified":"2024-03-30T12:17:20","modified_gmt":"2024-03-30T15:17:20","slug":"salvador-475-anos-entre-belas-praias-e-a-linha-do-trem-suburbio-abriga-tesouros-das-culturas-indigena-e-negra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/noticiasbahia360.com.br\/?p=19094","title":{"rendered":"Salvador 475 anos: Entre belas praias e a linha do trem, Sub\u00farbio abriga tesouros das culturas ind\u00edgena e negra"},"content":{"rendered":"<div>\n<div><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/noticiasbahia360.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Salvador-475-anos-Entre-belas-praias-e-a-linha-do-trem-Suburbio-abriga-tesouros-das-culturas-indigena-e-negra-Foto-Igor-Santos-Secom-PMS-300x220-1.jpg\"><\/div>\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img fetchpriority=\"high\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"469\" src=\"http:\/\/noticiasbahia360.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Salvador-475-anos-Entre-belas-praias-e-a-linha-do-trem-Suburbio-abriga-tesouros-das-culturas-indigena-e-negra-Foto-Igor-Santos-Secom-PMS.jpg\" alt=\"Salvador 475 anos\" class=\"wp-image-378964\" srcset=\"http:\/\/noticiasbahia360.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Salvador-475-anos-Entre-belas-praias-e-a-linha-do-trem-Suburbio-abriga-tesouros-das-culturas-indigena-e-negra-Foto-Igor-Santos-Secom-PMS-300x220-1.jpg 300w, http:\/\/noticiasbahia360.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Salvador-475-anos-Entre-belas-praias-e-a-linha-do-trem-Suburbio-abriga-tesouros-das-culturas-indigena-e-negra-Foto-Igor-Santos-Secom-PMS.jpg 640w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\"><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Igor Santos \/ Secom PMS<\/figcaption><\/figure>\n<p>A Casa das Hist\u00f3rias de Salvador, inaugurada em 2024 como um presente pelos 475 anos da capital baiana, possui uma exposi\u00e7\u00e3o dedicada ao Acervo da Laje, que h\u00e1 14 anos re\u00fane obras de artistas do Sub\u00farbio Ferrovi\u00e1rio. Uma amostra rica e diversa da cole\u00e7\u00e3o, que tem sede no bairro de S\u00e3o Jo\u00e3o do Cabrito: pinturas, fotografias, esculturas e objetos hist\u00f3ricos.<\/p>\n<p>Riqueza que reflete a pr\u00f3pria diversidade do Sub\u00farbio, imposs\u00edvel de resumir numa hist\u00f3ria s\u00f3. Nesta regi\u00e3o da cidade, h\u00e1 bairros planejados e outros de ocupa\u00e7\u00e3o desordenada; h\u00e1 casas ostentosas, heran\u00e7a da \u00e9poca de veraneio, mas tamb\u00e9m resid\u00eancias sem reboco; tem um dos maiores parques urbanos do pa\u00eds, mas tamb\u00e9m tem ind\u00fastrias, linhas de trem e portos. Tudo espalhado ao longo de um litoral privilegiado, com belas praias e mar calmo, que \u00e9 abrigado pela Ba\u00eda de Todos-os-Santos.<\/p>\n<p>A ocupa\u00e7\u00e3o daquela regi\u00e3o \u00e9, inclusive, anterior \u00e0 funda\u00e7\u00e3o de Salvador, a primeira capital do Brasil, em 1549: h\u00e1 documentos que citam a cria\u00e7\u00e3o do Engenho de Afonso Torres em 1544 onde hoje fica Paripe. Trata-se da primeira produ\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facar documentada no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Por 400 anos, o Sub\u00farbio seguiu esse rumo: seu bioma de Mata Atl\u00e2ntica foi terreno ideal para a cria\u00e7\u00e3o de enormes fazendas de cana-de-a\u00e7\u00facar, cultura que esteve no centro da economia colonial. Isso explica, tamb\u00e9m, a forte presen\u00e7a, at\u00e9 hoje, da cultura negra e das religi\u00f5es de matriz africana na regi\u00e3o, especialmente no Parque S\u00e3o Bartolomeu: afinal, a maior popula\u00e7\u00e3o dos engenhos n\u00e3o eram os senhores brancos, mas sim os homens e mulheres escravizados.<\/p>\n<p>Foi s\u00f3 a partir dos anos 1970 que a paisagem do Sub\u00farbio se transformou na que temos hoje: uma regi\u00e3o ocupada por casas e mais casas, constru\u00eddas por pessoas que vieram do interior em busca de trabalho e de melhores condi\u00e7\u00f5es de vida e que encontraram ali um morro, um vale ou uma encosta vazios. Surgiu, assim, uma das zonas de maior densidade populacional da cidade, onde moram pelo menos 10% dos soteropolitanos.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"176\" src=\"http:\/\/noticiasbahia360.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Salvador-475-anos-Entre-belas-praias-e-a-linha-do-trem-Suburbio-abriga-tesouros-das-culturas-indigena-e-negra-Foto-Igor-Santos-Secom-PMS.jpg1_.jpg\" alt=\"Salvador 475 anos\" class=\"wp-image-378963\" style=\"width:840px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/imagens.acordacidade.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/30121326\/Salvador-475-anos-Entre-belas-praias-e-a-linha-do-trem-Suburbio-abriga-tesouros-das-culturas-indigena-e-negra-Foto-Igor-Santos-Secom-PMS.jpg1_-300x83.jpg 300w, http:\/\/noticiasbahia360.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Salvador-475-anos-Entre-belas-praias-e-a-linha-do-trem-Suburbio-abriga-tesouros-das-culturas-indigena-e-negra-Foto-Igor-Santos-Secom-PMS.jpg1_.jpg 640w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\"><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Igor Santos \/ Secom PMS<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Sambaqui da Pedra Oca<\/strong><\/p>\n<p>Mas essa \u00e9 a hist\u00f3ria ap\u00f3s a chegada dos colonizadores. Antes disso, o atual Sub\u00farbio foi o lar dos povos tupinamb\u00e1s, que se estabeleceram nas terras ao redor da ba\u00eda por conta da sua fartura de peixes, abund\u00e2ncia de rios e mata fechada. Um dos s\u00edtios arqueol\u00f3gicos mais importantes sobre a presen\u00e7a humana antes da col\u00f4nia foi encontrado na praia de Periperi: o Sambaqui da Pedra Oca.<\/p>\n<p>Mas, o que s\u00e3o sambaquis? S\u00e3o dep\u00f3sitos onde os povos ind\u00edgenas empilhavam materiais org\u00e2nicos, como conchas e ossadas, e objetos diversos. Com o tempo, sofrem os efeitos da areia e da chuva e acabam fossilizando. Comuns no litoral, eles tornaram-se fundamentais para o estudo dos h\u00e1bitos de vida dos povos ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>E \u00e9 em Periperi que, em 1961, come\u00e7ou a ser estudado um dos principais sambaquis do Brasil: o da Pedra Oca. Das escava\u00e7\u00f5es do antrop\u00f3logo espanhol Valent\u00edn Calder\u00f3n, foram coletados itens de pedra, de osso e de barro cozido que est\u00e3o entre os mais importantes da arqueologia brasileira.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"427\" src=\"http:\/\/noticiasbahia360.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Salvador-475-anos-Entre-belas-praias-e-a-linha-do-trem-Suburbio-abriga-tesouros-das-culturas-indigena-e-negra-Foto-Igor-Santos-Secom-PMS.jpg2_.jpg\" alt=\"Salvador 475 anos\" class=\"wp-image-378962\" style=\"width:840px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/imagens.acordacidade.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/30121324\/Salvador-475-anos-Entre-belas-praias-e-a-linha-do-trem-Suburbio-abriga-tesouros-das-culturas-indigena-e-negra-Foto-Igor-Santos-Secom-PMS.jpg2_-300x200.jpg 300w, http:\/\/noticiasbahia360.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Salvador-475-anos-Entre-belas-praias-e-a-linha-do-trem-Suburbio-abriga-tesouros-das-culturas-indigena-e-negra-Foto-Igor-Santos-Secom-PMS.jpg2_.jpg 640w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\"><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Igor Santos \/ Secom PMS<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Quilombo do Urubu<\/strong><\/p>\n<p>O atual Sub\u00farbio faz parte do Rec\u00f4ncavo e, como tal, seguiu a l\u00f3gica da col\u00f4nia para essa regi\u00e3o: engenhos e fazendas de tabaco. Na verdade, \u00e0quela \u00e9poca, tirando a S\u00e9 (ou Centro Hist\u00f3rico), toda Salvador era tomada por propriedades rurais. Por\u00e9m, por conta da facilidade de escoamento da produ\u00e7\u00e3o pela Ba\u00eda, o Sub\u00farbio despertou um interesse muito maior dos senhores \u2013 e levou muito mais tempo para mudar essa l\u00f3gica, tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>Por 400 anos, a paisagem foi essa: \u00e1reas verdes, casas grandes, pequenas igrejas e, sobretudo, muitas senzalas. O Sub\u00farbio, como todo o Rec\u00f4ncavo, era profundamente escravista. Os senhores de engenho escravizaram fam\u00edlias inteiras, mantendo cativa uma popula\u00e7\u00e3o de milhares de pessoas.<\/p>\n<p>Foi no atual Parque S\u00e3o Bartolomeu que surgiu no come\u00e7o do S\u00e9culo XIX o Quilombo do Urubu, fundado por uma mulher: Zeferina. Trata-se de um dos mais importantes quilombos da Bahia, que realizou ofensivas para libertar escravizados das fazendas ao redor. A comunidade resistiu munida apenas de arcos, flechas e facas at\u00e9 dezembro de 1826, quando foi derrotada por soldados de Salvador.<\/p>\n<p>O Quilombo do Urubu era um espa\u00e7o tamb\u00e9m de resist\u00eancia cultural: documentos atestam que nele os quilombolas cultuavam os orix\u00e1s. Em S\u00e3o Bartolomeu, os negros encontraram um ambiente prop\u00edcio \u00e0 reconstru\u00e7\u00e3o da sua identidade. As cachoeiras possuem nomes de orix\u00e1s \u2013 Nan\u00e3, Oxumar\u00ea e Oxum \u2013 e no local ocorrem cerim\u00f4nias do candombl\u00e9 at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p><strong>E o trem?<\/strong><\/p>\n<p>O Sub\u00farbio, afinal, possui um \u2018sobrenome\u2019: Ferrovi\u00e1rio. E ele veio gra\u00e7as \u00e0 Estrada de Ferro da Bahia ao S\u00e3o Francisco, inaugurada em 1860. A linha, que ainda hoje atravessa todo o Sub\u00farbio, da Cal\u00e7ada at\u00e9 Paripe, ligava inicialmente Salvador a Alagoinhas, mas o projeto previa conectar tamb\u00e9m toda a regi\u00e3o produtiva do Rec\u00f4ncavo, como Cachoeira e Nazar\u00e9.<\/p>\n<p>O objetivo era dinamizar a economia a\u00e7ucareira e do fumo, trazendo os produtos de trem para o porto de Salvador. \u201cA ideia partiu da elite agr\u00e1ria da Bahia, ou seja, de quem tinha condi\u00e7\u00e3o de bancar um projeto como esse e de pressionar para que sa\u00edsse do papel. Mas o trem, principalmente nos anos seguintes, \u00e9 tamb\u00e9m um trem de passageiros. E nisso ele exerce um papel fundamental: muitas fam\u00edlias sa\u00edram do sert\u00e3o e chegaram a Salvador por meio dele\u201d, conta o historiador Rafael Dantas.<\/p>\n<p>O projeto rapidamente fracassou, pois nos anos seguintes a economia a\u00e7ucareira entraria em crise at\u00e9 se desmantelar completamente. Ainda assim, o trem trouxe desenvolvimento: em volta dele, surgiram povoados de oper\u00e1rios da linha f\u00e9rrea. Tamb\u00e9m atraiu ind\u00fastrias para o Sub\u00farbio, como a S\u00e3o Br\u00e1s, em Plataforma, de produtos t\u00eaxteis. O trem seguiu como meio de transporte de passageiros, o que perdurou at\u00e9 o S\u00e9culo XXI.<\/p>\n<p><strong>Local de veraneio<\/strong><\/p>\n<p>Do come\u00e7o do S\u00e9culo XX at\u00e9 a d\u00e9cada de 1960, o Sub\u00farbio se tornou uma das regi\u00f5es de veraneio mais cobi\u00e7adas pelas elites do Centro de Salvador, atra\u00eddas pelas belas praias de \u00e1guas tranquilas e pela biodiversidade local. Com o decl\u00ednio da produ\u00e7\u00e3o a\u00e7ucareira neste per\u00edodo, os grandes propriet\u00e1rios come\u00e7aram a se desfazer de suas terras, repartindo entre os pr\u00f3prios familiares ou vendendo lotes para outros endinheirados.<\/p>\n<p>Esse cen\u00e1rio ocorre sobretudo na faixa litor\u00e2nea de Paripe, Tubar\u00e3o e S\u00e3o Tom\u00e9 de Paripe, onde ainda hoje \u00e9 poss\u00edvel ver casas em terrenos amplos, com jardins e varandas. O novo momento, bo\u00eamio, \u00e9 celebrado e descrito em diversas obras liter\u00e1rias, como Os Velhos Marinheiros (1961) e Dona Flor e Seus Dois Maridos (1966), ambas de Jorge Amado.<\/p>\n<p><strong>O \u00f3leo do Lobato<\/strong><\/p>\n<p>Em janeiro de 1939, o Lobato era uma \u00e1rea ocupada por resid\u00eancias de pessoas muito pobres, que n\u00e3o conseguiam sequer consumir a \u00e1gua local, pois era uma lama preta que s\u00f3 servia para acender os candeeiros. No dia 21 daquele m\u00eas, os homens de palet\u00f3 chegaram e contaram: aquela lama era riqueza. Em poucos dias, o presidente Get\u00falio Vargas pisava no Sub\u00farbio para sujar a m\u00e3o e posar para uma foto hist\u00f3rica.<\/p>\n<p>A descoberta da primeira jazida de petr\u00f3leo do Brasil no Lobato foi a promessa de uma vida melhor para os baianos. \u00c0quela altura, a Bahia vivia uma grave crise econ\u00f4mica, provocada pelas secas no sert\u00e3o e pela ru\u00edna da agricultura. Salvador recebia cada vez mais gente do interior em busca de trabalho: entre os anos 1940 e 1960, a capital baiana passaria de 300 mil para mais de 1 milh\u00e3o de habitantes.<\/p>\n<p>\u201cA situa\u00e7\u00e3o no interior da Bahia era de desemprego e fome. Ent\u00e3o, essas pessoas viram na descoberta do petr\u00f3leo a oportunidade da vida. Elas vieram em busca de emprego e de moradia, s\u00f3 que essa massa n\u00e3o foi absorvida como um todo. \u00c9 nesse momento que surgem as ocupa\u00e7\u00f5es desordenadas em toda Salvador e no Sub\u00farbio tamb\u00e9m, sendo a maior express\u00e3o disso as palafitas dos Alagados\u201d, diz o historiador Augusto Fiuza.<\/p>\n<p>O crescimento populacional se intensifica a partir de 1970, com a cidade batendo 2 milh\u00f5es de pessoas em 1990. Nesse per\u00edodo, o Sub\u00farbio recebe empreendimentos como o Porto de Aratu, o Centro Industrial de Aratu (CIA) e a Usina Sider\u00fargica da Bahia (Usiba). Em 1971, \u00e9 inaugurada a Avenida Afr\u00e2nio Peixoto, mais conhecida como Suburbana, o que levou ainda mais fam\u00edlias a ocuparem as \u00e1reas ao longo da nova via.<\/p>\n<p><strong>Os v\u00e1rios sub\u00farbios<\/strong><\/p>\n<p>Por isso, a forma\u00e7\u00e3o do Sub\u00farbio \u00e9 tudo, menos linear ou uniforme. Talvez, esteja a\u00ed o segredo do bairro, t\u00e3o plural, tamb\u00e9m na sua paisagem. Em Periperi, temos na regi\u00e3o da Pra\u00e7a da Revolu\u00e7\u00e3o um pequeno n\u00facleo planejado, de ruas largas, pois era a vila oper\u00e1ria dos trabalhadores da linha f\u00e9rrea, em sua maioria ingleses e italianos.<\/p>\n<p>O bairro ao lado, Fazenda Coutos, surgiu do realocamento nos anos 1980 de pessoas que estavam na invas\u00e3o da Malvina, na Paralela, atual Bairro da Paz. Como aquele territ\u00f3rio era parte do Parque de Pitua\u00e7u, o Estado doou lotes no Sub\u00farbio para as fam\u00edlias \u2013 por isso o bairro \u00e9 planejado. Na mesma \u00e9poca, foram constru\u00eddos condom\u00ednios populares pela Urbis e pelo Inocoop: Mirantes de Periperi e Vista Alegre, por exemplo.<\/p>\n<p>J\u00e1 ao longo da Suburbana, v\u00ea-se bairros inteiros que se criaram em morros devido \u00e0 pura necessidade de moradia da popula\u00e7\u00e3o: \u201cMas esse n\u00e3o \u00e9 um fator s\u00f3 do Sub\u00farbio, \u00e9 de v\u00e1rias regi\u00f5es de Salvador: Liberdade, S\u00e3o Caetano, Pero Vaz, entre tantos outros, onde voc\u00ea tamb\u00e9m observa a ocupa\u00e7\u00e3o sem uma padroniza\u00e7\u00e3o\u201d, diz Augusto Fiuza.<\/p>\n<p>Para o historiador, o Sub\u00farbio ofereceu algo muito raro para o povo negro e pobre: oportunidade de viver. \u201cEram pessoas que realmente precisavam morar, ter um teto, e arrumaram os seus meios de construir uma casa onde podiam\u201d, completa.<\/p>\n<p><em>Siga o Acorda Cidade no<a href=\"https:\/\/news.google.com\/search?q=acorda%20cidade&amp;hl=pt-BR&amp;gl=BR&amp;ceid=BR%3Apt-419\" 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src=\"https:\/\/imagens.acordacidade.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/30121329\/Salvador-475-anos-Entre-belas-praias-e-a-linha-do-trem-Suburbio-abriga-tesouros-das-culturas-indigena-e-negra-Foto-Igor-Santos-Secom-PMS-300x220.jpg\"><\/div>\n<p>A ocupa\u00e7\u00e3o daquela regi\u00e3o \u00e9, inclusive, anterior \u00e0 funda\u00e7\u00e3o de Salvador, a primeira capital do Brasil, em 1549.<\/p>\n<p>The post <a href=\"https:\/\/www.acordacidade.com.br\/noticias\/bahia\/salvador-475-anos-entre-belas-praias-e-a-linha-do-trem-suburbio-abriga-tesouros-das-culturas-indigena-e-negra\/\">Salvador 475 anos: Entre belas praias e a linha do trem, Sub\u00farbio abriga tesouros das culturas ind\u00edgena e negra<\/a> appeared first on <a href=\"https:\/\/www.acordacidade.com.br\/\">Acorda Cidade &#8211; Portal de not\u00edcias de Feira de 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