
Durante a edição desta terça-feira (28) do programa Acorda Cidade, o marceneiro José Roberto de Jesus, morador da Rua Palmeira Branco, no bairro Lagoa Salgada, em Feira de Santana, denunciou uma ordem de despejo que recebeu há quinze dias.
De acordo com José, que tem 57 anos, o terreno foi comprado por seu pai há mais de 70 anos. No local, quatro casas foram construídas, onde moram José e seus irmãos. No entanto, o oficial de justiça alegou que outra pessoa comprou o terreno, que tem uma tarefa, há cerca de um ano.

“O oficial de justiça me disse que era pra eu me apresentar no dia 8, munido de advogado, e que depois a gente teria que desocupar a área aqui. Na realidade, eu preciso de um advogado, porque eles têm cinco advogados”, disse o marceneiro ao Acorda Cidade.
José explicou que um advogado também esteve no local com uma documentação para realizar um acordo. Segundo ele, essa região de Feira de Santana valorizou bastante nos últimos anos.

O marceneiro, que nasceu no local, também afirmou que possui o documento original do terreno. Apesar de não apresentarem nenhuma documentação da compra, a ordem de despejo do suposto novo proprietário determina que os moradores saiam das casas dentro de quinze dias.
“Eu estou de mãos atadas. Agora, eu tenho testemunhas, tenho vizinhos que me conhecem há muitos anos e tenho a documentação em mão.”


Sobre a família, José contou que os pais vendiam camarão, castanha e amendoim em Feira de Santana, também vivendo de plantação e criação de animais no próprio terreno.
Morando no local desde que nasceu, o marceneiro faz um apelo, buscando a ajuda de um advogado que possa conduzir ele nesse processo, pois ele e a família não foram ouvidos na justiça e receberam apenas a ordem de despejo.
Com informações do repórter Ed Santos, do Acorda Cidade
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