{"id":97765,"date":"2025-08-20T08:11:37","date_gmt":"2025-08-20T11:11:37","guid":{"rendered":"https:\/\/noticiasbahia360.com.br\/?p=97765"},"modified":"2025-08-20T08:11:37","modified_gmt":"2025-08-20T11:11:37","slug":"demissoes-entre-jovens-aumentam-o-que-cada-geracao-prioriza-e-por-que-pensam-de-forma-diferente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/noticiasbahia360.com.br\/?p=97765","title":{"rendered":"Demiss\u00f5es entre jovens aumentam: o que cada gera\u00e7\u00e3o prioriza e por que pensam de forma diferente"},"content":{"rendered":"<div>\n<div>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/noticiasbahia360.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/primeiro-emprego-Foto-Amanda-Oliveira-GOVBA.jpg\" alt=\"Programa Primeiro Emprego realiza mutir\u00f5es em Salvador. Foto: Camila Souza\/GOVBA\"><figcaption>Programa Primeiro Emprego realiza mutir\u00f5es em Salvador.<br \/>\nFoto: Camila Souza\/GOVBA<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>Aur\u00e9lio Santana e Raphaella Abrah\u00e3o t\u00eam algo em comum: passaram por seis empresas ao longo da vida. Acontece que ele tem 66 anos, e ela, 22.<\/p>\n<p>Hoje aposentado, o economista \u00e9 o exemplo cl\u00e1ssico da gera\u00e7\u00e3o baby boomer (que nasceu entre 1946 e 1964). Ele construiu praticamente toda a carreira em uma \u00fanica firma: foram 43 anos na Anfavea.<\/p>\n<p>J\u00e1 a jovem, formada em rela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, \u00e9 o novo estere\u00f3tipo da gera\u00e7\u00e3o Z (nascidos entre 1997 e 2012). Nos \u00faltimos seis anos, mudou de emprego seis vezes.<\/p>\n<p>A compara\u00e7\u00e3o entre Aur\u00e9lio e Raphaella mostra uma das transforma\u00e7\u00f5es mais profundas no mercado de trabalho ao longo do tempo: o conceito de sucesso profissional est\u00e1 sendo redefinido.<\/p>\n<p>O g1 ouviu profissionais de v\u00e1rias idades, especialistas e soci\u00f3logos para entender esse fen\u00f4meno. Tamb\u00e9m conversou com empresas para saber como lidam com esse mercado plural.<\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>\ud83d\udcb5 Estabilidade e sal\u00e1rio deixaram de ser os maiores desejos do trabalhador ou sin\u00f4nimos de realiza\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>\ud83d\ude80 Os mais jovens priorizam ambientes flex\u00edveis, empresas com prop\u00f3sito genu\u00edno e oportunidades de crescimento acelerado.<br \/>\u201cEstabilidade nunca foi meu objetivo. Meu foco \u00e9 estar em lugares onde eu aprenda e me desenvolva\u201d, diz Raphaella, que representa o perfil inquieto de sua gera\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Aur\u00e9lio, obviamente, pensa diferente: \u201cO importante \u00e9 chegar ao fim da carreira com conforto financeiro, sa\u00fade e poder ajudar os filhos. Olhar para tr\u00e1s e saber que voc\u00ea teve uma vida \u00fatil, que impulsionou sua fam\u00edlia. Isso \u00e9 sucesso\u201d.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-numeros-ja-mostram-a-mudanca\">N\u00fameros j\u00e1 mostram a mudan\u00e7a<\/h2>\n<p>No Brasil, os jovens de 18 a 24 anos permanecem, em m\u00e9dia, apenas 12 meses no mesmo emprego, segundo levantamento do Minist\u00e9rio do Trabalho. Em 2024, a rotatividade dessa faixa et\u00e1ria chegou a 96,2%.<\/p>\n<p>A busca por novas oportunidades (38%), a falta de reconhecimento (34%) e quest\u00f5es \u00e9ticas (28%) est\u00e3o entre os principais motivos que levam os jovens a pedir demiss\u00e3o. Estresse, problemas de sa\u00fade mental e baixa flexibilidade tamb\u00e9m aparecem na lista.<\/p>\n<p>A rotatividade de empregos, que marca a gera\u00e7\u00e3o Z, \u00e9 chamada de job hopping (salto de emprego). O termo descreve a pr\u00e1tica de mudar de empresa em poucos meses.<\/p>\n<p>E n\u00e3o se trata de instabilidade, mas de uma busca deliberada por aprendizado r\u00e1pido, oportunidades de crescimento, e coer\u00eancia entre valores pessoais e trabalho.<\/p>\n<p>\u201cMinha gera\u00e7\u00e3o n\u00e3o quer ficar 20 anos no mesmo lugar. Fico enquanto estiver aprendendo e entregando. Job hopping n\u00e3o significa indecis\u00e3o, mas buscar algo que fa\u00e7a sentido\u201d afirma Raphaella.<br \/>\u00c9 uma mentalidade que tem forte contraste com a de outras gera\u00e7\u00f5es, inclusive dos pais dos GenZ. Para a gera\u00e7\u00e3o X (1965 \u2013 1980), a estabilidade ainda pesa, embora com mais flexibilidade do que \u00e9 visto nos Baby Boomers.<\/p>\n<p>Sylene Nakano, que trabalha na Ford h\u00e1 19 anos, n\u00e3o se v\u00ea mudando de emprego t\u00e3o r\u00e1pido. Mas mostra que entende o racional dos mais jovens: \u201cEles t\u00eam outras aspira\u00e7\u00f5es e acreditam que oportunidades aparecem f\u00e1cil\u201d.<\/p>\n<p>Entre os Millennials (1981 \u2013 1996), o que importa \u00e9 a motiva\u00e7\u00e3o, n\u00e3o o tempo na empresa. Marcela Bruno, gerente jur\u00eddica na Cosan h\u00e1 uma d\u00e9cada, acredita que a pressa pode fazer os jovens perderem chances valiosas de aprendizado.<\/p>\n<p>\ud83d\udcad Mas o que explica vis\u00f5es t\u00e3o diferentes entre gera\u00e7\u00f5es? Segundo Ricardo Nunes, soci\u00f3logo do trabalho, o comportamento da gera\u00e7\u00e3o Z \u00e9 fruto direto das transforma\u00e7\u00f5es estruturais econ\u00f4micas nas \u00faltimas d\u00e9cadas.<\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>\ud83d\udd0e Se os Baby Boomers cresceram sob a l\u00f3gica do \u201ctrabalhar agora para viver melhor depois\u201d \u2014 com aposentadoria garantida e estabilidade como promessa \u2014, os jovens de hoje nasceram em um mundo marcado pela precariza\u00e7\u00e3o, pela automa\u00e7\u00e3o e pela l\u00f3gica do \u201cse vire\u201d, explica o soci\u00f3logo.<\/li>\n<\/ul>\n<p>\u201cAs novas gera\u00e7\u00f5es aprendem desde cedo: vou ter que me virar para sobreviver\u201d, resume Antunes<\/p>\n<p>A ideia de uma carreira linear, dentro de uma \u00fanica empresa, perdeu for\u00e7a diante de um mercado que oferece menos garantias e exige mais adaptabilidade.<\/p>\n<p>O job hopping, portanto, n\u00e3o \u00e9 apenas uma escolha, mas uma resposta a um cen\u00e1rio em que a fidelidade \u00e0 empresa n\u00e3o garante seguran\u00e7a e nem crescimento.<\/p>\n<p>E essa mentalidade representa um desafio extra para as organiza\u00e7\u00f5es, que precisam encontrar novas formas de atrair e reter jovens profissionais, sem perder de vista os talentos de gera\u00e7\u00f5es que ainda valorizam fatores tradicionais.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-o-que-cada-geracao-valoriza-em-sua-carreira\">O que cada gera\u00e7\u00e3o valoriza em sua carreira?<\/h2>\n<p>A trajet\u00f3ria profissional deixou de seguir um \u00fanico caminho. Segundo os especialistas, cada gera\u00e7\u00e3o carrega valores moldados pelo seu tempo, pelo contexto econ\u00f4mico e pelas transforma\u00e7\u00f5es sociais.<\/p>\n<p>As gera\u00e7\u00f5es mais antigas, por exemplo, cresceram com um modelo de emprego baseado na estabilidade e na promessa de recompensa futura. \u201cO lema era: trabalho agora para viver melhor depois\u201d, explica Ricardo Nunes.<\/p>\n<p>Esse pensamento era sustentado por um mercado que oferecia v\u00ednculos duradouros, direitos garantidos e uma l\u00f3gica de ascens\u00e3o por tempo de servi\u00e7o.<\/p>\n<p>Foi nesse ambiente que surgiram os baby boomers, como Aur\u00e9lio, que s\u00f3 depois da aposentadoria passou a fazer o que ama: estudar idiomas e se dedicar \u00e0 marcenaria.<\/p>\n<p>A gera\u00e7\u00e3o X, por sua vez, valoriza o equil\u00edbrio entre estabilidade e crescimento. Formada em Qu\u00edmica, Sylene come\u00e7ou na Ford na \u00e1rea de recursos. Em 19 anos, foi promovida at\u00e9 virar gerente de projetos, cuidando de acess\u00f3rios de ve\u00edculos produzidos nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Essa gera\u00e7\u00e3o viu a chegada da tecnologia e aprendeu a se adaptar, mas manteve ra\u00edzes tradicionais.<\/p>\n<p>\u201cEstabilidade \u00e9 importante para construir o futuro (\u2026) e a gente viu que podia continuar sendo flex\u00edvel. Equil\u00edbrio \u00e9 bom\u201d, pontua.<\/p>\n<p>J\u00e1 os Millennials buscam prop\u00f3sito e desafios constantes. Marcela, que atua no setor jur\u00eddico da Cosan, s\u00f3 permaneceu por tanto na empresa porque encontrou um ambiente din\u00e2mico e oportunidades de crescimento.<\/p>\n<p>A gera\u00e7\u00e3o Z, por sua vez, quebrou quase todos os padr\u00f5es. Raphaella, que j\u00e1 passou por seis empresas, n\u00e3o v\u00ea problema nisso.<\/p>\n<p>Para esses jovens, o trabalho precisa fazer sentido, refletir seus valores e oferecer aprendizado constante. Quando isso n\u00e3o acontece, \u00e9 hora de partir.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-o-job-hopping-e-visto-por-recrutadores\">Como o job hopping \u00e9 visto por recrutadores?<\/h2>\n<p>Trocar de emprego em menos de dois anos j\u00e1 foi visto como um grande problema no curr\u00edculo. Hoje, esse olhar mudou, principalmente quando se trata dos nascidos a partir de 1997.<\/p>\n<p>Para muitos recrutadores, o job hopping deixou de ser sin\u00f4nimo de instabilidade e passou a indicar inquieta\u00e7\u00e3o produtiva, busca por prop\u00f3sito e vontade de crescer.<\/p>\n<p>Ana Paula Prado, CEO da Redarbor (dona das plataformas de recrutamento Catho e Infojobs), explica que o mercado est\u00e1 mais aberto a trajet\u00f3rias n\u00e3o lineares.<\/p>\n<p>\u201cO importante \u00e9 a coer\u00eancia entre o discurso e a experi\u00eancia real do profissional\u201d, afirma.<br \/>Segundo ela, mudan\u00e7as frequentes n\u00e3o s\u00e3o um problema, desde que o profissional saiba contextualizar suas decis\u00f5es e apresentar resultados concretos.<\/p>\n<p>\u26a0\ufe0f Mas h\u00e1 um limite. Mudan\u00e7as com menos de seis meses, por exemplo, podem ser mal interpretadas.<\/p>\n<p>\u201cCom menos de 9 meses, o profissional n\u00e3o passa nem por um ciclo de desempenho completo\u201d, alerta Ana Paula. A recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 que haja tempo suficiente para aprendizado e contribui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para Ang\u00e9lica Madalosso, da consultoria de marca empregadora I Love My Job, o mercado precisa olhar al\u00e9m dos n\u00fameros no curr\u00edculo.<\/p>\n<p>\u201cO job hopping n\u00e3o significa descomprometimento. Eles [os jovens] querem se sentir realizados mais r\u00e1pido do que as gera\u00e7\u00f5es anteriores\u201d, pontua.<br \/>O desafio para as empresas, segundo ela, est\u00e1 em transformar essa inquieta\u00e7\u00e3o em vantagem competitiva, criando espa\u00e7os em que os jovens consigam aplicar essa energia e vontade de aprender, antes que decidam partir para a pr\u00f3xima oportunidade.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-quais-sao-os-impactos-da-alta-rotatividade-para-as-empresas\">Quais s\u00e3o os impactos da alta rotatividade para as empresas?<\/h2>\n<p>A alta rotatividade tem se tornado um dos principais desafios para as empresas. De acordo com a pesquisa \u201cDesligamentos volunt\u00e1rios 2024\u201d, do Minist\u00e9rio do Trabalho, mais de 780 mil pessoas passaram por duas demiss\u00f5es volunt\u00e1rias em apenas 16 meses.<\/p>\n<p>Mais da metade delas (53%) tinha at\u00e9 29 anos. Al\u00e9m disso, 42% dos trabalhadores que pediram demiss\u00e3o e conseguiram um novo emprego j\u00e1 foram desligados novamente, e quase metade saiu por vontade pr\u00f3pria.<\/p>\n<p>Esse movimento acontece, em parte, porque conseguir outro emprego est\u00e1 cada vez mais r\u00e1pido: 71% dos profissionais se recolocam em at\u00e9 60 dias.<\/p>\n<p>Com mais oportunidades \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o, muitos trabalhadores, especialmente da gera\u00e7\u00e3o Z, n\u00e3o pensam duas vezes antes de trocar de empresa quando percebem que algo n\u00e3o est\u00e1 alinhado com seus valores ou expectativas.<\/p>\n<p>Essa movimenta\u00e7\u00e3o gera impactos diretos e indiretos.<\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Financeiramente, o custo de uma cadeira vazia \u00e9 alto: envolve recrutamento, treinamento e perda de produtividade.<\/li>\n<\/ul>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Culturalmente, a sa\u00edda frequente de funcion\u00e1rios dificulta a constru\u00e7\u00e3o de um ambiente coeso e de projetos de longo prazo, afirma Ana Paula Prado, da Redarbor. <\/li>\n<\/ul>\n<p>Ela destaca que a fidelidade \u00e0 empresa, hoje, est\u00e1 mais ligada \u00e0 coer\u00eancia entre discurso e pr\u00e1tica do que ao tempo de casa. \u201cA empresa s\u00f3 vai mudar quando sentir a dor \u2014 quando n\u00e3o conseguir mais atrair ou reter talentos\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Para lidar com esse cen\u00e1rio, as companhias precisam ir al\u00e9m do sal\u00e1rio. Flexibilidade, reconhecimento, prop\u00f3sito e oportunidades de desenvolvimento s\u00e3o fatores decisivos para manter os jovens talentos, acrescenta a especialista.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-promover-convivencia-saudavel-entre-geracoes\">Como promover conviv\u00eancia saud\u00e1vel entre gera\u00e7\u00f5es?<\/h2>\n<p>Com quatro gera\u00e7\u00f5es atuando simultaneamente no mercado de trabalho, promover uma conviv\u00eancia saud\u00e1vel se tornou uma miss\u00e3o. \u00c9 que cada grupo traz consigo valores, ritmos e expectativas diferentes e, muitas vezes, conflitantes.<\/p>\n<p>Raphaella, que \u00e9 GenZ, j\u00e1 sentiu isso na pr\u00e1tica. \u201cEu tinha plena certeza do que estava falando, mas \u00e0s vezes precisava pedir para um homem ou algu\u00e9m mais velho intervir\u201d, conta.<\/p>\n<p>Aur\u00e9lio, por exemplo, olha com desconfian\u00e7a para a pressa dos mais jovens. \u201cAs ambi\u00e7\u00f5es s\u00e3o grandes, mas a dedica\u00e7\u00e3o \u00e9 pequena.\u201d<\/p>\n<p>\u201cA gente, quando \u00e9 jovem, acha que somos melhores do que realmente somos. Pensamos que j\u00e1 podemos sentar na janelinha. Mas n\u00f3s n\u00e3o temos a experi\u00eancia necess\u00e1ria. A primeira dificuldade que voc\u00ea tem, voc\u00ea corre\u201d.<br \/>Apesar dos atritos, especialistas garantem que \u00e9 poss\u00edvel transformar essas diferen\u00e7as em for\u00e7a. O segredo est\u00e1 na empatia e na escuta ativa.<\/p>\n<p>Sylene \u00e9 mentora de jovens profissionais, e refor\u00e7a o papel do di\u00e1logo. \u201d A gente tem que ser flex\u00edvel e entender o que podemos fazer para que este seja o melhor lugar para eles\u201d, defende.<\/p>\n<p>\u201cA gente tem que ser flex\u00edvel e entender o que podemos fazer para que este seja o melhor lugar para eles\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Ang\u00e9lica, que faz diagn\u00f3sticos de cultura organizacional e de marca empregadora, sugere a\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas. Para ela, mentorias reversas, programas de inclus\u00e3o e projetos intergeracionais ajudam a criar pontes entre os diferentes perfis.<\/p>\n<p>Quando bem conduzida, a diversidade geracional deixa de ser um problema e vira um ativo poderoso. Gera inova\u00e7\u00e3o, aprendizado m\u00fatuo e um ambiente mais rico, resume a CEO.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-o-que-as-empresas-estao-fazendo-para-reter-talentos-da-geracao-z\">O que as empresas est\u00e3o fazendo para reter talentos da gera\u00e7\u00e3o Z?<\/h2>\n<p>Alguns dos benef\u00edcios mais valorizados pelos jovens s\u00e3o o home office, um plano de carreira bem definido, apoio \u00e0 sa\u00fade mental, folga no anivers\u00e1rio e at\u00e9 plano de sa\u00fade para pets, destaca Ana Paula, da Redarbor.<\/p>\n<p>Mas s\u00f3 oferecer benef\u00edcios n\u00e3o garante a perman\u00eancia. \u201cA fidelidade acontece quando a empresa est\u00e1 alinhada aos objetivos de carreira do colaborador\u201d, afirma ela.<\/p>\n<p>Por isso, muitas empresas t\u00eam apostado em planos de crescimento mais transparentes e em oportunidades de movimenta\u00e7\u00e3o interna.<\/p>\n<p>A Cosan, dona da Ra\u00edzen, Compass e outras marcas, permite que efetivos, aprendizes e estagi\u00e1rios circulem entre diferentes empresas do grupo, adquirindo novas experi\u00eancias sem trocar de empregador.<\/p>\n<p>\u201c\u00c0s vezes, o pr\u00f3ximo passo n\u00e3o est\u00e1 na empresa em que voc\u00ea est\u00e1, mas em outra do portf\u00f3lio, com um desafio que fa\u00e7a sentido para o seu momento de carreira\u201d, explica Fabi Chagas, gerente organizacional.<\/p>\n<p>Esse espa\u00e7o para testar novas fun\u00e7\u00f5es e se desenvolver \u00e9 um dos fatores mais citados por especialistas como essencial para reter a gera\u00e7\u00e3o Z. A Ford tamb\u00e9m tem apostado nisso com treinamentos para gestores, principalmente os de primeiro n\u00edvel.<\/p>\n<p>Outro aspecto importante para os mais jovens \u00e9 sentir que sua opini\u00e3o \u00e9 valorizada. \u201cMentorias internas e projetos entre \u00e1reas s\u00f3 funcionam quando existe um ambiente aberto ao di\u00e1logo\u201d, afirma Ang\u00e9lica.<\/p>\n<p>Na Cosan, por exemplo, os novos funcion\u00e1rios s\u00e3o incentivados a liderar projetos, apresentar tend\u00eancias e questionar processos. J\u00e1 os mais experientes contribuem com uma vis\u00e3o estrat\u00e9gica. Hoje, o tempo m\u00e9dio de perman\u00eancia no grupo \u00e9 de seis anos.<\/p>\n<p>Na Ford, experi\u00eancias que aproximam os colaboradores da marca \u2014 como participar de lan\u00e7amentos de ve\u00edculos e de eventos com clientes \u2014 tamb\u00e9m ajudam a fortalecer o v\u00ednculo emocional.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, benef\u00edcios que afetam diretamente a rotina continuam em destaque. A montadora oferece trabalho h\u00edbrido, hor\u00e1rios flex\u00edveis, short Friday e programas de mentoria.<\/p>\n<p>\u201cQuando voc\u00ea tem essa conex\u00e3o, ret\u00e9m as pessoas. Elas t\u00eam dificuldade de aceitar um novo emprego porque se sentem bem aqui\u201d, explica Fernanda Ramos.<\/p>\n<p><em>Fonte: g1<\/em><\/p>\n<p><em>Siga o Acorda Cidade no<\/em><a href=\"https:\/\/news.google.com\/search?q=acorda%20cidade&amp;hl=pt-BR&amp;gl=BR&amp;ceid=BR%3Apt-419\"><strong><em> Google Not\u00edcias<\/em><\/strong><\/a><em> e receba os principais destaques do dia. 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Foto: Camila Souza\/GOVBA\"><figcaption>Programa Primeiro Emprego realiza mutir\u00f5es em Salvador.<br \/>\nFoto: Camila Souza\/GOVBA<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>No Brasil, os jovens de 18 a 24 anos permanecem, em m\u00e9dia, apenas 12 meses no mesmo emprego, segundo levantamento do Minist\u00e9rio do Trabalho.<\/p><\/div>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":97766,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"gallery","meta":{"footnotes":""},"categories":[8,9,6,57,56,10],"tags":[],"class_list":["post-97765","post","type-post","status-publish","format-gallery","has-post-thumbnail","hentry","category-bahia","category-brasil","category-feira-de-santana","category-mundo","category-policia","category-politica","post_format-post-format-gallery"],"featured_image_urls":{"full":["https:\/\/noticiasbahia360.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/primeiro-emprego-Foto-Amanda-Oliveira-GOVBA.jpg",640,426,false],"thumbnail":["https:\/\/noticiasbahia360.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/primeiro-emprego-Foto-Amanda-Oliveira-GOVBA-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/noticiasbahia360.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/primeiro-emprego-Foto-Amanda-Oliveira-GOVBA-300x200.jpg",300,200,true],"medium_large":["https:\/\/noticiasbahia360.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/primeiro-emprego-Foto-Amanda-Oliveira-GOVBA.jpg",640,426,false],"large":["https:\/\/noticiasbahia360.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/primeiro-emprego-Foto-Amanda-Oliveira-GOVBA.jpg",640,426,false],"1536x1536":["https:\/\/noticiasbahia360.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/primeiro-emprego-Foto-Amanda-Oliveira-GOVBA.jpg",640,426,false],"2048x2048":["https:\/\/noticiasbahia360.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/primeiro-emprego-Foto-Amanda-Oliveira-GOVBA.jpg",640,426,false],"chromenews-featured":["https:\/\/noticiasbahia360.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/primeiro-emprego-Foto-Amanda-Oliveira-GOVBA.jpg",640,426,false],"chromenews-large":["https:\/\/noticiasbahia360.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/primeiro-emprego-Foto-Amanda-Oliveira-GOVBA.jpg",640,426,false],"chromenews-medium":["https:\/\/noticiasbahia360.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/primeiro-emprego-Foto-Amanda-Oliveira-GOVBA-590x410.jpg",590,410,true]},"author_info":{"display_name":"noticiasbahia360.com.br","author_link":"https:\/\/noticiasbahia360.com.br\/?author=1"},"category_info":"<a href=\"https:\/\/noticiasbahia360.com.br\/?cat=8\" rel=\"category\">Bahia<\/a> <a href=\"https:\/\/noticiasbahia360.com.br\/?cat=9\" rel=\"category\">Brasil<\/a> <a href=\"https:\/\/noticiasbahia360.com.br\/?cat=6\" rel=\"category\">Feira de Santana<\/a> <a href=\"https:\/\/noticiasbahia360.com.br\/?cat=57\" rel=\"category\">Mundo<\/a> <a href=\"https:\/\/noticiasbahia360.com.br\/?cat=56\" rel=\"category\">Pol\u00edcia<\/a> <a href=\"https:\/\/noticiasbahia360.com.br\/?cat=10\" rel=\"category\">Pol\u00edtica<\/a>","tag_info":"Pol\u00edtica","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/noticiasbahia360.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/97765","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/noticiasbahia360.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/noticiasbahia360.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/noticiasbahia360.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/noticiasbahia360.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=97765"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/noticiasbahia360.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/97765\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/noticiasbahia360.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/97766"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/noticiasbahia360.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=97765"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/noticiasbahia360.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=97765"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/noticiasbahia360.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=97765"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}} 